domingo, 24 de agosto de 2008

Espanha ameaça, mas EUA retomam o reinado olímpico


Quatro anos depois do amargo bronze em Atenas, a seleção norte-americana masculina de basquete finalmente lavou a mágoa e voltou ao topo do pódio nos Jogos Olímpicos de Pequim. Na madrugada deste domingo, o time comandado pelo técnico Mike Krzyzewski venceu a Espanha por 118 a 107 (69 a 61 no primeiro tempo) em uma final de qualidade inquestionável.
Atuais campeões mundiais, os espanhóis venderam caro o ouro e lutaram até o último momento. O título na China é o 13º dos Estados Unidos em Olimpíadas.
Com 100% de aproveitamento, os norte-americanos garantem dobradinha na modalidade. No sábado, as meninas venceram a Austrália na final feminina.
Já a Espanha fecha uma campanha de recuperação com seu segundo pódio olímpico. O desempenho desta madrugada iguala o de Los Angeles-84, quando também perdeu para os norte-americanos na decisão.
Ao contrário do que aconteceu na fase de classificação, a Espanha esbanjou vontade em quadra para a final. Sem Jose Calderon, que machucou a perna, os espanhóis pressionaram e dominaram parte do primeiro quarto, chegando a liderar com cinco pontos (22 a 17) com um bom trabalho defensivo.
A reação norte-americana começou no rebote defensivo de Chris Paul no lance livre de Juan Carlos Navarro, conquistando a cesta e mais um lance livre. Depois do empate em 22 foi a vez de Dwyane Wade brilhar e ser responsável por cinco dos pontos que levaram os Estados Unidos à vantagem de 38 a 31 no final do período.
Wade, aliás, foi o nome do jogo no primeiro tempo norte-americano. Até o final do segundo período, ele somava 21 pontos. Mas não foi com facilidade que os Estados Unidos seguraram a ponta.
Apesar de marcações polêmicas da abitragem contra a Espanha, Rudy Fernandez ganhou espaço e desequilibrou com 15 pontos apenas nesta etapa. Os Estados Unidos não se intimidaram e foram aos 14 pontos de vantagem (58 a 44), mas a Espanha buscou, diminuindo para oito no final do período (69 a 61).
No terceiro período, os espanhóis investiram ainda mais na reação, ficando a apenas quatro pontos. Mas nos cinco minutos decisivos do período, os Estados Unidos foram para a cesta para fechar com nove pontos (91 a 82).
No último quarto, a situação pesou para os norte-americanos. Três jogadas seguidas, com direito a ponte aérea de Fernandez para Pau Gasol e uma cesta de três do próprio Fernandez, deixaram a Espanha a apenas dois pontos (91 a 89), forçando o técnico Mike Krzyzewski ao pedido de tempo para reorganizar seu grupo.
Os Estados Unidos sentiram que era hora de reagir e em 3 minutos levaram a distância novamente para os dois dígitos (11 pontos). A Espanha combatia não apenas com vontade, mas também com show como na cravada de Fernandez em cima de Wade, que só viu o espanhol passar determinado.
Impacto também provocou Bryant, fazendo a cesta de três, sofrendo falta e colocando o dedo na boca pedindo silêncio para a torcida adversária. Os últimos minutos foram emocionantes com a Espanha ficando a apenas 4 pontos com pouco menos de 3 minutos por jogar.
Os Estados Unidos buscaram nos arremessos de longa distância (quatro em 1min30) a fórmula da definição, abrindo sete pontos (111 a 104) com 2min03 por jogar para fechar em 118 a 107.

China termina na inédita liderança do quadro de medalhas olímpico


Foram 51 medalhas de ouro, 21 de prata e 28 de bronze, resultando em exatas 100 premiações
A China, anfitriã dos Jogos Olímpicos de Pequim, terminou na liderança do quadro de medalhas pela primeira vez na história do evento, quebrando uma hegemonia dos Estados Unidos que vinha desde 1996, em Atlanta.
Os chineses cumpriram a promessa de se confirmar como potência esportiva e acabaram com 51 medalhas de ouro - incluindo triunfos em modalidades pouco comuns para o país, como boxe e remo -, 21 pratas e 28 bronzes.
No total, foram 100 medalhas, sendo 15 primeiros lugares à frente dos americanos. Os EUA somaram mais conquistas, com 110 no geral, mas o sistema de classificação do quadro de medalhas dá prioridade aos ouros.
Os Estados Unidos ficaram com 36 ouros, 38 pratas e 36 bronzes.
Após terminarem em quarto nas edições dos Jogos de 1992 e 1996, os chineses começaram a anunciar suas intenções há oito anos, em Sydney, e deixaram claro em Atenas que brigariam pela supremacia.
Na Austrália, os americanos ganharam 38 ouros, contra 32 da Rússia e 28 da China. E na Grécia, os Estados Unidos comandaram o quadro de medalhas com um total de 36 ouros, apenas quatro a mais que a China.
Além disso, os 51 ouros dos anfitriões em Pequim representam o maior número de ouros conquistados numa só edição desde os Jogos Olímpicos de Seul, em 1998, quando a extinta União Soviética (URSS) levou 54 - apenas três a mais.
Ao longo da história, os Estados Unidos dominaram 15 das 26 edições dos Jogos, seguido da União Soviética, que comandaram os quadros finais seis vezes.
Completam a relação França, Grã-Bretanha, Alemanha e a Comunidade de Estados Independentes (CEI), que tomou o lugar da URSS em 1992.
Após um início ruim, a Rússia terminou no terceiro lugar no quadro, com 72 medalhas: 23 de ouro, 21 de prata e 28 de bronze.
O Brasil terminou na 23ª posição, com três ouros, quatro pratas e oito bronzes. Foi a melhor campanha em termos de quantidade de medalhas, com 15 (igualando Atlanta, em 1996), mas não no que diz respeito aos ouros - o país ficou com dois a menos que em Atenas, há quatro anos. O boxeador chinês Xiaoping Zhang conquistou a última medalha de ouro, a 51ª, para a China nos Jogos de Pequim

De virada, Brasil perde para os EUA e enterra o sonho do terceiro ouro olímpico no vôlei masculino


Seleção Brasileira encerra geração vitoriosa com a medalha de prata nos Jogos de Pequim O Brasil perdeu a chance de conquistar o bicampeonato olímpico – e consequentemente o seu terceiro ouro – ao ser derrotado pelos EUA por 3-1, neste domingo, em Pequim. Foi a segunda derrota consecutiva desta equipe que vinha dominando o cenário mundial nos últimos oito anos. Em julho passado, no Rio de Janeiro, ficou em quarto lugar na Liga Mundial. E perde novamente para os EUA, que tinham batido o Brasil nas semifinais do torneio carioca.
Com o título, os EUA se igualam à extinta União Soviética, único time a conquistar três ouros olímpicos. E deixam para trás o Brasil, que continua contabilizando dois triunfos em Jogos Olímpicos. O vôlei participa da Olimpíada desde 1964, no Japão.
Em nenhum momento da competição o Brasil demonstrou ser um time inquestionável, como foi no passado. Demonstração inequívoca de que o time enfrenta problemas dentro da quadra. Não encontra respostas para as dificuldades alheias e as que oferece aos oponentes são resolvidas mais facilmente pelos oponentes.
Com o resultado, o técnico Bernardinho pode se afastar da seleção. Ele deixou essa porta sempre aberta durante a competição. A possibilidade de fechá-la definitivamente poderá vir nas próximas horas ou nos próximos dias.O jogo começou bem para o Brasil. No primeiro tempo técnico o time vencia por 8-4. Dois erros de ataque de Stanley, um dos melhores – senão o melhor – jogadores na partida da Liga Mundial, deram a primeira vantagem ao Brasil. Em dois outros contra-ataques, a equipe ampliou a vantagem para quatro pontos.
Hugh McCutcheon, o técnico neo-zelandês dos EUA, pediu seu primeiro tempo após Dante mandar uma bomba no saque e fazer 12-7 para o Brasil. Não adiantou nada: o segundo ponto de saque do Brasil veio com Gustavo, ampliando a vantagem para 15-8.
Quando a vantagem brasileira chegou em 21-15, após um block de Gustavo, McCutcheon pediu seu segundo tempo. Como no primeiro, nada adiantou: André Heller, em jogada pelo meio, cravou o ponto final brasileiro, que fechou o primeiro set em 25-20 em 26 minutos.
O segundo set começou muito mal para o Brasil. Tanto que Bernardinho, para acalmar o jogo, pediu seu primeiro tempo quando num conta-ataque os EUA fizeram 3-0. Como aconteceu com McCutcheon, Bernardinho também não obteve sucesso. Tudo por conta do saque devastador de Stanley, que amplicou a vantagem para 6-0, vindo a seguir o tempo técnico.
Três pontos depois, ou seja, quando o placar marcava 8-1 parar os EUA, depois de um erro de Giba, que pisou na linha ao atacar do fundo, veio o tempo técnico. Boa chance para tentar modificar o cenário do jogo.
Aos poucos o Brasil foi tirando a diferença. Quando André Heller bloqueou Salmon e baixou a diferença para 17-13, foi a vez de McCutcheon pedir seu tempo. Mas Heller e Giba fizeram naufragar os planos do treinador com dois bloqueios consecutivos, deixando o marcador em 17-15.
Os EUA responderam com um block; o Brasil contribuiu com um erro de ataque, e a diferença aumentou novamente para quatro pontos: 19-15. Tempo de Bernardinho.
Um contra-ataque de Giba fez o Brasil encostar nos EUA: 21-20. Mas Stanley voltou para o saque, ampliou a vantagem para 24-20. O jogo acabou em 25-22 em 30 minutos.
A igualdade marcou o início do terceiro set. Foi assim até o primeiro tempo técnico, com os EUA na frente em 8-7. Uma sucessão de erros do Brasil, que basicamente acabaram no bloqueio norte-americano, deu a primeira boa vantagem para os EUA em 12-9.
O segundo tempo técnico veio e com ela um ponto a mais na vantagem para os EUA: 16-12. No banco, Bernardinho, decretou: “Vamos buscar esse ouro!”.
E mandou os jogadores de volta para a quadra.
A mensagem não foi assimilada. Os EUA aumentaram a vantagem para 19-14. Novo tempo de Bernardinho. Desta vez surtiu efeito: o time buscou a diferença primeiro com um ponto de saque de Bruno, na sequência um bloqueio de Gustavo. No ponto seguinte, perdeu a chance do contra-ataque: 21-17 para os EUA.
Um ponto de Gustavo no contra-ataque baixou a diferença em um ponto e McCutcheon pediu seu tempo. Não poderia ter vindo em hora melhor: os EUA fecharam o set em 28 minutos em 25-21, pulando na frente na partida em 2-1.
Ganhar ou ganhar. O velho chavão futebolístico caiu perfeitamente para o time brasileiro nos próximos dois sets.
Com Murilo no lugar de André Nascimento, o Brasil começou sacando muito mal no quarto set. Três foram os equívocos nacionais, mas quando eles entraram, proporcionaram dois contra-ataques que mandaram o time do técnico Bernardinho à frente em dois pontos assim que chegou o primeiro tempo técnico: 8-6.
“Vamos abrir, é a hora, é a hora”, disse Giba no segundo tempo técnico, com o placar mostrando 16-14 para o Brasil.
Os companheiros atenderam o pedido. Veio um bloqueio de Gustavo, que mandou o marcador para 19-16. Chegou em 19-17. Foi então que os EUA fizeram uma corrida de 5-0, passaram o jogo para 22-20.
O rodízio foi feito e os EUA fecharam o jogo em 25-23 e a partida em 3-1.

Cuba tem pior desempenho olímpico em 44 anos


A 'Ilha' fica atrás do Brasil no quadro geral de medalhas depois de 48 anos Quando os dois pugilistas cubanos finalistas do boxe foram derrotados neste domingo, nas suas lutas pela medalha de ouro, Cuba fechou o mais fraco capítulo de sua história olímpica recente. A delegação terminou a Olimpíada de Pequim com duas medalhas de ouro, onze de prata e onze de bronze, ficando na 28ª colocação geral, cinco posições atrás do Brasil.
O resultado é o pior desde 1964, nos Jogos de Tóquio, quando os cubanos levaram apenas quatro medalhas de prata de volta para o Caribe. Mais significativo ainda, Cuba perdeu uma liderança de muitos anos na América Latina, ficando atrás do Brasil, e até no Caribe, já que os jamaicanos fecharam em 13º no geral.[
"O povo cubano não se sente bem porque está acostumado às vitórias de Cuba desde 1976, com medalhas de ouro", disse ao iG Miguel Hernadez Mendez, jornalista especialista em Olimpíada do jornal Granma. Mendez refere-se à campanha nos Jogos de Montreal, quando Cuba deu um salto qualitativo ficando com seis medalhas de ouro.
O auge cubano aconteceu em Barcelona 1992, depois da decisão de Fidel Castro de boicotar duas Olimpíadas, a de Los Angeles 1984 e a de Seul 1988. Em terras espanholas, os atletas cubanos ganharam 31 medalhas, sendo 14 de ouro.
Tanto o sucesso em 1992 quanto a queda em 2008 têm uma mesma explicação principal: o boxe. "O boxe é o esporte que catapulta Cuba. Sofremos em dezembro de 2006 e julho de 2007 cinco deserções. São cinco campeões olímpicos que seguramente conquistariam medalhas de ouro", disse Mendez, sobre a indústria que leva pugilistas cubanos para competir profissionalmente fora da Ilha.
Além do boxe, Cuba teve baixo rendimento no beisebol, nas lutas e no judô. No Taekwondo, o mau momento acabou simbolizado pelo nervosismo de um lutador cubano numa das imagens mais marcantes dos jogos até aqui. Angel Valodia Matos, campeão olímpico em 2000, perdeu a cabeça ao ser eliminado na luta pelo bronze e acertou o juiz com um chute no rosto. Foi eliminado do esporte.
Cuba x BrasilO Brasil, que também teve rendimento inferior ao obtido em Atenas há quatro anos, conseguiu terminar à frente de Cuba pela primeira vez desde 1960, na Olimpíada de Roma. Na ocasião o Brasil terminou com dois bronzes enquanto os cubanos passaram em branco. "Foi um mito ultrapassado", disse o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Arthur Nuzman, sobre terminar à frente dos caribenhos. O Brasil terminou com três ouros, quatro pratas e oito bronzes. No total de medalhas, os cubanos ainda terminaram à frente dos brasileiros.
Há um ano, os cubanos haviam derrotado o Brasil no quadro de medalhas no Pan-Americano do Rio de Janeiro de 2007 com 60 ouros contra 57 dos donos da casa.
Para o especialista cubano, nenhum motivo para pânico. "Não é uma ameaça (o Brasil), é um mau momento (de Cuba). Não podemos chegar a conclusões definitivas com base em maus momentos. É um parêntesis." Ele ainda acredita em virada. "Fizemos um prognóstico errado. Isso provoca uma reflexão, uma revisão importante nos aspectos técnicos e táticos do esporte no país", afirmou Mendez, que terminou com uma frase pronta.
"No hay mal que por bien no venga", finalizou. Em bom português: "Há males que vêm para o bem".

Após Jogos de Pequim, 79 países seguem sem conquistar uma medalha olímpica

Dos 204 países participantes dos Jogos de Pequim, 79 voltam para casa ainda ser ter obtido uma medalha olímpica - seis a menos em relação ao início das disputas.
As seguintes nações estrearam nos pódios olímpicos em Pequim: Afeganistão, Barein (que conseguiu um ouro com Rashid Ramzi nos 1.500 metros masculino), Maurício, Sudão, Tadjiquistão e Togo.
Outros 37 países não foram campeões olímpicos, mas acabaram com pratas ou bronzes.
Três nações disputaram sua primeira edição dos Jogos após serem reconhecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI): Ilhas Marshall, Tuvalu e Montenegro.
Além do Barein, conquistaram o primeiro lugar no pódio pela primeira vez o Panamá, com Irving Saladino no salto em distância masculino, e a Mongólia, com ouros no judô acima de 100 quilos masculino e no peso galo do boxe.
Estes são os países que nunca levaram uma medalha olímpica:.
Na África: Angola, Benin, Botsuana, Burkina Fasso, Cabo Verde, República Centro-Africana, Chade, Comores, Congo, República Democrática do Congo, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Seychelles, Serra Leoa, Somália e Suazilândia.
Na América: Aruba, Belize, Bolívia, Ilhas Cayman, Dominica, El Salvador, Granada, Guatemala, Honduras, Nicarágua, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas e Ilhas Virgens Britânicas.
Na Ásia: Bangladesh, Butão, Brunei, Camboja, Jordânia, Laos, Maldivas, Mianmar, Nepal, Omã, Palestina, Timor-Leste, Turcomenistão e Iêmen; Na Europa: Albânia, Andorra, Bósnia-Herzegóvina, Chipre, Liechtenstein, Malta, Mônaco, Montenegro e San Marino.
Na Oceania: Ilhas Cook, Fiji, Guam, Kiribati, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Samoa, Samoa Americana, Tuvalu e Vanuatu.
- Países que nunca conquistaram um ouro olímpico, mas conquistaram pratas ou bronzes:.
Na África: Costa do Marfim, Eritréia, Djibuti, Gana, Mauricio, Namíbia, Níger, Senegal, Sudão, Tanzânia, Togo e Zâmbia.
Na América: Antígua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Barbados, Guiana, Haiti, Paraguai, Porto Rico e Ilhas Virgens.
Na Ásia: Afeganistão, Arábia Saudita, Iraque, Quirguistão, Kuwait, Líbano, Malásia, Filipinas, Catar, Cingapura, Sri Lanka, Tadjiquistão e Vietnã.
Na Europa: Macedônia, Islândia e Moldávia.
Na Oceania: Tonga.

Tire dúvidas sobre os sistemas de freios dos carros


Quando falamos em freios do carro, pode-se ter a idéia de algo simples, afinal basta apertar o pedal do automóvel e tudo estará resolvido. Porém, para tocar nesse assunto, primeiramente, precisamos entender os princípios de funcionamento.
O freio de um carro funciona em razão do atrito de alguns componentes. Dentre eles, estão a parte fixa na estrutura do veículo e a parte móvel que gira com as rodas. O atrito resultante do contato dessas peças gera uma força cujo calor – que dissipa no ar – se converte em energia mecânica e imobiliza o carro.
Um dos primeiros homens a se preocupar com o tema “como parar uma roda” foi o inglês Frederick Lanchester. Esse engenheiro idealizou o freio a disco no ano de 1902, mas na época não obteve resultados. Naquele momento todos os veículos utilizavam o freio do tipo tambor. Seu mecanismo só voltou à cena durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi empregado em aeronaves. Esse sistema acabou migrando para os automóveis e foi para a linha de produção em 1960.

Desde então, o freio a disco veio ganhando espaço entre os veículos terrestres (inclusive nas motocicletas), já que apresenta resultados bem melhores que o freio a tambor – isso porque o disco dissipa mais rapidamente o calor provocado pela frenagem, reduzindo a velocidade com mais eficiência.
Apesar disso, o freio a disco ainda é considerado equipamento de luxo – a maioria dos automóveis possui o sistema apenas nas rodas dianteiras, já que o custo de produção é mais elevado.
Voltando ao princípio de funcionamento dos freios hidráulicos dos carros: a força aplicada em um determinado ponto é transmitida a outro por intermédio de um fluido incompressível (óleo de freio) através da tubulaçã do sistema.
>> Tambor Trata-se da peça que vai fixada ao cubo da roda. Dentro dela há duas sapatas semicirculares revestidas com lona. Quando são acionadas, as sapatas se expandem no interior do tambor, criando o atrito necessário para reduzir a velocidade. Muitos carros têm freios a tambor nas rodas traseiras. De uma forma geral, o freio do tipo tambor tem a manutenção mais cara, porém o custo de fabricação ainda é mais baixo.O freio a tambor tem boa eficiência. O projeto desse tipo de freio prevê a utilização em diversas situações, inclusive com como chuva e poeira. Contudo o tambor não é estanque e, em caso de imersão na água, é preciso utilizar o freio imediatamente para que o calor gerado pelo atrito seque as lonas e o freio volte a ter total eficiência.
Dica: quando estiver passando por um alagamento evite utilizar o freio. Faça isso após a travessia, quando o nível de água estiver abaixo dos freios.
O principal cuidado que o freio a tambor requer é evitar o aquecimento excessivo. Aquecidos demais, os freios de tambor perdem sua eficácia e, quando extremo, as lonas podem ficar comprometidas. Em uma descida muito longa é bom se prevenir e ser mais cauteloso usando, de preferência, o freio-motor.>> Disco É uma peça, geralmente de ferro fundido, que acompanha o movimento da roda. O tipo mais comum é o sistema de pinça flutuante com um pistão, que fica em uma parte fixa envolvente ao disco. Nesse mecanismo há duas pastilhas que fazem o atrito com o disco e proporcionam a frenagem.
Quando em movimento, o carro possui uma quantidade de energia cinética. Para anular essa energia, os freios têm de converter a energia cinética em calor, gerado pelo atrito entre as pastilhas e o disco. O aquecimento também pode fazer com que a eficiência do freio a disco fique comprometida, mas esse sistema fica mais exposto ao ar e isso facilita o resfriamento. É por isso que o freio a disco é mais eficaz. Nos carros mais potentes, como os esportivos, os discos são do modelo ventilado, que elimina o calor em menos tempo ainda e o sistema conta com mais pistões na pinça, podendo ter dois ou quatro, o que o torna mais sensível ao toque no pedal.
Existem algumas pastilhas que avisam o momento da troca. Quando estão gastas, o indicador de desgaste produz um som agudo. Outras possuem um sensor que acende uma luz no painel. Para aquelas pastilhas sem indicador, há uma abertura para inspeção na pinça, em que é possível observar o quanto ainda resta.
>> Servofreio Também é conhecido como hidrovácuo. O servofreio utiliza o vácuo do coletor de admissão do motor para multiplicar a força aplicada ao pedal. É uma peça de metal que contém uma válvula inteligente e um diafragma. Uma haste passa pelo servofreio e conecta-se ao pistão do cilindro-mestre. Em carros movidos a gasolina ou álcool o motor conta com vácuo adequado ao servofreio. Já o motor a diesel não produz vácuo e precisa de uma bomba de vácuo separada.
Quando se pisa no pedal do freio, a haste abre uma válvula e assim permite a entrada do ar em um lado do diafragma na câmara. Isso faz com que a pressão no outro lado do diafragma seja aumentada para empurrar a haste e em conseqüência o pistão no cilindro-mestre.
Quando o pedal do freio é liberado, a válvula isola o suprimento de ar externo, enquanto reabre a válvula a vácuo. Isso renova o vácuo nos dois lados do diafragma e permite que tudo volte à posição inicial.
>> Cilindro mestre É a peça encarregada de converter a força aplicada ao pedal em pressão hidráulica que é transmitida a todo sistema de modo uniforme, equilibrando a reação em todas as rodas.
>> Fluido É o óleo de freio, um líquido sintético com a característica de ser indeformável que circula pela tubulação. É o responsável por transmitir a pressão que aciona tanto o freio a tambor quanto o a disco.
Em uma situação de emergência, a reação instintiva é pisar no pedal do freio com toda a força. Em um sistema de freio normal, isso pode acarretar o travamento das rodas e a perda do controle direcional. Foi para evitar isso que surgiu o sistema de freio antitravamento, mais conhecido por ABS (Anti-lock Braking System).
A teoria dos freios antitravamento é simples. É como se o motorista ficasse pisando no freio inúmeras vezes a fim de evitar o travamento das rodas. Mas isso vai contra a reação natural do motorista, que é pisar forte e manter o pé no pedal. Então o ABS faz isso.


SISTEMA DE FREIOS ABS

>> Sensores de rotação Esses sensores verificam a velocidade e fornecem a informação de cada roda a unidade controladora. Se ocorrer uma queda abrupta na freqüência dos pulsos significa que a roda esta travando.

>> Unidade controladora Essa unidade é a responsável todo o sistema. Ela monitora os sensores de rotação e controla as válvulas. Ela procura por desacelerações incomuns das rodas. Com as informações recebidas simula a situação dinâmica do automóvel e, se preciso, calcula as condições para uma frenagem adequada – ativando o servofreio ou a unidade de comando hidráulico. Assim, o ABS entra em ação e reduz a pressão em determinada roda até que se perceba uma aceleração. Nesse momento retoma a pressão até uma nova desaceleração. Isso tudo acontece tão rapidamente que o motorista nem percebe.
Dica: quando o sistema ABS entrar em funcionamento, o motorista vai perceber uma trepidação no pedal de freio, que nada mais é que a abertura e fechamento das válvulas. Ocorre que alguns motoristas se assustam nesse momento e tiram o pé do pedal prejudicando a eficácia máxima do sistema ABS. O correto é manter o pé no freio e, se necessário, fazer correções na trajetória sem tirar o pé do pedal.

Os deuses das Olimpíadas de Pequim


Michael Phelps, Yelena Isinbayeva e Usain Bolt se consagram campeões da água, do ar e da terra nos Jogos Olímpicos de 2008
No dia 08/08/2008, Hefesto, o deus do fogo foi chamado no estádio Ninho do Pássaro e convocou os representantes dos outros elementos para a maior festa do planeta. Atendendo à solicitação, o rei da água, a soberana do ar e o comandante da terra se reuniram para homenagear o anfitrião e compartilhar seu maior bem: o ouro olímpico. Assim, começou a trajetória de Michael Phelps, Yelena Isinbayeva e Usain Bolt na terra chamada de Pequim.
O Cubo d’Água foi o primeiro a conhecer os superpoderes dos heróis olímpicos. Não houve nada, nem ninguém, que impediu o rei da água, Michael Phelps, de cumprir a sua missão. E o nadador americano conquistou o oriente – e o resto do mundo – com a perfeição de suas braçadas de 2m01 de envergadura, que o levaram a deixar a cidade olímpica com o número máximo de vitórias que poderia alcançar.
Porém, a vitória não foi fácil. Em sua última batalha individual, o herói da terra do norte precisou superar um adversário que não esperava. Os dois lutaram até o último segundo, mas, no fim, Phelps saiu absoluto ao vencer os 100m borboleta por apenas um centésimo e derrotar o rival da Sérvia, Mirolad Cavic. Sorte ou ajuda divina?
A meta foi batida: oito ouros foram oferecidos ao rei da água pelo deus do fogo (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley e revezamentos 4x100m medley e 4x200m livre). Mas ele queria mais e, além de deixar Pequim como o maior atleta olímpico de todos os tempos, superando o guerreiro da antiguidade Mark Spitz, Phelps também garantiu sete recordes mundiais, se consagrando como “a lenda das piscinas chinesas”.
Então, o rei da água deu passagem para a soberana do ar assumir o comando da festa. Novamente, a batalha não foi fácil – apesar de ela fazer parecer que era. Yelena Isinbayeva sofreu com a inveja alheia e precisou impor seu cedro ao nível máximo para esclarecer “que precisa ser respeitada por suas adversárias”, em especial por uma forasteira americana, conhecida pelo nome de Jennifer Stuczynski.
Após tudo esclarecido, Isinbayeva saltou com sua vara para estabelecer o novo recorde mundial pela 24ª vez, sendo 12 deles consecutivos. Ao alcançar 5m05, a soberana do ar superou sua própria altura em 3m31 e entrou para a história do esporte olímpico. Condecorada com o presente do deus do fogo pela segunda vez (foi campeã olímpica nos Jogos de Atenas), a russa mostrou que também é humana e foi às lágrimas no pódio.

E como toda boa heroína, Isinbayeva foi solidária com a companheira do Olimpo que sofreu uma traição no campo de batalha ao oferecer sua vara para a brasileira Fabiana Murer, que teve uma das suas perdidas na temerosa terra de Pequim. Porém, o gesto gentil foi tarde demais, e a brasileira não conseguiu ser agraciada da mesma forma que a russa.
Mas foi depois que a musa das terras geladas encerrou sua trajetória olímpica que o mundo conheceu um novo deus, antes só apresentado, rapidamente, em uma batalha em Nova York, quando quebrou o recorde mundial pela primeira vez. Do outro lado do planeta, em Pequim, os súditos se curvaram à magnitude do comandante da terra. Com um ar irônico de quem sabe que é o melhor, Usain Bolt aproveitou sua experiência com o calor jamaicano para derrotar seus adversários e ainda sair sorrindo e dançando para as câmeras.

É certo que teve guerreiro reclamando e até mesmo alguns soberanos tentando impedir o jeito alegre do herói do reggae. Mas o deus do fogo interferiu a favor do velocista e ainda ofertou a ele três ouros olímpicos: nos 100m, nos 200m e no revezamento 4x100m, com direito a título de único atleta que conquistou três recordes mundiais em apenas uma edição olímpica. Então, todos reconheceram a força das longas pernas de Bolt e até mesmo cantaram “Parabéns para você” em sua apresentação na cidade olímpica no dia de seu aniversário.
Assim, Hefesto, satisfeito, foi descansar, e os heróis olímpicos encerraram suas missões em Pequim. Porém, a nova chamada já tem data e local para acontecer. Em 2012, Londres, capital da Inglaterra, sediará a reunião dos maiores ídolos do esporte mundial, e as batalhas serão reeditadas com promessa de muitas conquistas e surgimento de novos deuses que entrarão para a história.

Rússia conquista pela 3º vez consecutiva o ouro por equipes na ginástica rítmica


A ginástica rítmica encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim neste domingo, no Ginásio da Universidade de Tecnologia de Pequim, encantando o público com a plasticidade dos movimentos de suas atletas em duas elegantes performances na prova geral por equipes: cinco cordas e duas maças com três arcos. O conjunto russo, que domina a modalidade, conquistou a medalha de ouro executando uma brilhante apresentação, com sincronismo e perfeição. Este é o terceiro pódio consecutivo do conjunto russo na prova por equipes - eles também levaram ouro em Atenas-2004 e Sydney-2000, que conquistou a nota 17,750 na prova de 5 cordas e 17,800 na prova duas maças com três arcos. Ambos resultados a colocaram na primeira colocação com 35,550 pontos.
A surpresa na disputa pela medalha ficou por conta das equipes de Belarus, que foi para a final como a primeira colocada da fase eliminatória e a China, que não estava cotada entre as melhores, mas que vinha obtendo bons resultados em provas internacionais.
Nona colocada no Mundial de 2007, a China conquistou sua primeira medalha olímpica na prova de grupos da história da modalidade. Os chineses levaram a prata com 35,225 pontos no total. A medalha de bronze ficou com o conjunto de Belarus, que cometeu alguns erros na prova de duas maças com três aros fazendo 34,900 no total.
Medalha de prata de Atenas, o conjunto italiano ficou em quarto e a equipe da Bulgária, medalha de bronze em Sydney,ficou apenas com o quinto lugar, obtendo a nota geral de 33,550. O conjunto ucraniano ficou apenas com a oitava colocação.

Hungria bate EUA no pólo aquático e passa o Brasil no quadro de medalhas

A Hungria venceu os EUA na final da competição masculina de pólo aquático por 14 a 10, neste domingo, e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Com o resultado, os húngaros ultrapassaram os brasileiros no quadro de medalhas, terminando empatados com a Noruega na 21ª posição, com três ouros, cinco pratas e dois bronzes. O Brasil terminou na 23ª colocação, também com três ouros, mas com quatro pratas e oito bronzes.
Os brasileiros tiveram a última chance de terminar com uma posição melhor no quadro de medalhas neste domingo, com a maratona e a final masculina do vôlei.
Na maratona, o único brasileiro que chegou até o final da prova foi José Teles de Souza, que terminou na 38ª posição, a 13min53 do vencedor, com 2h20min25, enquanto Marilson Santos e Franck Caldeira desistiram e não completaram a prova.
A seleção masculina de vôlei do Brasil foi derrotada na final pelos Estados Unidos, por 3 sets a 1 --parciais de 20/25, 25/22, 25/21 e 25/23-- e terminou com a prata.
Com 15 medalhas na competição, o Brasil igualou o recorde de medalhas conquistadas em Atlanta-1996, mas não superou os cinco ouros levados em Atenas-2004.

França derrota Islândia no handebol e conquista o último ouro em Pequim

A seleção masculina de handebol da França conquistou a última medalha dos Jogos Olímpicos de Pequim. Neste domingo, os franceses venceram a Islândia por 28 a 23. O bronze ficou com a Espanha, que derrotou a Croácia por 35 a 29.
A França conquistou o título da competição de forma invicta. Na primeira fase, a equipe derrotou Croácia, Espanha, Brasil e China e empatou diante da Polônia. Nas quartas-de-final, venceu a Rússia e, na semifinal, ganhou da Croácia.
No feminino, o título ficou com a Noruega, que venceu a Rússia por 34 a 27. A Coréia do Sul ficou com o bronze depois de ganhar da Hungria por 33 a 28.
Brasil
A seleção brasileira masculina de handebol foi eliminada logo na primeira fase da competição após terminar na quinta posição, com dois pontos. Os brasileiros venceram apenas a China, lanterna da chave, e perderam para França, Polônia, Croácia e Espanha.
A seleção brasileira feminina de handebol também não conseguiu a classificação para as quartas-de-final. Na fase classificatória, o Brasil ficou na quinta e penúltima colocação do Grupo B, com três pontos. A equipe venceu a Coréia do Sul, empatou com a Hungria e perdeu para Rússia, Suécia e Alemanha.

Campeões olímpicos argentinos podem estar envolvidos em fraude

Fernando Gago e Ever Banega estão sendo investigados por falsificação de documentos para ter cidadania italiana
Os jogadores Fernando Gago e Ever Banega, que conquistaram a medalha de ouro no futebol masculino pela Argentina em Pequim, podem estar envolvidos em uma fraude para obter a cidadania italiana, informou hoje a imprensa argentina.
O juiz Norberto Oyarbide tem em seu poder documentação relacionada com a situação de "mais de 80 jogadores" que realizaram os trâmites para obter a cidadania italiana, segundo o jornal "La Nación", que cita os nomes de Gago, que defende o Real Madrid, e Banega, atualmente no Valencia.
O jornal indica que Oyarbide investiga a documentação de mais de 150 jogadores, e a Justiça argentina já confiscou documentos em clubes como Boca Juniors, River Plate, Independiente e San Lorenzo, na Associação do Futebol Argentino (AFA), e na casa de jogadores e de seus representantes.
Além de Gago e Banega, estão sendo investigados jogadores da seleção principal da Argentina como Juan Pablo Carrizo (Lazio), Martín Demichelis (Bayern de Munique) e Maxi Rodríguez (Atlético de Madri).
O cônsul geral da Itália na Argentina, Giancarlo Curcio, disse nas últimas horas que espera "os resultados da Justiça" para a investigação do caso.
A suposta fraude, denunciada pelo Consulado da Itália na Argentina, geraria cerca de 30 milhões de pesos (US$ 9,8 milhões) com a venda de documentos, segundo fontes judiciais citadas pela imprensa local.
Se forem considerados culpados, os envolvidos poderiam ser condenados a uma pena de um a seis anos de prisão por "falsificação de documento público" e de três a dez anos por "formação de quadrilha".

Com mão de ferro, China "maquia" problemas de Pequim nos Jogos

Com mão de ferro, o governo chinês conseguiu maquiar o quadro caótico de poluição, calor, falta de liberdade de imprensa e vigília constante às ações da população local e dos estrangeiros desenhado antes do início dos Jogos Olímpicos de Pequim acabou.
Após ter problemas com altos índices de poluição e com uma série de protestos a favor da causa tibetana durante a volta da tocha olímpica pelo mundo, o governo de Pequim resolveu agir e montou um esquema especial para esconder alguns problemas.
Para evitar que a capital chinesa se transformasse em um palco de manifestações por inúmeras causas, a polícia foi à casa de diversos ativistas nas semanas anteriores à Olimpíada pedindo que eles saíssem da capital.
Quem não aceitou o exílio voluntário acabou preso --havia pelo menos 30 pessoas em prisão domiciliar durante os Jogos.
Oficialmente, a China até abriu a possibilidade da realização de protestos durante o evento. Quem quisesse fazer uma manifestação, precisaria fazer um pedido público. Foram 77 reivindicações, nenhuma autorizada.
Segundo o Departamento de Segurança, 74 casos foram amigavelmente resolvidos, dois rejeitados por problemas de procedimento e um por envolver crianças.
O processo de "maquiagem" contou ainda com a participação da imprensa local. Um documento divulgado logo no início da Olimpíada pelo diário independente "South China Morning Post" mostrava uma lista de 21 proibições que as autoridades chinesas fizeram aos órgãos do país.
Entre os assuntos vetados estavam protestos, problemas de segurança ou qualquer emergência que ocorresse em uma competição. A lista também vetava qualquer reportagem sobre a censura à internet que vigora na China.
A censura a alguns sites foi um dos problemas enfrentados pelos jornalistas estrangeiros antes do início dos Jogos. Ao contrário do que havia prometido o COI (Comitê Olímpico Internacional), o Governo chinês bloqueou alguns conteúdos. As restrições foram caindo aos poucos, depois de inúmeras reclamações.
Ambiente
O processo de maquiagem chinês não se limitou a questões políticas e ideológicas, mas também a problemas ambientais, como o clima e a poluição de Pequim, uma das cidades com pior qualidade do ar do mundo.
Segundo dados oficiais, a China está entre os primeiros da lista de maiores emissores de gases-estufa do planeta, situação que fez delegações de atletas levarem máscaras para a China e adotarem uma série de medidas médicas.
Para evitar maiores problemas, o governo local instituiu uma série de medidas, como um rodízio mais rigoroso de automóveis, a retirada de 300 mil veículos poluidores e o fechamento de várias fábricas situadas nas imediações de Pequim, além da construção de linhas de metrô e o incentivo para que 32 mil pessoas mudassem o aquecimento à base de carvão de suas casas.
Segundo o Programa para o Meio Ambiente da ONU (Organização das Nações Unidas), as medidas ajudaram a qualidade do ar de Pequim a "melhorar significativamente".
A tecnologia não foi utilizada apenas para diminuir os índices de poluição, mas também para manipular o clima e não prejudicar a competição.
O birô meteorológico de Pequim informou que disparou 1.104 foguetes para dispersar nuvens e evitar a chuva durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, realizada no dia 8 de agosto.

Japonesa passa mal e é resgatada na final do nado sincronizado


A japonesa Hiromi Kobayashi teve de ser retirada em uma maca da piscina do Cubo d'Água, após a apresentação por equipes da rotina livre do nado sincronizado dos Jogos Olímpicos de Pequim, neste sábado.
Ela teve que ser resgatada por não conseguia sair da piscina, aparentemente extenuada após a prova. A nadadora reserva do Japão Yumiko Ishiguro, que acompanhava a prova à beira da piscina, também ajudou no resgate.
O assessor de imprensa da equipe japonesa, Hiroshi Takeuchi disse que Kobayashi teve hiperventilação por causa de estresse, mas que após os primeiros cuidados já estava consciente e descansando.
"Esse tipo de coisa já aconteceu com ela antes. Ela está bem, não se preocupem, ela não tem nada grave", disse Takeuchi.
Na competição, as japonesas terminaram em quinto lugar, empatadas com os Estados Unidos, com 95,334 pontos na classificação geral.
O ouro ficou com a Rússia, com 99,500 pontos. A Espanha levou a prata, com 98,251 pontos, e o bronze ficou com a China, com 97,334.

Seleção da Argentina se vinga da Nigéria e conquista o bicampeonato olímpico


Hermanos superam a derrota para o adversário nas Olimpíadas de Atlanta
O torneio de futebol masculino das Olímpiadas de Pequim foi um prato cheio para os times que buscavam vingança. O Brasil se vingou de Camarões, apesar de ter caído nas semifinais. E na decisão, a Argentina, que havia perdido a medalha de Ouro em Atlanta 96 para a Nigéria, venceu seu algoz neste sábado por 1 a 0, no Ninho do Pássaro, e conquistou o bicampeonato da competição (em Atenas 2004 superou o Paraguai).

O gol da vitória foi marcado pelo meia Di Maria, um dos destaques do time durante os Jogos. A Argentina chega ao segundo título, dando um tom ainda mais dramático à eliminação da seleção brasileira.

BRASIL MUNDIAL FC: O melhor e o pior do futebol olímpico. Comente!
A conhecida vitalidade dos times africanos ganhou força por causa do calor que castigou os jogadores durante a partida. Trinta e nove graus de temperatura, 47 graus de sensação térmica. Na sombra. Até os nigerianos, normalmente acostumados, mostravam certo abatimento.

Mas quem sentiu mesmo foram os sul-americanos. Após 10 minutos de pressão, quando chegou a reclamar um pênalti de Dele Adeleye sobre Messi, a Argentina puxou o freio de mão e reduziu o ritmo. O toque de bola já não era mais tão envolvente e as jogadas de contra-ataque não tinham o mesmo poder de fogo.

A Nigéria, então, se viu com campo para jogar. E com espaço para tocar a bola, criando as jogadas de ataque. Okoronkwo, pelo lado direito, e Odemwingie, pelo esquerdo, eram armas perigosas. Mas com o passar do tempo, nem mesmo os nigerianos conseguiram manter a pegada. Até o técnico da Nigéria, Samson Siasia, que estava parado no banco de reservas e protegido pela cobertura, suava insesantemente, pingando o tempo todo.

Aos 30 minutos, o árbitro Viktor Kassai percebeu que a situação estava crítica e parou a partida. Foram quase dois minutos de paralisação para a hidratação e descanso. As expressões de alívio no rosto dos atletas eram um claro sinal de que não estava fácil ficar em campo. Quando a bola voltou a rolar, A Nigéria perdeu a sua principal oportunidade. Aos 34, Odemwingie, pela esquerda, passou por Zabaleta e cruzou para a área com força. A bola foi parar do lado oposto, nos pés de Okoronkwo. O atacante fez novo cruzamento, o zagueiro Garay falhou, e a bola bateu sem querer no corpo de Isaac, quase encobrindo o goleiro argentino Romero.
A Argentina voltou para a etapa complementar com a mesma estratégia. Foi para o abafa, na tentativa de abrir o placar e, então, reduzir o ritmo, cadenciar o jogo. A diferença foi que aos 8 minutos conseguiu o seu objetivo. Messi dominou no meio-campo e lançou Di Maria. O meia avançou em velocidade, entrou na área e tocou para cima do goleiro Vanzekin. Um golaço!!!
Os hermanos, como era previsto, recuaram. Abraçaram o contra-ataque e fizeram dele o seu melhor amigo. E casaram com a sorte. Aos 25 minutos, depois de nova parada para hidratação, a Nigéria chegou perto do empate. Obinna cruzou da direita, a bola novamente cruzou a área sem que ninguém a tocasse e, antes do chute de Odemwingie, o zagueiro Pareja, de peixinho, mandou para escanteio.

O casamento com o jogo defensivo fez aniversário aos 34, quando o técnico da Argentina, Sergio Batista, decidiu tirar Agüero, companheiro de Messi no ataque, para lançar o meia Sosa. A Argentina recuou ainda mais, trazendo a desesperada Nigéria para cima. Aos 39, Anichebe, que entrara no lugar de Okoronkwo, desviou cruzamento da esquerda, mas Romero, bem posicionado, salvou a Argentina. Foi a última chance dos africanos, que pressionaram nos minutos finais, mas esbarraram no sistema defensivo dos hermanos.

No taekwondo, cubano agride juiz e é afastado das competições internacionais


Angel Valodia Matos não aceita desclassificação, briga ao fim da disputa da medalha de bronze contra cazaque e é punido junto com seu técnicoCom o protetor de cabeça na mão, o cubano Angel Valodia Matos girou o corpo, apoiou a perna direita no chão e, num belo golpe, lançou o pé esquerdo na cabeça do... juiz.A cena inesperada no fim da luta ilustra o desespero de Matos ao fim da disputa do bronze contra Arman Chilmanov, do Cazaquistão, na categoria acima de 80kg do taekwondo. Após ser desclassificado quando vencia o combate por 3 a 2, o cubano não aceitou a decisão e começou a gritar ofensas ao árbitro central, Chakil Chelbat, da Suécia. Descontrolado, desferiu o chute na cabeça e, não satisfeito, ainda deu um soco no peito de um dos juízes laterais.

Matos e seu técnico foram banidos de todas as competições internacionais. A punição foi anunciada, poucos minutos após a luta, pela Federação Mundial de Taekwondo (WTF).
A confusão começou quando Matos sentiu uma lesão no pé. Faltavam sete segundos para o fim da luta, e ele estava à frente do placar. Pelas regras do taekwondo, o atleta tem um minuto para ser atendido antes de ser desclassificado. Mas o árbitro central deveria dar um sinal avisando que o tempo estava se esgotando. Sem o aviso, o sinal de um minuto soou e o cubano foi automaticamente desclassificado. Perdeu a medalha de bronze e se descontrolou.

Ao fim do tumulto, Arman Chilmanov foi decretado o vencedor da luta e ficou com o bronze, com a outra medalha de bronze indo para o nigeriano Chika Yagazie Chukwumerije. O ouro da categoria foi para o coreano Dongmin Cha, que derrotou na final o grego Alexandros Nikolaidis. Ouro em Sydney-2000 e campeão dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, Matos encerrou melancolicamente sua história olímpica.

Natalia Falavigna é bronze no taekwondo feminino em Pequim


Brasileira venceu a sueca Karolina Kedzierska por 5 a 2 e melhorou desempenho de Atenas, quando terminou em 4ª
Natália Falavigna garantiu neste sábado a oitava medalha de bronze do Brasil nos Jogos Olímpico de Pequim – e de maneira história. Neste sábado, a paranaense acabou derrotada nas semifinais da categoria até 67 kg do taekwondo, mas acabou se reabilitando na repescagem e conquistou o terceiro lugar da disputa.
Campeã no Mundial de Madri em 2005 e prata nos Jogos Pan-americanos de 2007, a a brasileira conquistou a primeira medalha olímpica do taekwondo do Brasil. Antes, a melhor colocação de brasileiros do esporte em Olimpíadas havia sido o quarto lugar da própria Falavigna e de Diogo Silva em Atenas-2004.
Com a conquista, Natália chegou ainda à seleta lista das brasileiras que conseguiram medalhas nos esportes individuais em Olimpíadas. Lista esta, aliás, que começou a ser formada justamente em Pequim, graças ao bronze da judoca Katleen Quadros. Na última sexta-feira, Maurren Maggi também foi ouro no salto em distância.
A paranaense perdeu a chance de disputar a final ao perder para a norueguesa Nina Solheim, mas precisou apenas esperar a repescagem para ganhar uma adversária para lutar pelo bronze. Veio a sueca Karolina Kedzierska, que foi derrotada por 5 a 2.
Favorita no combate, Natália acertou dois chutes no primeiro round e abriu 2 a 0, apesar de ter cometido uma meia-falta. No segundo, Kedzierska diminuiu o placar para 2 a 1, mas a brasileira conseguiu somar outros dois pontos e praticamente garantiu a vitória, mesmo cometendo outra meia-falta.
No último período, as duas adversárias encaixaram golpes praticamente simultâneos, garantindo o placar final da luta. Ninguém conseguiu encaixar novos golpes até o final da luta, assegurando a presença do Brasil no pódio.

Australiano vibra com ouro e assume que é homossexual


Mattew Mitcham não esconde sua sexualidade e é o único homem, entre 10.500 atletas, que admite publicamente ser gay
Mattew Mitcham fez duas coisas surpreendentes em Pequim. Abocanhou a medalha de ouro do aparentemente invencível time chinês de saltos ornamentais e disse a quem perguntasse que sim, é gayDois anos atrás, o atleta de 20 anos sequer estava saltando. Ele tinha abandonado o esporte, cansado anos de dedicação a um esporte exaustivo. Mas retornou para o ouro. "Tudo, absolutamente tudo o que eu fiz, foi para isso", disse o australiano. "Agora aconteceu, eu nunca pensei que conseguiria".
Mitcham desabou em lágrimas depois que um salto quase perfeito, na última série, o deixou acima do favorito chinês no alto da classificação. Essa foi a oitava e última medalha no esporte completamente dominado pelos anfitriões, que esperavam também ficar com esta.
Um garoto não-atlético e rebelde, e provavelmente o único saltador de elite que usa um piercing na língua, Mitcham foi descoberto ao ser visto dando saltos em uma piscina pública.
Ele sofreu de depressão e, em 2006, deixou os saltos ornamentais, mas voltou no ano passado determinado a vencer e se divertir. "Eu não conseguia ouvir o público. Em minha mente eu dizia, 'simplesmente aproveite'', disse o saltador sobre seu último e magnífico salto.
Ele é tão destemido em sua vida pessoal como na plataforma de 10 metros.
Mitcham não esconde sua sexualidade e é o único homem, entre 10.500 atletas, que admite publicamente que é gay, de acordo com um levantamento feito por um site gay de esportes.
Muitos atletas gays temem que se revelar possa causar desaprovação dos fãs e colegas de equipe, além de prejudicar contratos de patrocínios que são uma fonte vital de recursos.
Eles também temem que o foco da mídia em sua sexualidade possa ofuscar suas conquistas esportivas, e Mitcham disse que quer ser conhecido apenas como um grande saltador australiano.
"Ser gay e saltador são duas coisas completamente separadas em minha vida", disse a jornalistas. "Estou feliz comigo mesmo do jeito que eu sou".

Por 3 a 0, Rússia vence Itália e garante o bronze no vôlei

Com a fácil vitória, russos acabam com uma seqüência de quatro olimpíadas com italianos no pódio
seleção masculina de vôlei da Rússia foi responsável por acabar com a seqüência de quatro Olimpíadas da Itália no pódio. Desde Los Angeles-1984, os italianos conquistam medalhas em Jogos Olímpicos, entretanto, em Pequim, a história caiu por terra.
No começo da madrugada deste domingo, a Rússia não tomou conhecimento da equipe adversária e venceu sem dificuldades a seleção italiana por 3 sets a 0, parciais de 25/22, 25/19 e 25/23 e ficar com a medalha de bronze dos Jogos chineses.
Com a conquista, a Rússia, que está com um elenco renovado e jovem, sustentado pelo oposto Mikhaylov, manteve o desempenho das Olimpíadas de Atenas-2004, quando também foi terceira colocada. O início da caminhada do país independente da União Soviética em Olimpíadas se deu em 1996, em Atlanta, com um quarto lugar. A partir disso, os escandinavos sempre estiveram presentes nos pódios, com uma prata em Sydney os dois últimos bronzes.
O primeiro ponto da partida não serviu para mostrar como seria o restante do jogo. Um grande rali que terminou com um ataque de Matteo Martino, fazendo 1 a 0 para is italianos, não amedrontou os russos, que logo virou para 6 a 3.
Muito eficientes na defesa, os russos não tiveram dificuldade para abrir 13 a 6 e deixar a Itália desesperada e sem saber o que fazer. Assim, os italianos passaram a cometer erros de sincronia entre os jogadores e permaneceram sem ameaçar o jogo da Rússia, que fizeram16 a 10.
Entretanto, a Itália despertou em quadra e passou a gerar dificuldades para a Rússia, que viu sua vantagem cair para apenas um ponto (18 a 17), após um ace de Zalatanov. O empatem então, não demorou a vir. Com um bloqueio para fora de Mikhaylov, a Itália empatou em 19. Após um ponto muito disputado, recheado de defesas de ambos os lados, os russos ganharam moral e logo encerraram o set em 25 a 22.
Assim como no primeiro set, a seleção russa abriu fáceis 5 a 1, com a ajuda de um ace do jovem de anos Mikhaylov. Sem conseguir reagir, a Itália não conseguiu frear os ataques russos e a distância entre os pontos aumentou ainda mais (8 a 1). Sempre sorrindo, a equipe russa nem parecia que estava disputando o bronze olímpico. Soltos, calmos e muito eficientes, os russos chagaram ao 15º pontos, deixando os adversários com apenas nove.
Por sua vez, os italianos ensaiaram uma reação, encostando no placar (15 a 12), mas não passou disso. A eficiência russa não caiu de rendimento e os italianos não conseguiram acompanhar o ritmo do set, que terminou em 25 a 19.
A apenas 25 pontos para colocar a medalha de bronze no peito, a seleção da Rússia voltou para o terceiro set com a mesma vontade das duas parciais seguintes. Os italianos, por sua vez, estavam decididos a não facilitar a festa, e conseguiram. Mantiveram-se colados no marcador, até o momento que empataram em 10.
O empate reinou em quadra até os russos passarem a cionar mais o oposto Mikhaylov, que ajudou sua euqipe a fazer 17 a 14, vantagem que veio no momento crucial do jogo. Assim, a Rússia ficpu cada vez mais perto do bronze e pôde contar, inclusive, com um cartão amarelo para o italiano Alessandro Fei, que rendeu mais um ponto na conta russa (20 a 15).
Entretanto, quando tudo parecia resolvido, a Itália novamnete ensaiou uma reaçõa, fez três pontos seguidos e enconstou no placar, que ficou em 20 a 18. Após o pedido de tempo do técnico russo, a equipe manteve-se calma, mesmo com os italianos mostrando resistência, e conseguiu fazer 25 a 23 para garantir a medalha de bronze.

Queniano Wansiru quebra recorde olímpico da maratona nos Jogos


O único atleta do Brasil que terminou a prova foi José Teles, que chegou na 38ª colocação O queniano Samuel Wansiru bateu o recorde olímpico ao vencer hoje a maratona dos Jogos Olímpicos de Pequim com o tempo de 2h06min32. Para chegar ao ouro, Wansiru bateu a marca de 2min09s21 estabelecida pelo português Carlos Lopes nos Jogos de Los Angeles, há 24 anos.
Ao entrar no Estádio Nacional, o queniano ergueu os braços e foi ovacionado pela torcida. Após cruzar a linha de chegada, o vencedor da maratona parou e esperou o segundo colocado, o marroquino Jaouad Gharib, que ficou com a prata.
Já a disputa pelo bronze só foi decidida na pista do Ninho de Pássaro. O etíope Deriba Merga perdeu o fôlego e foi ultrapassado pelo seu compatriota Tsegay Kebede. Por sua vez, o italiano Stefano Baldini, atual campeão olímpico, chegou apenas na 12ª colocação.
Entre os brasileiros, Marilson Gomes e Franck Caldeira abandonaram a prova. O único atleta do Brasil que terminou a prova foi José Teles, que chegou na 38ª colocação.

 
© 2007 Template feito por Templates para Você