sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Após ouro, Maurren é escolhida para porta-bandeira no encerramento


Maurren Maggi será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Pequim. A festa, marcada para as 9h (horário de Brasília) de domingo, põe fim os Jogos da China de 2008.Maurren conquistou nesta sexta a medalha de ouro no salto em distância com a marca de 7,04 m. O primeiro lugar é inédito para as mulheres em uma prova individual.
O convite partiu do Comitê Olímpico Brasileiro depois do pódio de Maurren. Para a atleta, Pequim é uma cidade especial. . "Fui campeã no salto em distância e prata no revezamento 4x100m e nos 110 m com barreiras na Universíade, em 2001. Agora conquisto a medalha de ouro olímpica e vou carregar a bandeira brasileira no encerramento dos Jogos. Estou muito feliz", afirmou.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, justificou a escolha. "É uma forma de homenagear a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro individual nos Jogos Olímpicos e também de simbolizar o reconhecimento do COB à performance das nossas atletas em Pequim", explicou Nuzman.
Nestas Olimpíadas, a judoca Ketleyn Quadros já tinha quebrado o tabu de conquistar uma medalha feminina em prova individual. O bronze da atleta na categoria até 57 kg quebrou a escrita. A brasiliense, porém, já voltou ao Brasil e não estará na festa final organizada pelos chineses.
Na cerimônia de abertura, o velejador Robert Scheidt foi encarregado da bandeira brasileira. Na China, ao lado de Bruno Prada, ele ficou com a medalha de prata. Em 2004, Gustavo Borges foi quem carregou a bandeira no fechamento das Olimpíadas.

Michael Johnson acredita que Bolt baterá seu outro recorde, nos 400 m


Se Michael Johnson acreditava que Usain Bolt poderia quebrar seu recorde nos 200 m rasos, mas que o feito ainda estava distante, o ex-velocista norte-americano com quatro ouros olímpicos se rendeu ao novo campeão. O jamaicano ficou com o título e a nova marca mundial tanto nos 100 m quanto nos 200 m rasos e, segundo Johnson, ainda não chegou ao seu limite.Quando ele quiser, quebrará meu recorde nos 400 m", afirmou o ex-atleta ao diário espanhol Marca, que acompanhou das tribunas do Ninho de Pássaro quando Bolt passou na linha de chegada dos 200 m com 19s30, dois décimos melhor que seu antigo tempo. "Será no dia que ele quiser."
Mesmo que o jamaicano não treine a distância regularmente, o norte-americano acredita que ele tem potencial para bater o recorde e até deu dicas para isso. "A chave é não cometer nenhum erro no desenvolver da prova. Meu técnico insistia para que eu conseguisse distribuir bem as energias pois uma parcial muito rápida ou muito lenta no início poderia arruinar minha prova", analisou.
A marca de 43s18, de Johnson, foi feita durante a final do Mundial de Sevilla, na Espanha, em 1999. "Naquele dia, eu passei pelos 200 m em 21s22. Isso me mostra que Bolt está em condições de melhorar. Se ele se propuser a tentar fazer a primeira parte em 21s, acredito que ele possa correr os 400 m abaixo dos 43 segundos", reconheceu o ex-velocista.
Johnson, que estava entre os 90 mil presentes no Ninho de Pássaro, não fez pouco do talento de seu sucessor. "Eu sabia que meu recorde tinha suas horas contadas, mas não achava que Bolt me liqüidaria tão prontamente. No outro dia, correu em 20s09 trotando nos 40 metros finais."

Russa se destaca na prova individual

Evgeniya Kanaeva faz um total de 74.075 pontos e termina em primeiro lugar a fase de qualificação
A russa Evgeniya Kanaeva terminou a fase de qualificação da prova individual da ginástica rítmica dos Jogos Olímpicos de Pequim na primeira colocação, com um total de 74.075 pontos (17.850 no arco, 18.700 na bola, 18.700 na maça e 18.825 na fita). Das 24 competidoras, dez se classificaram para a final.
Além de Kanaeva, também disputarão a final a sua compatriota Olga Kapranova, Anna Bessonova (Ucrânia), Inna Zhukova (Bielorrússia), Aliya Yussupova (Casaquistão), Natalia Godunko (Ucrânia), Aliya Garayeva (Azerbaijão), Irina Risenzon (Israel), Simona Peycheva (Bulgária) e Almudena Cid (Espanha).

Revezamento 4x100m brasileiro feminino fica em quarto lugar na final em Pequim

Jamaicanas cometem mesmo erro das americanas nas semifinais, deixam o bastão cair e perdem o bicampeonato olímpico
Por muito pouco o Brasil não subiu ao pódio do revezamento 4x100m feminino das Olimpíadas de Pequim. Com o erro jamaicano na passagem de bastão, as brasileiras chegaram em quarto lugar na final, com o tempo de 43s14. O ouro foi conquistado pela Rússia, que terminou o percurso em 42s31.
As favoritas jamaicanas cometeram o mesmo erro das americanas nas semifinais. Na segunda passagem de bastão Sherone Simpson e Kerron Stewartt deixaram a ferramenta cair e acabaram com as chances de seu time ser bicampeão olímpico.
Melhor para as russas Evgeniya Polyakova, Aleksandra Fedoriva, Yulia Gushchina e Yuliya Chermoshanskaya, que correram para a vitória e deixaram a prata para as belgas (42s54) e o bronze para as nigerianas (43s04).
Já as brasileiras correram muito bem e por muito pouco não conquistaram um lugar no pódio. Rosemar Coelho Neto, Lucimar de Moura, Thaissa Presti e Rosângela Santos garantiram a melhor colocação do revezamento 4x100m brasileiro feminino após chegarem em quarto lugar na final em Pequim, com o tempo de 43s14.

Final do revezamento 4x100m feminino:
1° - Rússia – 42s31
2° - Bélgica – 42s54
3° - Nigéria – 43s04
4° - BRASIL – 43s14
5° - Grã- Bretanha – 43s28
6° - Polônia – 43s74

Dirigente denuncia "irregularidades" na arbitragem do boxe em Pequim


Romeno Rudel Obreja acusou organização da modalidade de alterar resultado das atas de mais de 22 lutas
O romeno Rudel Obreja, membro do Comitê Executivo da Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba), denunciou hoje "graves irregularidades" e "manipulação" com relação à designação dos juízes durante os Jogos Olímpicos de Pequim.
"Estamos diante de um caso grave de corrupção no boxe, com mais de 22 lutas nas quais as atas originais de designação dos juízes aparecem riscadas e com mudanças", denunciou Obreja, presidente da federação romena de boxe, em entrevista coletiva improvisada no Ginásio dos Trabalhadores, palco da modalidade nos Jogos de Pequim.
Obreja, que também é vice-presidente da comissão técnica que supervisiona o torneio olímpico, disse que a Aiba não tinha nenhum interesse em investigar a fundo o ocorrido, porque as irregularidades contavam com aprovação de dirigentes da entidade.
"Existe uma comissão de ética que diz vai trabalhar sobre as denúncias, mas estou convencido de que ninguém fará nada. Por isso eu quis divulgar o caso pessoalmente, embora saiba que esta será a última vez em que poderei me dirigir a vocês de forma livre e democrática", acusou Obreja.
Após ter organizado pessoalmente a improvisada entrevista coletiva, ao término das semifinais do boxe em Pequim, Obreja assistiu à chegada à sala do sul-coreano Ho Kim, diretor-executivo da Aiba, para pedir aos jornalistas que não ouvissem o romeno.
"Não ouçam o que diz este senhor. A comissão técnica que supervisiona o torneio divulgará tudo o que estiver relacionado com a competição", anunciou Kim, que, no entanto, não estabeleceu quando daria uma coletiva de imprensa oficial para abordar o tema.
A ação de Kim não impediu que os jornalistas seguissem fazendo perguntas a Obreja, que se referiu a Kim diante de todos como o "homem que pôs dinheiro" para que o taiuanês Ching-Kuo Wu chegasse à presidência da Aiba.
"Esse senhor não tem moral, porque comprou com seu dinheiro votos para o presidente", completou Obreja.
Durante a discussão entre Obreja e Kim, que pedia que as entrevistas com o romeno fossem canceladas, chegou à sala da coletiva o americano Thomas Vigerts, responsável pela comissão de ética da Aiba, órgão encarregado de estudar todas as "supostas" irregularidades envolvendo o boxe amador.
Vigerts comunicou ao diretor romeno que este tinha violado o código interno da organização.
"O senhor Obreja é consciente de que está violando o compromisso assumido como membro do comitê executivo da Aiba que o obriga a tratar todos os assuntos internos de forma particular e pelas vias correspondentes", disparou Vigerts.
"O próprio Kim veio até mim dizer que eu escolhesse o juiz que eu quisesse para a luta do pugilista romeno", denunciou Obreja. "Minha resposta foi que não estava em Pequim para defender o boxe romeno, e sim todo o esporte", concluiu.

Maurren faz história e é ouro no salto em distância


Saltadora é a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro individual na história do paísA saltadora Maurren Higa Maggi colocou seu nome na história do atletismo brasileiro nesta sexta-feira ao conquistar a medalha de ouro no salto em distância nos Jogos Olímpicos de Pequim. Esta é a quarta medalha de ouro do atletismo brasileiro na história e a primeira feminina na modalidade.
Terceiro esporte com maior número de pódios para o Brasil (13), o atletismo só tinha medalhistas homens, incluindo os ouros de Adhemar Ferreira da Silva nos Jogos de Helsinque-52 e Melbourne-56, no salto triplo, e de Joaquim Cruz, em Los Angeles-84.
Aos 32 anos, a paulista de São Carlos garantiu o salto campeão logo na primeira tentativa com 7,04m, superando a ex-campeã olímpica Tatyana Lebedeva. Pressionada, a russa errou quatro saltos e ficou com a prata, saltando 7,03m. O bronze foi para a nigeriana Blessing Okabare, de 19 anos, com 6,91m. A outra brasileira da prova, Keila Costa, terminou em 11º com 6,43m.
Chegar ao pódio nesta manhã foi o ponto alto em uma trajetória de recuperação para a saltadora paulista. Depois de participar dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, Maurren acabou ficando fora da competição em Atenas-2004, enfrentando uma suspensão de dois anos por doping.
A brasileira explicou a presença da substância proibida pelo uso de uma pomada cicatrizante após um processo de depilação a laser. Apesar de chorar muito durante a coletiva de imprensa na qual falou sobre o assunto, Maurren nem pediu o exame da contraprova porque tinha planos de ser dona-de-casa e criar sua filha, Sophia, com o piloto Antônio Pizzonia.
Mas em 2006, com o fim da relação, ela retornou às pistas determinada a recuperar a antiga posição de destaque. E voltou com tudo, conquistando o bicampeonato nos Jogos Pan-americanos e se credenciando ao pódio olímpico. Na opinião do técnico Nélio Moura, a saltadora paulista reúne não apenas a capacidade técnica, mas também a determinação necessária para suas conquistas, o que comprovou nesta manhã.
A prova - Sem a participação da portuguesa Naide Gomes, que bateu a brasileira na final do Mundial Indoor, em Valência, mas não obteve marca para a decisão em Pequim, Maurren tratou de se impor desde o começo. Ela abriu a competição chamando o público para marcar as passadas e cravando 7,04m para superar o desempenho de Lebedeva, até então líder com 6,97m.
O resultado colocou toda a pressão sobre a russa, campeã olímpica da prova na Grécia com 7,07m. A européia queimou seus três saltos seguintes, mas a vontade de melhorar ainda mais o salto inicial levou a brasileira a seguir o mesmo exemplo nas outras três tentativas.
Lebedeva repetiu a dose no penúltimo salto e Maurren fez um salto de segurança. Para evitar mais uma queima, nem pisou na tábua de impulsão e fez 6,73m.
No último salto, Lebedeva foi para o tudo ou nada, mas não superou a marca da brasileira.
Keila queimou seus dois primeiros saltos e conseguiu apenas 6,43m na terceira tentativa, parando ainda na primeira rodada. A brasileira terminou a disputa em 11º lugar.

Brasil vence a Bélgica e se despede da China com o bronze

Seleção venceu a Bélgica por 2 a 0 sem grandes dificuldades e fica com medalha de 'consolação'

O Brasil fez uma despedida honrosa do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Pequim. Nesta sexta-feira, na partida que decidiu o terceiro lugar da competição, os comandados do técnico Dunga derrotaram a Bélgica por 2 a 0 e asseguraram a conquista da segunda medalha de bronze de sua história.
O resultado não dependeu de uma partida brilhante da seleção brasileira, que jogou apenas o suficiente para derrotar um adversário surpreendente, embora tecnicamente pouco assustador. Com dois gols garantidos já no primeiro tempo, o time precisou apenas administrar o resultado no segundo para se consolar com um lugar no pódio.
O resultado desta sexta coroou uma boa campanha da equipe, que ficará marcada pela inapropriada derrota nas semifinais para a Argentina por 3 a 0. Antes disso, o Brasil já havia vencido a própria Bélgica (1 a 0), a Nova Zelândia (5 a 0) e a China (3 a 0). Nas quartas-de-final, conseguiu a vitória por 3 a 0 sobre Camarões.
Com o terceiro lugar, o Brasil iguala sua participação nas Olimpíadas de 96, em Atlanta, quando perdeu as semifinais para a Nigéria e venceu Portugal na disputa pelo bronze. Ainda assim, o time ainda deixou escapar mais uma vez sua inédita medalha de ouro, ou ainda a vaga na final – que conquistou em 84 e 88.
Mesmo para os belgas, o resultado não pode ser considerado ruim. Campeões em 1920, em Antuérpia, e bronze em 1900, em Paris (quando a país foi representado pela Universidade de Bruxelas), os belgas não disputavam a modalidade desde 1928, em Amsterdã. Em Pequim, conquistaram duas vitórias na primeira fase (2 a 0 sobre a China e 1 a 0 sobre a Nova Zelândia) e surpreenderam a Itália com um 3 a 2 nas quartas-de-final. Nas semifinais, a Bélgica perdeu por 4 a 1 para a Nigéria.
Agora, o torneio masculino espera pela decisão da medalha de ouro. Em Pequim, Argentina e Nigéria fazem a reedição da final de 1996, quando os nigerianos conquistaram a medalha de ouro. A partida acontece neste sábado, a partir da 1 hora da manhã (horário de Brasília).
O jogo – Com chutes de longe e tentativas de cruzamento, os dois times abriram o jogo sem chegarem muito perto do gol. Aos seis minutos, Ronaldinho criou a primeira boa chance do Brasil, acertando uma bicicleta que passou por cima do gol de Bailly.
A Bélgica respondeu aos nove, em chegada de Mirallas pela direita que só foi interrompida por Alex Silva. No ataque, Ronaldinho tenta lançar Ramires e Hernanes dentro da área, mas o primeiro estava em impedimento aos 12 minutos, enquanto o segundo domina mal e perde o lance aos 18.
A primeira chance real de abrir o placar acontece aos 23 minutos, em falta que o próprio Ronaldinho cobra – Alex Silva escora de cabeça na direita e manda perto do gol. Porém, quatro minutos depois, Rafinha sobe pela direita e toca na área para Diego, que empurra para o gol e abre o placar.
Os belgas chegaram a assustar de novo aos 30 minutos, em bola de Marcelo dividiu com Martens e quase encobriu Renan. Mais tarde, aos 33, o mesmo Martens cruzou rasteiro pela esquerda, mas o ataque belga não alcança e vê a bola passar pela área.
As melhores chances belgas vieram no final do primeiro tempo, aos 40 e aos 41 minutos. Na primeira, o perigoso Martens recebe sozinho na área e bate para o gol, mas Breno apareceu na frente para bloquear. Depois, De Mul cobrou escanteio e Vermaelen cabeceou, mandando perto do gol.
Porém, o Brasil não se assustou e marcou logo o segundo gol. Aos 44 minutos, Ramires recebeu passe de Ronaldinho na direita e bateu cruzado, com força. O goleiro Bailly defendeu, mas Jô aproveitou o rebote e fez 2 a 0 de cabeça.
O ritmo do jogo caiu após o intervalo, fazendo com que o Brasil arriscasse mais de fora da área. Em uma dessas chances, aos nove minutos, Hernanes foi desarmado na entrada da área e permitiu o contra-ataque dos belgas, que só não aproveitaram por demorarem demais para subir e permitirem que a zaga se recompusesse.
Os belgas ainda tentaram diminuir o prejuízo, mas sem sucesso. Aos 23 minutos, Pocognoli fez o cruzamento pela esquerda para a cabeçada de Haroun, que mandou por cima do gol. Cinco minutos depois, Van den Borre pega a zaga de surpresa, vai à linha de fundo e ganha o escanteio – Simaeys, porém, também cabeceou por cima.
Sem conseguir passar pelo muro vermelho, o Brasil tenta duas estratégias. Primeiro, com uma bomba aos 29 minutos que Thiago Silva arrisca de longe, parando na defesa e Bailly. Depois, em passe de Ronaldinho por cima da defesa, que Marcelo recebe na esquerda e bate cruzado – Bailly, porém, faz a defesa com o pé.
Os belgas ainda tiveram a chance de diminuir, em chute de De Hoover aos 38 minutos que Renan defendeu no canto. Porém, nos acréscimos, Jô mostrou preparo físico, ganhou na velocidade de dois marcadores e bateu cruzado para o gol, marcando o terceiro gol e encerrando de maneira feliz a despedida do Brasil.

Márcio e Fábio sentem nervosismo diante de americanos e deixam ouro escapar


Dupla joga bem, mas é derrotada por Rogers e Dalhausser no tie-break

As areias de Pequim realmente não trouxeram muita sorte para o Brasil. Em uma final emocionante contra os americanos Rogers e Dalhausser, a dupla Marcio e Fábio Luiz acabou derrotada na final e ficou com a prata. Com uma bela atuação, a dupla esteve bem perto de superar os americanos, mas a frieza dos adversários fez a diferença no tie-break: vitória para os EUA por 2 a 1, parciais de 23/21, 17/21 e 15/4, em 1h06m de confronto.
A medalha de bronze também ficou com uma dupla brasileira. Ricardo e Emanuel, campeões em 2004, ficaram com o terceiro lugar dos Jogos ao derrotarem Geor e Gia em partida preliminar.

Brasucas começam bem, mas entregam vitória no primeiro set
Os brasileiros começaram a mil por hora. Márcio forçou o saque e Fábio Luiz se impôs na rede, assustando os americanos. Após um primeiro ponto disputado, a dupla verde-amarela surpreendeu os rivais e abriu 9 a 3. No entanto, após ser bloqueado várias vezes, o grandalhão Dalhausser, de 2,06m, conseguiu vencer o duelo com Fábio, conhecido como a “Muralha”, e a parceria dos EUA marcou quatro pontos seguidos, empatando em 10 a 10.
A partir daí, equilíbrio total em quadra. Fábio Luiz soltou o braço, mas cometeu dois erros na rede e não conseguiu colocar a dupla brasileira na frente. No momento decisivo, a frieza dos americanos fez a diferença. Rogers mancou uma bomba os adversários passaram à frente pela primeira vez: 18 a 17. Os brasileiros correram atrás do resultado, mas o estreante Fábio Luiz entregou a vitória de bandeja ao mandar uma bola na rede e Rogers e Dalhausser fecharam em 23 a 21.
Márcio comanda reação brasileira
A dupla brasuca não se abateu e voltou a sair na frente na segunda parcial. Era hora da reação. Mas quem conseguiu se impor foram os americanos, que empataram a partida em 5 a 5. Sacando em cima de Fábio, Rogers e Dalhausser conseguiram desarmar o brasileiro na rede para passar à frente em 11 a 9.
Márcio e Fábio pediram tempo e a situação ficou dramática. A dupla dos EUA se sentia cada vez mais à vontade na partida, virando todas as bolas. Foi a vez de Márcio fazer a diferença. O cearense foi para saque e o Brasil, que perdia por 10 a 13, voltou a ficar na frente (14 a 13). Fábio Luiz ganhou confiança, e finalmente a “Muralha” acordou, bloqueando Rogers para fazer 17 a 15. Com um saque na rede de Dalhausser, a dupla venceu 21 a 17. Os brasileiros seguiam vivos na briga pelo ouro.
Dupla sente nervosismo e Dalhausser fecha a rede

No tie-break a sorte deu uma “forcinha” aos americanos, que abriram 2 a 0 com duas bolas na fita. Após grande defesa de Márcio, os brasileiros atacaram na rede e vantagem aumentou para 4 a 1. O cearense se desconcentrou e foi punido por condução (5 a 1). A dupla dos EUA forçou o saque e o nervosismo bateu do lado verde-amarelo: 6 a 1 para os adversários. Dalhaousser fechou a rede, e Fábio Luiz não conseguia tirar os americanos do saque. Os brasileiros finalmente conseguiram marcar novamente em 9 a 2, mas a desvantagem já era grande demais. Com um bloqueio de Dalhaousser, a dupla fez 15 a 4 e acabou com o sonho dourado dos brasileiros.

Depois de mais de três horas e meia, ouro e recorde olímpico vão para a Itália








Alex Schwazer vence a marcha atlética de 50km, seguido pelo australiano Tallent e pelo russo Nizhegorodov. Brasileiro chega em 41º lugarA prova mais extenuante dos Jogos de Pequim teve um final espetacular quando o italiano Alex Schwazer acelerou no final da prova, marcou o tempo de 3h37m09s, e percebeu que bateu o recorde olímpico de Vyacheslav Ivanenko, da antiga União Soviética, que perdurava desde 1988, em Seul, e que era de 3h38m29s. O atleta de apenas 23 anos leva de volta para seu país o título vencido por Abdon Pamich em Tóquio-1964. A medalha de prata ficou com o australiano Jared Tallent, que terminou em 3h39m27s. O recordista mundial, o russo Denis Nizhegorodov, sobe ao pódio para o bronze depois de marchar por 3h40m14s. O brasileiro Mário José dos Santos Júnior chegou na 41ª posição com o tempo de 4h10m25s.

A competição começou às 20h30m desta quinta-feira (7h30m de sexta-feira em Pequim) com a temperatura agradável de 19º e sem chuva, ao contrário da prova feminina no dia anterior, que aconteceu sob um forte temporal. Os homens tiveram, no entanto, que lidar com 97% de umidade relativa do ar, o que dificulta muito a respiração dos atletas, ainda mais em uma prova tão longa. A disputa pelo ouro começou com 61 atletas e logo com quatro minutos, ainda dentro do Estádio Ninho do Pássaro, o alemão Andre Hohne sofreu uma queda na pista. Três minutos mais tarde, eles ganharam as ruas com o francês Yohan Diniz liderando. Mais tarde ele desistiria da prova.
As várias punições, comuns na modalidade, já que os atletas precisam estar sempre com um dos pés em contato com o solo, começaram logo aos 21 minutos para o russo Denis Nizhegorodov. O brasileiro ocupava a 54ª posição a essa altura. Com 10km de prova, por volta de 44 minutos, Nizhegorodov era o líder, seguido de perto pelo chinês Jianbo Li. Dez quilômetros mais tarde, as posições se mantinham, com o australiano Jared Tallent na cola da dupla, apenas um segundo atrás.
Aos 30km, sete atletas já tinham desistido e outros cinco foram desclassificados por acumular punições. Tallent assumiu a liderança, com o italiano Alex Schwazer em segundo e o russo em terceiro. O brasileiro Mário José ocupava a 46ª posição, subindo dois degraus pouco depois. Aos 45km de prova, Schwazer já mostrava que o ouro era seu. Depois de marchar por 3h15m57s, ele já estava 40 segundos à frente de Tallent e Nizhegorodov. O brasileiro subia mais duas posições, ficando em 42º. A partir daí foi só segurar o resultado.

Campeã vai às finais do tênis de mesa e garante ouro antecipado para a China

Semifinal entre duas chinesas vai apontar adversária da medalha de ouro em Atenas Zhang Yining em uma final caseira nos Jogos de Pequim
Medalha de ouro em Atenas 2004, a chinesa Zhang Yining passou pela atleta de Singapura Li Jia Wei na primeira semifinal do tênis de mesa individual dos Jogos de Pequim. Em uma partida bastante disputada, a campeã olímpica começou perdendo o primeiro set para Li Wei, que na verdade é uma atleta chinesa naturalizada. O jogo foi decidido em 4 a 1 para Zhang Yining em 45 minutos, com parciais de 9/11, 11/8, 12/10, 11/8 e 11/5.
Com o resultado, a China garante o ouro e a prata antecipados na categoria individual. Na outra chave da semifinal, as chinesas Wang Nan e Guo Yue decidem quem passa para a final e quem disputa o bronze. As três representantes da China presentes nas semifinais individuais já têm um ouro em Pequim, conquistado na prova por equipes.

COI pede investigação sobre idade de ginastas chinesas


He Kexin, Jiang Yuyuan e Jang Yilin; campeãs olímpicas por equipes, levantam suspeita de serem mais novas que o permitidoO Comitê Olímpico Internacional solicitou à Federação Internacional de Ginástica (FIG) que investigue a idade das ginastas da equipe chinesa feminina, vencedora da medalha de ouro em Pequim. A iniciativa do COI é motivada pela suspeita de que algumas atletas não cumprem o regulamento.
A idade mínima para os ginastas nos Jogos é de 16 anos, mas os contínuos rumores de que He Kexin, Jiang Yuyuan e Jang Yilin são mais novas que o permitido obrigaram o COI a solicitar a investigação.
A questão vem sido tratada, desde antes do início das Olimpíadas, em diversos veículos de comunicação.

Além do ouro por equipes, He Kexin também foi campeã na prova individual das barras assimétricas. A China conquistou nove medalhas de ouro nas Olimpíadas, sete a mais que os EUA, segundo colocado na modalidade.

Filhote de baleia é sacrificado na Austrália


Animal ficou conhecido por ter tentado 'mamar' em veleiro. Segundo veterinários, condições de saúde haviam piorado.Técnicos australianos sacrificaram, na manhã desta sexta-feira (22, horário local), o filhote de baleia que se perdeu da mãe e a confundiu com um veleiro ancorado na costa de Sydney.
A decisão havia sido tomada na quinta (21), depois que veterinários e cientistas examinaram a baleia e determinaram que suas condições haviam piorado. Contudo, quando o plano ia ser posto em prática, os técnicos tiveram dificuldades para encontrar 'Colin' -- como foi apelidado o filhote na mídia australiana. A história ganhou grande destaque desde que o animal foi encontrado, no domingo (17), tentando 'mamar' em um veleiro.
No início da manhã de sexta, a baleia foi localizada e os veterinários conseguiram sedar o animal antes que ele recebesse uma dose fatal de drogas.
"Nós temos uma baleia cujas condições se deterioraram rapidamente nas últimas 24 horas, que está sofrendo, e tivemos de tomar a difícil decisão de sacrificá-la", disse Sally Barnes, do Departamento de Meio Ambiente e Mudança Climática de New South Wales. "É uma decisão muito delicada".
Sally disse que os técnicos locais buscaram opiniões de outras autoridades australianas e mesmo de outros países sobre como lidar com a baleia perdida, mas as condições de saúde do animal pioraram a ponto de não haver mais tratamento.
Alguns australianos acusaram as autoridades de meio ambiente de não terem feito o suficiente pelo filhote e de não tentarem alimentá-lo.
Tentativas anteriores de levar a baleia para o alto mar não funcionaram -- o filhote preferia continuar a acompanhar as embarcações.

Ricardo e Emanuel atropelam 'georgianos' e conquistam o bronze em Pequim


Dupla bate Renatão e Jorge e garante duas vagas para o Brasil no pódio

“Sempre há um sol depois de uma derrota”. A frase de Emanuel não poderia ilustrar melhor a despedida da dupla campeã de 2004 dos Jogos de Pequim. Após perder a chance de conquistar o bicampeonato, ele e Ricardo deram um show na disputa pelo bronze e derrotaram os “georgianos” Renatão e Jorge, que competem com os nomes de Geor e Gia, por 2 a 0, parciais de 21/15 e 21/10. No fim do jogo, a comemoração da dupla mais vitoriosa do Brasil proporcionou momentos de emoção à torcida verde-amarela.

- De quatro em quatro anos a gente luta tanto, sofre muito por estar longe das pessoas de quem a gente gosta. Essa medalha de bronze foi muito importante. Há dois dias, a gente sofreu muito, mas sempre há o sol depois de uma derrota – afirma Emanuel, em entrevista à TV Globo.E o Brasil já tem outro lugar garantido no pódio. Nesta sexta-feira, a partir de meia-noite (de Brasília), Márcio e Fábio Luiz enfrentam os americanos Rogers e Dalhausser na briga pelo ouro.

A vitória e a medalha consagram uma parceria que superou um drama para subir ao pódio. Ricardo, que disputou os jogos tentando se recuperar de uma fratura no tornozelo esquerdo, não deu sinais da lesão. Mostrou a garra de um atleta que coleciona três medalhas em três participações olímpicas: prata em Sydney-2000 (ao lado de Zé Marco), ouro em Atenas-2004 e agora, bronze em Pequim-2008. Em uma cena rara de se ver, com os olhos cheios de lágrimas, ele resumiu o sentimento da dupla.

- Para a gente, esse bronze valeu como ouro. É um momento único. Aqui, tudo se torna eternidade.

Erros de adversários facilitam vida da dupla verde-amarela

Após um dia de chuva forte em Pequim, até o astro-rei saiu para ver os campeões de 2004 enfrentarem seus amigos e companheiros de treino, que defendem a Geórgia e contam com a mesma comissão técnica. Era um prelúdio do que estava por vir.
Derrotados por Márcio e Fábio Luiz nas semifinais, Ricardo e Emanuel cumpriram a promessa de jogar concentrados na luta pelo bronze. Desde o início, a superioridade da dupla ficou clara. Com tranqüilidade e ajudados pelos erros dos "georgianos", eles abriram 18 a 12. Renatão e Jorge tentaram reagir, mas a diferença era irreversível. Em uma largadinha de Emanuel, os favoritos fecharam em 21 a 15.

O que parecia uma vitória tranqüila virou um passeio no segundo set. Ricardo e Emanuel não precisaram fazer muito esforço para abrir 7 a 2 no placar. Renatão e Jorge cometeram erros bobos e foram presa fácil diante da dupla verde-amarela, que rapidamente aumentou a diferença 16 a 5. Nem deu tempo para a torcida se emocionar. Emanuel explorou o bloqueio de Renatão para fechar em 21/10 e garantir a segunda vaga brasileira no pódio de Pequim. Pouco antes, sob os aplausos da arena lotada, Emanuel foi para o saque no macth point e, com o olhar, percorreu lentamente as arquibancadas, consciente de vivenciar um momento único, que a torcida brasileira espera não ter sido o derradeiro e feliz capítulo de uma vitoriosa história olímpica.

 
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