segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Fabiana podia ter pedido minha vara", diz Isinbayeva

Ela estava a poucos metros de distância, mas a concentração era tanta que Yelena Isinbayeva não percebeu o drama vivido pela brasileira Fabiana Murer na prova do salto com vara em Pequim. Uma das grandes estrelas do atletismo mundial, Isinbayeva confirmou o favoritismo e ficou com a medalha de ouro. De quebra, cravou o recorde mundial com 5,05m.
Já Fabiana, uma das esperanças de medalha para o Brasil, viveu um dia de terror. Uma de suas varas não estava no tubo, justamente a que ela usaria para o salto de 4,55m, o segundo da prova. Após muita confusão e a vara sumida, Fabiana arriscou e foi para 4,65m com outra vara. Errou as três tentativas e foi eliminada.
"Honestamente não esperava, achei que ela pudesse ter pulado mais alto", disse Isinbayeva, quando questionada pelo Terra sobre o desempenho da amiga brasileira. Quando a reportagem contou sobre o sumiço da vara de Fabiana, a russa fez uma cara "Eu não sabia! Mas desde o começo ela parecia estar procurando algo, é que eu não falo com as minhas rivais durante a competição. Se ela precisasse de algo, alguma vara, poderia ter pedido. Não esperava esse resultado", acrescentou.
Isinbayeva ainda cometeu um ato falho falando sobre Fabiana. "Eu queria que ela tivesse ganhado our... quer dizer, uma medalha. Talvez em Londres", concluiu, sorridente.
Outra que disse estar sentida pela brasileira foi a norte-americana Jennifer Stuczynski, que acabou com a medalha de prata. "Fiquei triste por ela. Deu para ver o desespero dela e o nervosismo na hora dos saltos", comentou. O bronze foi para a russa Svetlana Feofanova.
Após a maratona de fotos ao lado do placar eletrônico que mostrava a nova marca mundial, a campeã Isinbayeva passou por outra maratona, de entrevistas. Falou ao vivo para TVs de diversos países, sempre com uma mascote olímpica de pelúcia em mãos.
Na zona mista, onde TVs dos cinco continentes se engalfinham por espaço, poucas perguntas foram feitas para ela. A maioria de "repórteres" apenas pedia para que a musa mandasse beijos e abraços para os países de origem. Foram "muchas gracias" para a Argentina e uma saudação para marroquinos. "Se vocês fizerem alguma competição eu apareço. Ou então, quem sabe, passar férias!", prometeu.
Sobre a prova, ela cravou. "Não foi fácil, mas também não foi muito difícil. Me sinto muito feliz, foi muito legal hoje. Desde a Olimpíada de Atenas que eu queria ganhar de novo e com o recorde. Porque sem o recorde parece um resultado 'simplesinho'. Com o recorde é diferente", afirmou.
"Vou tentar quebrar o recorde sempre que competir, tenho cinco competições mais e vou fazer o meu melhor", prometeu, sempre com o sorriso da vitória no rosto.

Prata em Atenas, Kiprop conquista o ouro nos 3.000m com obstáculos em Pequim


Francês B. Mahiedine Mekhissi fica em segundo lugar e o queniano Richard Mateelong fecha a dobradinha do país com KipropEm Atenas, ele bateu na trave e foi vice-campeão olímpico. Mas, em Pequim, o queniano Brimin Kiprop alcançou seu objetivo e conquistou o ouro na prova dos 3.000m com obstáculos das Olimpíadas, com o tempo de 8min10s34.
Já o francês B. Mahiedine Mekhissi, que nos Jogos da Grécia não havia passado das eliminatórias, elevou bastante seu nível e garantiu a medalha de prata com a marca de 8min10s49.
Para fechar a dobradinha queniana no pódio, Richard Mateelong levou o bronze, com 8min11s01.

Americanos são ouro, prata e bronze nos 400 metros com barreiras em Pequim


Angelo Taylor faz melhor marca do ano e vence prova com facilidade
Os Estados Unidos dominaram a final dos 400m com barreiras nas Olimpíadas de Pequim. Angelo Taylor fez a melhor marca do ano na prova (47s25) e levou a medalha de ouro, seguido dos compatriotas Kerron Clement e Bershawn Jackson.

O jamaicano Danny McFarlane ficou em quatro, 0s24 atrás de Jackson. Confira abaixo os tempos da prova:
1º - Angelo Taylor (EUA) - 47s25 PB

2º - Kerron Clement (EUA) - 47s98

3º - Bershawn Jackson (EUA) - 48s06

4º - Danny McFarlane (JAM) - 48s30

5º - L.J. van Zyl (AFS) - 48s42

6º - Marek Plawgo (POL) - 48s52

7º - Markino Buckley (JAM) - 48s60

8º - Periklis Iakovakis (GRE) - 49s96

Após sumiço da vara de Murer, Cbat pede anulação da prova, mas ouve não


Martinho Santos, chefe da delegação do atletismo, preenche formulário e entrega à organização. Porém, restou apenas um protesto formalEm virtude do sumiço de uma das varas de Fabiana Murer nas Olimpíadas de Pequim, o chefe da delegação do atletismo brasileiro, Martinho Santos, entrou com um pedido de anulação da final do salto com vara. No entanto, o júri da organização da modalidade já negou. Ficou apenas um protesto formal.

Fabiana Murer é detendota da terceira melhor marca do ano. Ela saltou 4,80m (recorde sul-americano) em 2008, ficando só atrás da americana Jennifer Stuczynski (medalha de prata), que alcaçou os 4,92m, e da russa Yelena Isinbayeva (ouro), dona do novo recorde mundial (5,05). Se saltasse com a vara adequada, Murer poderia ter ficado à frente da terceira colocada, a russa Svetlana Feofanova, que não passou dos 4,75m ou até empatado com a vice-campeã da prova, com 4,80m.
A Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat), por meio de sua assessoria de imprensa, se mostrou bastante chateada com o ocorrido, principalmente porque confiava nas chances de medalha de Murer, que, desconcentrada, derrubou três vezes o sarrafo ao tentar saltar 4,65 e foi eliminada (assista ao vídeo do comentarista do SporTV Lauter Nogueira explicando as diferenças sobre os equipamentos utilizados pela brasileira).

Quando percebeu que não tinha o instrumento que considerava adequado para saltar, a atleta brasileira impediu que a prova continuasse, discutiu com alguns organizadores e depois improvisou com outra vara. Até agora, ainda de acordo com a assessoria da Cbat, a que sumiu não apareceu.
Passada a confusão com Fabiana Murer, o show na prova de salto com vara, no Ninho de Pássaro, em Pequim, ficou por conta da russa Yelena Isinbayeva, que depois de assegurar a medalha de ouro começou uma corrida atrás de um novo recorde mundial. E conseguiu. Saltou 5,05m na terceira tentativa.
A medalha de prata ficou com a americana Jennifer Stuczynski, que saltou 4,80m. Já o bronze foi para a russa Svetlana Feofanova, com 4,75m. Fabiana Murer conseguiu apenas a décima colocação, com o salto de 4,45m.

Irving Saladino confirma favoritismo e conquista o ouro no salto em distância


Com a marca de 8,34m, na quarta tentativa, panamenho fica em primeiro

O panamenho Irving Saladino, campeão mundial de salto em distância, confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro nos Jogos de Pequim. Com a marca de 8,34m, obtida em sua quarta tentativa, ele ficou à frente do segundo colocado, o sul-africano Khotso Mokoena (8,24m). O cubano Ibrahim Camejo ficou com o bronze, com um salto de 8.20m. Os recordes olímpico e mundial dos americanos Bob Beamon (8,90m) e Mike Powell (8,95), respectivamente, ficaram longe de serem ultrapassados. Saladino, inclusive, ficou distante de sua melhor marca, obtida no Meeting de Hengelo (Holanda), em maio, quando saltou 8,73m. Irving Saladino treina em São Paulo com o técnico brasileiro Nélio Moura (o mesmo de Maurren Maggi e Keila Costa) e conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos do ano passado. Um mês depois, em agosto de 2007, foi campeão mundial em Osaka, no Japão, com 8,57 m, novo recorde sul-americano.

Confira a classificação final do salto em distância:

1º Irving Saladino (PAN) - 8,34m

2º Khotso Mokoena (AFS) - 8,24m

3º Ibrahim Camejo (CUB) - 8,20m

4º Ngonidzashe Makusha (ZIM) - 8,19m

5º Wilfredo Martinez (CUB) - 8,19m

6º Ndiss Kaba Badji (SEN) - 8,16m

7º Luis Felipe Meliz (ESP) - 8,07m

8º Roman Novotny(TCH) - 8,0m

Isinbayeva garante ouro, bate recorde mundial e dá show no Ninho do Pássaro


Enquanto Fabiana Murer sofreu com sumiço de sua vara, Yelena Isinbayeva não teve nenhum problema para garantir a medalha de ouro nos Jogos de Pequim. A musa russa só precisou saltar duas vezes para conquistar a vitória na final do salto com vara, nesta segunda-feira, no Ninho do Pássaro. Mas ela seguiu na prova e bateu seu próprio recorde mundial em incríveis 5,05m. A americana Jennifer Stuczynski ficou com a prata com a marca de 4,80m. A russa Svetlana Feofanova completou o pódio (4,75m).

Isinbayeva nem viu o tumulto que aconteceu no início da disputa. A russa, que começou a saltar bem depois das outras atletas, dormia em um canto do Ninho do Pássaro enquanto Fabiana procurava revoltada a sua vara. Quando Isinbayeva acordou para saltar, a brasileira já havia até sido eliminada.

Para aquecer, a russa saltou 4,70m e passou com tranqüilidade logo na primeira tentativa. Depois, foi direto para 4,85m e repetiu o ótimo desempenho da altura anterior. Só a americana Jennifer Stuczynski continuava na disputa. Mas, depois de conseguir passar pelos 4,80m, derrubou o sarrafo nas três tentativas dos 4,90m.

Mesmo com a medalha de ouro já garantida, Isinbayeva resolveu continuar dando seu show. Na terceira tentativa dos 4,95m, conseguiu não derrubar o sarrafo e ainda superou seu próprio recorde olímpico (4,91m). Mas ainda não era suficiente. Ela queria quebrar o recorde mundial (5,04m). E conseguiu. Estabeleceu a nova marca, em 5,05m, na terceira tentativa, para delírio do público presente. Para encerrar, deu a volta olímpica com a bandeira da Rússia nas costas e agradeceu o carinho dos chineses.

Este foi o 24º recorde mundial da Isinbayeva, sendo o 16º ao ar livre (12 consecutivos).

Após confusão com vara, Fabiana é eliminada dos Jogos

Saltadora brasileira não conseguiu superar os 4,65m em três tentativas e foi eliminada da disputa por medalhas
A brasileira Fabiana Murer está fora da disputa por medalha no salto com vara na Olimpíada de Pequim. Bastante irritada e desconcentrada por causa do desaparecimento de seu equipamento, a a atleta não conseguiu ultrapassar a marca de 4,65m, após três tentativas, e teve que deixar a disputa.
O drama da brasileira começou logo após sua tentativa bem-sucedida de saltar 4,45m. Fabiana passou o sarrafo sem esforço, mas foi surpreendida pela descoberta de que uma de suas varas não estava no lugar em que deveria.
Irritada, ela pediu aos organizadores que localizassem o material e, com a demora na solução, chegou a parar na frente da chinesa Shuying Gao para interromper a competição. Já fora da pista, ela ouviu uma das pessoas do staff de apoio pedir para que ela "relaxasse".
Até o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, foi à área de competição tentar acalmar a atleta, que acabou recebendo um equipamento dos organizadores para continuar a competição.
Com o novo equipamento em mãso, Fabiana tentou, sem sucesso, superar a marca dos 4,65m. Não conseguiu. Acabou eliminada mais cedo do que imaginava, já que era dona do terceiro melhor salto do ano na competição.

China em estado de choque com a saída da grande estrela Liu Xiang


Campeão olímpico em Atenas nos 110m com barreiras, velocista sentiu uma lesão no pé direito
Toda a China parou nesta noite de domingo (manhã de segunda-feira em Pequim) para ver seu ídolo e principal promessa, o campeão olímpico dos 110m com barreiras Liu Xiang. E foi paralisado que o país inteiro viu o velocista deixar o Ninho do Pássaro pela porta de trás depois de sentir uma dor no pé direito na hora da largada de sua prova nas eliminatórias.
Os restaurantes sintonizaram seus televisores, as lojas deixaram de atender, as ruas do país mais populoso do mundo estavam vazias. Liu não aparecia em público há dois meses, para tentar recuperar-se de uma lesão muscular. A ausência do campeão olímpico em Atenas deixa por terra os quatro anos de preparação para uma obsessão nacional: o bicampeonato.
Um comentarista da TV eacional chinesa, a CCTV, comentava atônito a situação.
- Podíamos admitir que ele não ganhasse, que perdesse. Mas isso ninguém esperava.
Apenas quinze minutos após Xiang desistir da corrida, os chats do maior site do país, Sina.com, já tinham 6.000 comentários. Alguns acusavam o atleta de dedicar mais tempo à publicidade que aos treinos.
- Estou muito decepcionado. Se um homem está ferido na guerra, deve morrer batalhando. No meu trabalho dez pessoas viajaram de Shenzhen (do outro lado do país) para Pequim só para vê-lo - comenta uma pessoa.
Por outro lado, ele continua no coração dos chineses.
- Liu sempre será nosso herói. Como podem dizer essas coisas? É só uma competição. Não levem tão a sério - dizia outra mensagem.
A saída de Xiang impede agora o grande duelo contra o cubano Dayron Robles no Ninho do Pássaro. Com o caminho aberto, Robles, que dois meses atrás arrancou o recorde mundial do chinês, tem tudo para ficar com o lugar mais alto do pódio.

Michael Johnson sobre Bolt: ‘Não existe no mundo alguém como ele’

Ex-velocista americano admite que o jamaicano vai bater o seu recorde nos 200m rasos, porém não será nestes Jogos Olímpicos de Pequim
Um dos mitos do atletismo mundial, o americano Michael Johnson esteve presente no Estádio Ninho do Pássaro e acompanhou a prova dos 100m rasos, na qual o jamaicano Usain Bolt bateu o recorde mundial cravando 9s69 e com direito a uma desacelerada incrível nos últimos dez metros. Após cruzar a linha de chegada, o velocista de 1,96m de altura deixou claro que vai bater o recorde dos 200 rasos. No entanto, para o detentor da marca, não será nestes Jogos Olímpicos de Pequim:
- Há duas coisas a serem ditas: nos 200m rasos, espero que ele faça 19s50. Sim, baterá minha marca de 19s32, mas não nestas Olimpíadas. No entanto, é uma questão de tempo. Usain Bolt tem talento para isso. Hoje nós vimos técnica e velocidade aliadas como ninguém antes foi capaz de fazer. Mas isso não basta para os 200m. Tem que ter velocidade e força aliada à resistência. Esta prova exige um longo sprint. Hoje, para ele, é muito difícil aliar esses três fatores, mas certamente não é impossível. Cedo ou tarde ele irá, sem qualquer sombra de dúvida, superar o meu recorde - afirma Johnson, em entrevista ao diário esportivo italiano “Gazzetta Dello Sport”.

Foi uma performance sem igual. A prova mais incrível que já assisti" Sobre os 100m rasos, Michael Johnson foi enfático ao comentar a prova, principalmente a respeito da desacelerada de Usain Bolt nos últimos dez metros:
- Foi uma performance sem igual. A prova mais incrível que já assisti. Conquistou a medalha de ouro e bateu o recorde mundial de uma forma jamais vista. Nunca tinha visto uma final de 100m em uma Olimpíada onde o vencedor parasse de acelerar antes de cruzar a linha de chegada. Normalmente você acelera até o fim, para vencer com milésimos ou centésimos de segundo. Mas Usain Bolt já sabia que tinha vencido faltando ainda dez metros - diz.
Para o ex-velocista, a desaceleração do jamaicano foi algo controverso, porém o considera como um talento único no mundo:
- Bolt está excelente, com uma técnica perfeita. O único detalhe controverso foi a sua desaceleração ao vencer. Se correr o máximo até o fim, não é porque vai melhorar somente o seu tempo, mas sim não dar qualquer possibilidade de ser ultrapassado - fala.

Johnson fala sobre a diferença de Bolt para os outros competidores.

- Fisicamente é um talento único, com seu 1,96m. Anos atrás, para um velocista, seria muito alto. Atletas com a sua altura disputavam as provas de 400m rasos. Temos que dar os parabéns a todo o staff técnico de Usain. Sua saída de bloco é excelente para a sua altura. Não existe no mundo alguém como ele - analisa.

Handebol brasileiro perde para Espanha e se despede dos Jogos de Pequim


Após estar oito gols atrás, Brasil chegou a reagir na reta final e encostar no placar, mas acabou perdendo em final dramático por 36 a 35
A seleção brasileira masculina de handebol perdeu um jogo dramático para a Espanha neste domingo, e está fora dos Jogos de Pequim. Com falhas de ataque e, principalmente, na defesa, a seleção, que esteve oito gols atrás, esboçou uma reação no fim do segundo tempo e ficou a apenas um gol do empate. O último lance do jogo, aos 29m58s, foi uma falta não aproveitada a favor do Brasil, que decretou a derrota da equipe por 36 a 35. Com o resultado, os espanhóis avançam às quartas-de-final, e os brasileiros igualam seu desempenho em Atenas-2004, quando venceram apenas uma partida, contra o Egito.

Com a obrigação de vencer para se manter na competição, o Brasil começou o jogo imprimindo um bom ritmo e liderando o placar. Aos 10 minutos do primeiro tempo a seleção brasileira vencia por 8 a 7, com destaque para os desempenhos de Fernando Pacheco, o Zeba, e Bruno Souza. A partir do meio do segundo tempo, a combinação de um eficiente sistema de defesa com ataques e contra-ataques rápidos pesou em favor da Espanha, que encerrou os primeiros 30 minutos de jogo em vantagem: 20 a 17.
A menos de 10 segundos do fim do jogo, a seleção brasileira tentou seu último ataque e acabou sofrendo falta. Se convertesse o arremesso, o Brasil empataria a partida com o cronômetro zerado. O arremesso foi feito com toda a equipe espanhola na barreira, o que facilitou a defesa do goleiro Hombrados no ângulo esquerdo, encerrando a participação do handebol brasileiro em Pequim.

Seleção feminina humilha Alemanha e está em mais uma final olímpica


De virada, Brasil goleia por 4 a 1 e vai em busca do ouro. Formiga, Marta e Cristiane (duas vezes) garantem primeira vitória sobre a campeã mundialA vingança perfeita, com goleada, gritos de “olé” e humilhação do antigo carrasco. Nesta segunda-feira, a seleção brasileira feminina venceu a Alemanha por 4 a 1, em Xangai, e já garantiu uma medalha nas Olimpíadas de 2008. Na quinta, o Brasil vai em busca do sonhado ouro na final do futebol, que escapou há quatro anos na decisão com os Estados Unidos.
O Brasil nunca havia vencido a Alemanha em torneios oficiais. No ano passado, perdeu na decisão da Copa do Mundo, com direito a pênalti desperdiçado por Marta. Mas, as brasileiras lavaram a alma em Xangai. Formiga, Marta e Cristiane (duas vezes) marcaram, após Prinz ter feito 1 a 0 no início do jogo.
Cristiante teve atuação de gala. Fez a jogada do gol de Formiga, marcou outros dois e saiu de campo ovacionada. Quando marcou o segundo, dançou. Mas fez as alemãs rebolarem: agora, ela é a maior artilheira da história das Olimpíadas, ao lado de Prinz, com dez. No banco de reservas, o técnico Jorge Barcellos fez o aviãozinho, consagrado por Zagallo em um amistoso com a África do Sul. A torcida gritava "olé", encantada também com o gol de placa de Marta. Do lado alemão, decepção. A goleira Nadine Angerer, que nunca havia sido batida pelas brasileiras, pegou quatro bolas na rede. Prinz, ex-melhor do mundo, viu que o reinado será de Marta por muito mais tempo.
A final de quinta-feira será às 10h (de Brasília), no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim. O rival será conhecido ainda nesta segunda: Estados Unidos e Japão se enfrentam às 10h (de Brasília). Se as americanas vencerem farão uma reedição da decisão de Atenas com o Brasil.

Bernardinho dá ‘cartão vermelho’ para Ronaldinho


A presença de Ronaldinho Gaúcho na Vila Olímpica agitou também a concentração dos jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei. O craque do futebol se encontrou com os atletas campeões olímpicos, mas logo recebeu um cartão vermelho do técnico Bernardinho.

“Ontem eu tive que expulsar o Ronaldinho Gaúcho, que estava no nosso andar na Vila Olímpica. Eu dei seis minutos para ele, depois pedi para ele ir pedalar”, brincou o treinador da seleção brasileira de vôlei.

Bernardinho nem viu a visita de Ronaldinho. “Estava na caverna”, disse, falando sobre o local onde a comissão técnica estuda os adversários.

O treinador revelou o clima que tomou conta da Vila Olímpica após a chegada da seleção brasileira de futebol, principalmente graças à presença de Ronaldinho Gaúcho. “A Vila toda está encantada com ele”, disse Bernardinho.

O técnico, que chegou a ter seu nome cogitado para assumir a seleção antes da contratação de Dunga, aproveitou o papo sobre futebol para defender o companheiro de profissão. “O Dunga é o símbolo de superação. Ninguém agüentaria o que esse cara agüenta”, afirmou.

A seleção de futebol, que em Pequim tenta ser campeã olímpica pela primeira vez, enfrenta a Argentina nesta terça-feira pelas semifinais. Já o time de vôlei, em busca de sua terceira medalha de ouro, tem um compromisso bem mais fácil, contra a China, na quarta-feira.

Brasileiro ataca Bolt e diz que ele está acima da humanidade

O velocista brasileiro Sandro Viana, que foi para a segunda rodada das eliminatórias dos 200 metros rasos, entrou para o coro dos que colocam suspeitas sobre o desempenho do jamaicano Usain Bolt e reclamou do barulho que os chineses fazem no estádio.
"Eu acho totalmente suspeito. Ele está fora de todas as estatísticas que a gente vê em treinamento. Na prova da final dos 100m ele usou 50 metros para bater o recorde mundial e 50 metros para se divertir. Ele foi o último a sair do bloco e em 50 metros estava na frente de todo mundo", disse.
Mas Viana, a exemplo de outros atletas e técnicos nos Jogos, está colocando dúvidas sobre a legalidade do desempenho de Bolt.
Viana afirmou, no entanto, que dificilmente alguém provaria algo contra o jamaicano, porque as tecnologias para conseguir ilegalmente um desempenho superior estão muito avançadas.
Ele está dois, três níveis acima de todo mundo. Está acima da humanidade. Literalmente passeando e os outros brigando pela medalha de prata", disse o amazonense, que foi ouro no Pan do Rio na prova do revezamento 4x100m.
"Seja o que tenha acontecido, não vamos ficar sabendo aqui. No caso da Marion Jones (velocista que utilizou doping e está presa) levou oito anos para descobrirem".
O técnico do jamaicano descartou todas as dúvidas sobre o seu desempenho, dizendo que o atleta não toma nem vitaminas.
Prova
Viana ficou em quarto na sua bateria, fazendo apenas o 26º melhor tempo nas eliminatórias dos Jogos de Pequim, depois de ter queimado a primeira largada e atrasado a segunda. A próxima rodada classificatória acontece ainda nesta segunda-feira.
Sobre a queimada, ele afirmou que confundiu um barulho na torcida com o tiro de largada e arrancou.
"De manhã tem sido barulhento aqui, não sei se é por ter bastante criança. E isso acaba confundindo, porque na hora da largada está todo mundo concentrado esperando o estalo da pistola para arrancar", disse o velocista brasileiro.
Viana afirmou que na segunda largada ele foi mais cuidadoso e acabou sendo prejudicado.
"Acabei saindo depois dos outros, quando normalmente a largada é meu forte, sempre deixo uns dois ou três para trás. Mas foi bom que eu não gastei muita energia. Agora é descansar para voltar aqui à noite".
Sobre as chances de medalha, ele afirmou que o ouro já tem dono, a não ser que o jamaicano Usain Bolt, que já venceu os 100 metros rasos de forma espetacular, se machuque.
Dentre os outros brasileiros nas competições de atletismo nesta segunda-feira, Fernando Almeida não se classificou para a próxima rodada dos 400m rasos, ficando em quinto em sua bateria.
Bruno Barros, que compete na mesma prova de Viana, ficou fora dos 200 metros, depois de chegar também em quinto na classificatória.

Medalha inédita para o Brasil


A dupla formada por Fernanda Oliveira e Isabel Swan vence na classe 470 da vela e ganha a 1ª medalha da categoria feminina do Brasil. Envie sua mensagem às atletas!

Com boladas, Anderson expulsa suposto "espião"

O clima tenso às vésperas da semifinal do torneio masculino de futebol dos Jogos Olímpicos de Pequim, entre Brasil e Argentina, já pode ser sentido entre as duas delegações. A partida acontece nesta terça-feira, às 10h, horário Brasília.
No treinamento do Brasil desta segunda-feira, um suposto "espião" foi expulso quando filmava jogadas de um treino tático. Ontem, os argentinos se isolaram e não concederam entrevistas. Hoje, realizarão um treinamento a portas fechadas.
O meia Anderson identificou o "espião" e com duas boladas seguidas chamou a atenção de representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que trataram de acionar a segurança do estádio.
Após a tradicional roda de "bobinho", a Seleção iniciou um trabalho tático de posicionamento e de cruzamentos - ataque contra defesa -, comandado pelo técnico Dunga.
Após o exercício, representantes da CBF pediram para que os cinegrafistas desligassem as câmeras para o início das jogadas ensaiadas.
Em campo, ao perceber um homem filmando por cima do muro do estádio, Anderson chutou por duas vezes seguidas uma bola próximo à linha de fundo.
Ao perceber que o trabalho era filmado, Américo Faria, coordenador da Seleção, pediu à segurança do Haidan Stadium, local de treinamento, para que o rapaz fosse retirado.
De acordo com assessoria de imprensa da CBF, em seguida, o homem foi retirado para fora do complexo.

Comitê grego diz que velocista "humilhou" o país e deveria ficar em casa

O presidente do Comitê Olímpico da Grécia, Minos Kyriakou, criticou a velocista Fani Halkia, ouro nos 400 metros com barreiras em 2004 em Atenas, por dar positivo em um teste antidoping antes dos Jogos de Pequim.
A atleta abandonou a Vila Olímpica de Pequim, no último sábado (horário de Brasília), logo depois que tomou conhecimento do resultado do teste.
"A senhora Halkia deveria ter ficado em sua casa. Humilhou nosso país", afirmou Kyriakou neste domingo.
O dirigente ainda declarou que aumentarão os testes nos atletas gregos e acrescentou para a imprensa que a amostra de Halkia foi testada quatro vezes. "Não é possível que haja um erro. Sempre se justificam com as mesmas desculpas", finalizou.
Ontem, Halkia afirmou estar "comovida" e insistiu que não entende o que aconteceu.
"Sempre tenho cuidado com o que tomo" declarou a atleta grega, que negou que tenha tomado alguma substância proibida e falou em "calúnias".
"Durante os últimos anos, fizeram em mim mais exames que em qualquer outro atleta do mundo, seja homem ou mulher. Não poderia ter consumido substâncias proibidas. Os dados, a Agência Mundial Antidopagem e o fato de eu ter passado em todos os exames do mundo confirmam isso, e não eu", declarou Halkia.
Ela afirmou que, nos dois últimos anos, se submeteu a 29 exames antidoping.
Halkia anunciou que coloca à disposição dos órgãos de controle de doping todos os seus suplementos alimentares para que sejam analisados. Ela também esclareceu que não abandonará o atletismo e que continuará competindo.

Ídolo chinês Liu Xiang abandona 110 m com barreiras; Anselmo se classifica

O ex-recordista mundial dos 110 m com barreiras e principal estrela do atletismo chinês, Liu Xiang, desistiu de competir na eliminatória da prova dos Jogos Olímpicos de Pequim, nesta segunda-feira, no Estádio Ninho de Pássaro.
Xiang sentiu uma lesão na coxa direita que só foi revelada na última hora e chegou a partir na primeira largada, que foi queimada por outro corredor. O chinês, no entanto, abandonou a prova após sentir ainda mais dores.
O ex-recordista mundial é uma referência de identidade para milhões de pessoas em seu país e um dos dos principais ídolos locais.
Liu Xiang está em sexto no ranking do ano, graças aos 13s18 alcançados justamente na primeira prova disputada no Ninho do Pássaro.
Na mesma prova, o brasileiro Anselmo Gomes da Silva avançou às quartas-de-final, com o tempo de 13s81, que lhe rendeu a 31ª colocação no geral --32 se classificavam--, sendo o quarto em sua bateria.
As quartas dos 110 m com barreiras ocorrem na terça-feira, a partir das 9h45 (de Brasília).

 
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