quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Odair Santos leva bronze nos 5.000 m T13

O brasileiro Odair Santos conquistou a medalha de bronze dos 5.000 m T13 (disputada por deficientes visuais), nesta quinta-feira (horário local), nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Ele completou a prova em 14s53s35, no Ninho de Pássaro.
A marca foi a melhor de Odair na temporada, mas insuficiente para fazer frente ao queniano Henry Kiprono Kirwa. O africano dominou a prova e conquistou a medalha de ouro com direito a recorde mundial: 14min24s02.
"Tenho que tirar o chapéu para o queniano. Ele imprimiu um ritmo forte desde o início e conseguiu mantê-lo até o final. Fico feliz pelo pódio", disse o brasileiro ao Sportv. A prata foi obtida pelo marroquino Youssef Benibrahim, com 14s50s32.

Carlos Garletti está fora da disputa no tiro

O brasileiro Carlos Garletti ficou na 17ª posição na eliminatória da prova de tiro de rifle 50m em três posições e não se classificou para a final. Ele não foi bem no tiro de joelho e acabou com apenas 1.116 pontos.

Tênis: brasileiros fora da disputa

Carlos Santos não teve chances. Em 47 minutos, o brasileiro perdeu para o japonês Satoshi Saída por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/1, e está eliminado do torneio paraolímpico de tênis para cadeirantes.

A dupla brasileira de tênis para cadeirantes Carlos Santos e Mauricio Pomme também foi eliminada. Eles perderam para os japoneses Yoshinobu Fujimoto e Toshio Ikenoya por 2 sets a 1, parciais de 6/2, 5/7 e 6/1.

Brasil é goleado no goalball e não tem mais chances

A seleção chinesa de goalball vingou seus compatriotas do futebol de sete e goleou o Brasil por 14 a 4. É a quarta derrota brasileira em quatro jogos nas Paraolimpíadas, e o país não tem mais chances de se classificar para as quartas-de-final.

Bocha: Dirceu Lopes e Eliseu Santos estréiam com vitória nas duplas

A dupla de medalhistas brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu Santos – ouro e bronze na competição individual - venceu a dupla da Hungria por 6 a 2, pela fase eliminatória do torneio paraolímpico de bocha, classe BC4. O Brasil começou perdendo para Dezso Beres e Jozsef Gyurkota nas duas primeiras etapas do jogo, mas sobrou na segunda metade e conseguiu uma boa vitória.

Remo: Claudia Santos avança à final

A remadora Claudia Santos ficou com a segunda colocação na repescagem na prova de skiff simples classe A, e está classificada para a final. A remadora completou o circuito de 1000m em 6m57s12.

Tênis de mesa: Luis Algacir Silva vai disputar o bronze

O chinês Feng Pangfeng não precisou de mais do que 15 minutos para derrotar o brasileiro Luis Algacir Silva por 3 a 0 na semifinal do torneio paraolímpico de tênis de mesa, categoria C3, nesta quarta-feira. As parciais foram de 11/1, 11/7 e 11/3. Luis vai disputar o bronze ainda nesta quarta-feira, às 23h (de Brasília), com o espanhol Tomas Pina que perdeu a outra semifinal para o francês Jean-Philippe Robin.

Futebol de sete: Brasil goleia a China e conquista a torcida


A seleção brasileira de futebol de sete goleou a China por 8 a 0, sob os aplausos da torcida pequinesa. José Guimarães, Fabiano Bruzzi (2), Marcos Silva (2), Wanderson Oliveira e Irineu Ferreira (2) marcaram para o Brasil. O resultado garantiu a classificação do Brasil para as semifinais do torneio.

Bom dia paraolímpico: saiba tudo o que aconteceu com os brasileiros em Pequim


Brasil fatura duas medalhas de prata e uma de bronze nesta quarta-feiraA chuva de ouros para o Brasil da última terça-feira nos Jogos Paraolímpicos de Pequim não se repetiu nesta quarta. Apesar de não conseguir mais medalhas douradas, o país garantiu duas pratas e um bronze.

O nadador Daniel Dias, uma das estrelas do país na competição, subiu ao segundo lugar mais alto do pódio na final dos 50m borboleta da categoria S5. No Ninho do Pássaro, Shirlene Coelho levou a prata no lançamento de dardo (categoria F35-38), e o Odair Santos terminou em terceiro lugar nos 800m da categoria T12.

O futebol de sete e Luis Algacir Silva, do tênis de mesa, também foram alguns dos destaques do Brasil no dia. A seleção masculina de futebol se classificou para as semifinais, enquando Luis está na disputa pela medalha de bronze no tênis de mesa.

Prata e bronze no Ninho do Pássaro

A brasileira Shirlene Coelho conquistou a medalha de prata do lançamento de dardo, classe F35-38, ao terminar a final com 1.513 pontos. A vencedora foi a chinesa Qing Wu, com 1.662 pontos. Em terceiro, ficou Renata Chilewska, da Polônia, com 1.161.

- Eu vim gritando, carregando a bandeira do Brasil, fico muito feliz. Essa prata tem gosto de ouro para mim. Eu aumentei o meu recorde, foi com gosto de ouro mesmo - diz Shirlene em entrevista ao SporTV.

Odair Santos conquistou mais uma medalha para o país nas Paraolimpíadas de Pequim ao terminar em terceiro na final dos 800m da categoria T12, para deficientes visuais. O brasileiro garantiu o bronze com o tempo de 1m53s73. O ouro ficou com Abderrahim Zhiou, da Tunísia, que bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 1m52s13. A prata foi conquistada pelo cubano Lassaro Raschid Aguilar, com 1m52s40.
Depois de três ouros, Daniel Dias é prata

Desta vez não foi dourada, mas Daniel Dias garantiu mais uma medalha, sua quarta, para o Brasil nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Ele terminou em segundo lugar com o tempo de 36s25 na final dos 50m borboleta da categoria S5. A medalha de ouro ficou com o americano Roy Perkins, que bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 35s95. O chinês Junquan He garantiu o bronze com o tempo de 37s07. O brasileiro Clodoaldo Silva terminou em oitavo (45s74).
- Só de estar no pódio já é uma grande vitória. O importante é fazer o melhor sempre. Estou muito feliz independente da cor da medalha. Mas vou brigar para ouvir de novo o hino - disse Daniel em entrevista ao SporTV.
O revezamento 4x100m livre esteve próximo da medalha de bronze, mas acabou terminando na quarta colocação na final. A equipe brasileira, foi formada por Mauro Brasil (S9), Daniel Dias (S5), Phelipe Rodrigues (S10) e André Brasil (S10), completou a prova com o tempo de 3m55s78.
O brasileiro Carlos Farrenberg terminou em quinto lugar na final dos 100m livre da categoria S13, para deficientes visuais. Carlos conseguiu melhorar seu tempo, mas não foi o suficiente para garantir uma medalha nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.

Maior acelerador de partículas do mundo começa a operar


Primeiro feixe de prótons foi introduzido no início desta quarta-feira (10).O LHC consumiu 20 anos e mais de 3 bilhões de euros para ser construído.O LHC, maior acelerador de partículas do mundo, recebeu seus primeiros feixes de prótons nesta quarta-feira (10). As primeiras tentativas foram iniciadas pelos cientistas por volta das 4h30 (9h30 no horário suíço). Tudo correu conforme as expectativas, e o mundo não acabou -- nem vai acabar, segundo os responsáveis pelos experimentos.
A equipe do Cern (Organização Européia para a Pesquisa Nuclear) está transmitindo os eventos ao vivo pela internet, com direito a passagens pelo centro de controle e entrevistas com cientistas. (Clique aqui para ver.) "Há duas emoções, o prazer de completar uma grande tarefa e a esperança de grandes descobertas à nossa frente", disse o diretor-geral do Cern, Robert Aymar.

O projeto, que custou, por baixo, 3 bilhões de euros (há quem diga que o valor total chegou a 10 bilhões), estava sendo gestado nas últimas duas décadas.
Grosso modo, o LHC (sigla para Grande Colisor de Hádrons) é uma espécie de "rodoanel" para prótons, as partículas que caracterizam os elementos existentes no universo. Um túnel circular de 27 km, localizado sob a fronteira entre a Suíça e a França, ele usará poderosíssimos ímãs, construídos com tecnologia de supercondutores, para acelerar feixes de partículas até 99,99% da velocidade da luz. Produzindo um feixe de prótons em cada direção, a idéia é colidi-los quando estiverem em máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, gerando um sem-número de partículas elementares.
Uma forma simples de imaginá-lo é como uma imensa máquina de esmigalhar prótons, colidindo-os uns com os outros. Os caquinhos que emergirem das colisões são as partículas que os cientistas pretendem estudar. Mas isso ainda terá de esperar um pouco.

"Hoje não haverá colisão", diz Sérgio Novaes, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista) envolvido com o projeto. "Os feixes apenas girarão em direções opostas, sem colidir uns com os outros", completa, dizendo que as primeiras colisões ainda precisarão de pelo menos 60 dias para acontecer. Aí sim começarão as atividades científicas.
A partícula de Deus

Quando o LHC estiver promovendo colisões para valer, começará uma busca frenética por uma partícula em especial: o bóson de Higgs.
O nome assusta, e o apelido mais ainda -- ele é chamado popularmente como "a partícula de Deus". Mas, por que, afinal, o bóson de Higgs é tão especial?
Existe uma teoria muito querida pelos físicos de partículas, chamada de modelo padrão. Ela é basicamente uma lista de todas as peças -- ou seja, todas as partículas -- usadas na confecção de um universo como o nosso. Ela explica como os prótons e os nêutrons são feitos de quarks, e como os elétrons fazem parte de um grupo de partículas chamado de léptons, em que também se incluem os neutrinos, partículas minúsculas de carga neutra. O modelo padrão também explica como funcionam as partículas portadoras de força (como o glúon, responsável por manter estáveis os núcleos atômicos, ou o fóton, que compõe a radiação eletromagnética, popularmente conhecida como luz).
Mas para todo esse imenso "lego" científico funcionar corretamente, os físicos prevêem a existência de uma partícula que explicaria como todas as outras adquirem sua massa. É onde entra o bóson de Higgs. Infelizmente, até agora os cientistas não encontraram nenhum sinal concreto de sua existência. Por maior que fossem os aceleradores de partículas, o Higgs continuava ocultando sua existência. Agora, com a nova jóia da ciência européia, ele não terá mais onde se esconder.
Com uma potência nunca antes vista num acelerador, o LHC quase com certeza encontrará o bóson de Higgs. Ou coisa que o valha.
"Ninguém duvida que a idéia que está por trás do bóson de Higgs esteja correta", afirma Adriano Natale, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista). "Se o bóson de Higgs, exatamente como foi proposto, não for encontrado, aparecerão outros sinais -- partículas -- que indicarão o novo caminho a ser seguido. Podemos não achar o bóson de Higgs, mas, seja qual for a física que está por trás, algo vai aparecer, e este algo pode até levar a uma nova revolução na física."
Aliás, a física bem que anda precisando de uma "nova revolução".

Em busca da unificação
Hoje, o entendimento do mundo físico se assenta sobre dois pilares. De um lado, há a física quântica, base para todo o modelo padrão da física de partículas. De outro lado, há a teoria da relatividade geral, que explica como funciona a gravidade.
Até aí, tudo certo. Temos duas teorias, cada uma regendo seu próprio domínio de ação, e ambas funcionam muito bem, obrigado, na hora de prever os fenômenos. Qual é o problema? O dilema surge porque há circunstâncias muito especiais no universo que exigem o uso das duas teorias ao mesmo tempo. Aliás, o próprio nascimento do cosmo só pode ser explicado juntando as duas teorias. E aí é que a porca torce o rabo: as equações da relatividade e da física quântica não fazem sentidos, quando usadas juntas para resolver um problema. Começam a aparecer cálculos insolúveis e resultados infinitos -- sintomas de que há algo muito errado em uma das duas teorias, ou até em ambas.
Por isso, os cientistas têm uma esperança muito grande de que exista uma teoria maior, mais poderosa, que incluísse tanto o modelo padrão como a relatividade num único conjunto coeso de equações. Só essa nova teoria "de tudo" poderia realmente acabar com os mistérios remanescentes no universo.
A badalada hipótese das supercordas -- que prevê que as partículas elementares na verdade seriam cordas estupidamente minúsculas vibrando num espaço com dez dimensões -- é hoje a principal candidata a assumir essa função de teoria de tudo.
Só que, até o momento, seus defensores não conseguiram apresentar nenhuma evidência real de que essa maluquice de supercordas e dimensões extra realmente exista. Suas esperanças estarão agora depositadas no LHC. É possível -- mas não muito provável -- que ele atinja um nível de energia suficiente para revelar a existência de novas dimensões, além das três que costumamos vivenciar no cotidiano.
E, ainda que não chegue lá, o LHC tem boas chances de produzir objetos que emergem diretamente da interação entre a gravidade e o mundo quântico, como miniburacos negros. "Esses possíveis objetos transcendem a relatividade real. Suas propriedades podem dar informações seobre regimes em que a relatividade geral não é mais válida, como, por exemplo, o regime da gravitação quântica", diz Alberto Saa, pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O acelerador do medo
Ei, mas peraí. Miniburacos negros? Mas os buracos negros não são aqueles objetos terríveis que existem nas profundezas do espaço, engolindo tudo que está ao seu redor, até mesmo a luz? Será que é uma boa idéia criar um miniburaco negro no subsolo terrestre?
A imensa maioria dos físicos diz que não haverá perigo algum. "Esses possíveis buracos negros são microscópicos", diz Saa. "Uma vez criados, seriam quase imediatamente destruídos, espalhando diversas partículas com padrões muito peculiares. A imagem do buraco negro faminto, devorando impiedosamente tudo ao seu redor, se aplica apenas aos buracos negros astrofísicos, nunca a buracos negros microscópicos."
Embora os miniburacos negros pareçam ser inofensivos, há uma outra hipótese um pouco mais ameaçadora.
Os vilões dessa vez são chamados de "strangelets". Seriam partículas de um tipo exótico de matéria que não existe normalmente. O problema é que a teoria diz que, se um strangelet conseguisse tocar o núcleo de um átomo convencional, o átomo seria convertido em strangelet. Ou seja, se o LHC produzir strangelets, alguns físicos dizem que eles poderiam interagir com a matéria normal da Terra e iniciar uma reação em cadeia que consumiria o planeta inteiro.
Muitos e muitos estudos dizem que isso não vai acontecer. Mas como decidir o que fazer, se o risco, embora baixíssimo, envolve a destruição da Terra? Sir Martin Rees, o astrônomo real britânico, escreveu um livro inteiro ("Hora Final", ou "Our Final Hour", no original) para alertar sobre experimentos como esse, que, embora com uma probabilidade muito baixa, têm chance de causar resultados catastróficos.
Por isso, há quem esteja muito preocupado. Mas a verdade é que o universo produz eventos muito mais agressivos que o LHC, com supernovas, buracos negros e tudo mais, e ainda estamos aqui para estudá-los e compreendê-los.
A dúvida sobre os perigos do LHC não durará muito. Nesta quarta, ele receberá seu primeiro feixe de prótons. Em breve, serão iniciadas as primeiras colisões com objetivos científicos. E aí, ou os rumores sobre a destruição do mundo se mostrarão completamente infundados, ou ninguém estará aqui para dizer que tinha razão.

Colaboração de alto nível
Dezenas de cem países participam, em maior ou menor grau, do projeto. E o Brasil é um deles. Um grupo liderado por Sérgio Novaes, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), será responsável por processar dados oriundos de dois dos detectores instalados no LHC.
"Esta é uma colaboração internacional a um nível que não temos nas demais atividades humanas", diz Adriano Natale. "Uma congregação de países e pessoas para a qual é muito difícil atribuir um valor, mas se formos totalmente calculistas, nós temos de contabilizar todo o desenvolvimento tecnológico realizado no Cern, o laboratório que gere o LHC. Temos grandes supercondutores, temos computação sendo desenvolvida para a análise dos resultados etc. O desenvolvimento em computação que o LHC vai gerar certamente irá impactar no desenvolvimento mundial no futuro próximo. E o valor é pequeno, se consideramos o que está sendo gasto em armamentos e em guerras."

Para Hawking, acelerador de partículas não ameaça a Terra

O físico britânico Stephen Hawking afirma que não há perigo de que, ao ser acionado nesta quarta-feira, um gigantesco acelerador de partículas construído sob os Alpes suíços possa criar um buraco negro capaz de engolir o planeta (e o resto do sistema solar) em questão de minutos - como temem alguns cientistas.O Grande Colisor de Hádrons, (LHC, na sigla em inglês) será ligado amanhã pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern). A máquina mais potente já construída pelos físicos é o maior acelerador de partículas já criado. Leia mais COLISOR DE HÁDRONS RAP EXPLICA O ACELERADOR INFOGRÁFICO: COMO FUNCIONA DÊ SUA OPINIÃO O acelerador, construído pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) em um laboratório subterrâneo na fronteira franco-suíça, perto de Genebra, foi batizado de LHC (sigla em inglês de Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hádrons). O equipamento é o maior e mais complexo instrumento científico já construído, e também o mais caro - com um custo estimado em US$ 8 bilhões. O teste será transmitido ao vivo, pela Internet, no site da Cern.
O LHC foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. Os cientistas esperam que a liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas seja capaz de recriar as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang.
Buraco negro Temerosos, grupos de cientistas foram duas vezes a tribunais europeus tentar impedir o acionamento do aparelho. Mas, em entrevista à BBC, Hawking - um dos físicos mais respeitados do mundo - afirma que o experimento não representa perigo.
"Se as colisões no LHC criarem um micro buraco negro, e isso é pouco provável, ele apenas evaporará novamente, produzindo padrões característicos de partículas", disse o físico.
"Colisões com essas, e ainda maiores, quantidades de energia ocorrem milhões de vezes por dia na atmosfera da Terra e nada terrível acontece", acrescentou. Físicos esperam que o LHC ajude a resolver algumas das questões mais fundamentais sobre a natureza do mundo, revelando os segredos da chamada matéria escura.Partícula 'Deus'Uma das questões que despertam maior expectativa diz respeito à partícula de Higgs, também conhecida como "partícula Deus", a mais procurada pelos físicos.
Cientistas acreditam que ela dê massa a tudo o que existe, e encontrá-la seria crucial para a nossa compreensão do universo. Hawking, no entanto, diz ter apostado cem libras (cerca de US$ 170) que o acelerador não vai encontrá-la.
"Acho que vai ser muito mais interessante se não encontrarmos (a partícula de) Higgs. Isso vai mostrar que algo está errado, e que precisamos pensar de novo", afirmou. "Fiz uma aposta de cem libras que não vamos encontrar a Higgs." Na opinião de Hawking, o LHC também pode ajudar na identificação de partículas que os físicos chamam de "super-parceiros", ou "parceiros supersimétricos" para as partículas que conhecemos hoje.
"Sua existência seria uma confirmação importante da Teoria da Corda, e elas podem compor a misteriosa matéria escura que mantém as galáxias juntas", afirma o físico britânico.
"O que quer que o LCH encontre, ou não encontre, os resultados vão nos dizer muito sobre a estrutura do universo", acrescentou. "O LHC vai aumentar quatro vezes a energia com que podemos estudar interações entre partículas."
Altos custosNa entrevista à BBC, Stephen Hawking também rebateu as críticas dos que reclamam dos altos custos do projeto. "Ao longo da história, as pessoas têm estudado ciência pura por causa de um desejo de conhecer o universo, mais do que por aplicações práticas, ou ganhos comerciais", afirma o físico. "Mas suas descobertas mais tarde trouxeram grandes benefícios práticos." "É difícil ver um retorno econômico da pesquisa do LHC, mas isso não significa que não haverá algum", acrescentou.
Quando perguntado se seria capaz de escolher entre o LHC ou o programa espacial, Hawking disse que seria o mesmo que escolher "qual dos filhos escolher para o sacrifício".
"Tanto o LHC como o programa espacial são vitais para que a raça humana não se embruteça e, finalmente, morra", afirma o físico. "Juntos, eles custam menos do que 0,1% do PIB mundial." "Se a raça humana não puder sustentar isso, não merece o epíteto 'humana'", comparou Hawking.
Universos Paralelos Cientistas tem comentado, embora com cautela, que os experimentos da CERN estão se aventurando pelo terreno da ficção científica especulativa: universos múltiplos, mundos paralelos e buracos negros no espaço funcionando como elos entre esferas diferentes de existência.
Hawking afirma que um universo paralelo pode ser muito diferente do que o que conhecemos. "De acordo com a idéia da soma de histórias, de Richard Feynman, o universo não apenas tem uma única história, como poderíamos pensar, mas tem todas as histórias possíveis, cada uma com seu proprio peso", diz o físico.
"Algumas dessas histórias conterão criaturas como eu, fazendo coisas diferentes, mas a vasta maioria das histórias será muito diferente." Prêmio Nobel Em 1974, Stephen Hawking defendeu a idéia de que devido a efeitos quânticos, buracos negros primordiais criados durante o Big Bang poderiam "evaporar" por um processo hoje chamado de Radiação Hawking, em que partículas de matéria seriam emitidas.
De acordo com esta teoria, quanto menor o tamanho do micro buraco negro, mais rápido o índice de evaporação, resultando em explosões repentinas de partículas.
No passado, Hawking fez piadas e chegou a dizer que se o LHC realmente criasse buracos negros, e mesmo se eles durassem muito pouco tempo, isso poderia lhe valer um prêmio Nobel. Hoje, no entanto, o físico britânico diz não acreditar que isso seja iminente.
"Se o LHC produzisse pequenos buracos negros, não penso que haja qualquer dúvida de que eu ganharia um prêmio Nobel, se eles mostrassem as propriedades que eu prevejo", afirma Hawking.
"No entanto, acho que a probabilidade de que o LHC tenha energia suficiente para criar buracos negros é menor do que 1%", acrescentou. "Então, não estou contando com isso."

Lance Armstrong vai voltar a competir

Em entrevista à revista Vanity Fair, o ciclista americano de 37 anos, sete vezes campeão da Volta da França, diz que vai tentar o oitavo títuloda redação O americano Lance Armstrong, sete vezes campeão da Volta da França, a prova mais importante do ciclismo mundial, anunciou nesta terça-feira (9), em entrevista à revista Vanity Fair, que vai voltar a competir. Aos 37 anos, ele afirmou à revista que, inspirado por atletas veteranos que têm obtidos bons resultados, vai tentar uma oitava conquista na Volta.
“Eu levanto da cama mais lentamente, minhas costas ficam cansadas mais rápido do que costumavam, mas quando estou na bicicleta, me sinto bem como me sentia antes”, afirma o ciclista, citando a nadadora americana Dara Torres, de 41 anos, que ganhou três medalhas de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, e a corredora romena Constantina Tomescu-Dita, campeã da maratona olímpica aos 38 anos.
Armstrong é famoso, além de seus títulos, pela incrível história de recuperação. Em 1996, após vencer duas etapas da Volta da França, foi diagnosticado com câncer no testículo. Fez duas cirurgias, a primeira para remover o testículo doente, e outra para retirar lesões cancerígenas do cérebro. Armstrong, então com 25 anos, foi diagnosticado depois com câncer no pulmão e, realizando sessões de quimioterapia, se curou, para em seguida retomar a carreira e se consagrar com os sete títulos da Volta da França.
Dias depois da sétima e última vitória de Armstrong na Volta, o jornal francês L'Équipe anunciou que foi detectada EPO (eritropoietina), substância proibida, numa amostra de urina de Armstrong de 1999. Esse foi o ano da primeira vitória de Armstrong na França. A amostra havia sido congelada para fins de pesquisa. Em 1999 não havia testes para detectar EPO. Armstrong não foi punido, pois não se tratava de um exame oficial e o prazo para protestos já havia prescrito. O ciclista acusou o L'Équipe de persegui-lo por anti-americanismo.

 
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