domingo, 17 de agosto de 2008

Em prova sensacional e atípica, Jamaica leva um ouro e duas pratas nos 100m


Shelly-Ann Fraser fica em primeiro, seguida por Sherone Simpsom e Kerron Stewart, que empataram na segunda posição. Não houve bronze
Na cola do conterrâneo Usain Bolt, a jamaicana Shelly-Ann Fraser ganhou a medalha de ouro nos 100 metros feminino ao percorrer a distância em 10s78. A prata terá dois donos, já que Sherone Simpsom e Kerron Stewart, também da Jamaica, empataram na segunda posição com 10s98. Não houve bronze. A quarta colocada foi a americana Lauryn Willams.

Fraser iniciou a prova bem e não demorou muito para assumir a liderança. Ao cruzar a faixa dos 50 metros, deixou claro que seria a vencedora. A partir deste momento, a graça passou a ser acompanhar a briga pelas outras duas medalhas. Simpson e Stewart tinham a companhia de Lauryn Williams, mas, aos poucos, foram abrindo e terminaram a prova lado a lado. A decisão foi tomada com o auxílio do "fotochart", aparelho que fotografa a chegada dos atletas. Não teve jeito, foi empate. E não houve ganhadora da medalha de bronze.

Assim como aconteceu no masculino, quando Usain Bolt deixou seus rivais na poeira, a Jamaica dominou também os 100 metros feminino. Além de Fraser, ela ficou com as pratas de Simpson e Stewart.

A classificação final

1º Shelly-Ann Fraser (Jamaica) - 10s78 - Ouro
2º Sherone Simpson (Jamaica) - 10s98 - Prata
2º Kerron Stewart (Jamaica) - 10s98 - Prata
4º Lauryn Willams (Estados Unidos) - 11s03
5º Muna Lee (Estados Unidos) - 11s07
6º Jeannete Kwakye (Reino Unido) - 11s14
7º Debbie Ferguson-Mckenzie (Bahamas) - 11s19
8º Torri Edwards (Estados Unidos) - 11s20

Maratonista brasileira Marily dos Santos lamenta "frio" em Pequim

Única atleta brasileira a participar da prova da maratona nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizada neste domingo, Marily dos Santos reclamou de um fato inusitado em Pequim: falta de calor.
A capital chinesa registrou temperatura entre 21º C e 28º C neste domingo.
A brasileira, que ficou na 51ª colocação, completou os 42,195 km em 2h38min10s. A vitória ficou com a romena Constantina Tomescu, 38, com o tempo de 2h26min44s. A medalha de prata foi para a queniana Catherine Ndereba, que nos últimos metros superou a chinesa Chunxiu Zhou.
"Esperava chegar com uma marca melhor, mas estava muito frio", disse a brasileira após a prova.
"Queria correr um pouco com as meninas do primeiro pelotão, apenas para sentir a emoção. Infelizmente, só consegui acompanhá-las até os 12 km", confessou.

Rafael Nadal conquista o ouro em Pequim


Às vésperas de ser o número 1, espanhol bate Fernando González na finalRafael Nadal abre com chave de ouro seu reinado no topo do tênis mundial. A menos de 24h de se tornar oficialmente o número 1 do mundo, o espanhol conquistou, neste domingo, a medalha de ouro do tênis nas Olimpíadas de Pequim. Superior em quadra desde o início, ele bateu o chileno Fernando González, 15º do mundo, por 6/3, 7/6 (7/2) e 6/3, em 2h22m.A vitória deste domingo também é um marco para o tênis masculino da Espanha, que acumulava nove medalhas em Jogos Olímpicos, mas nenhum ouro. Jordi Arrese, prata em Barcelona/1992, e Sergi Bruguera, vice-campeão em Atlanta/1996, haviam sido os últimos a alcançar a final.
Por pouco, o atual campeão de Roland Garros e Wimbledon não se torna o primeiro líder do ranking a sagrar-se campeão olímpico de simples. A ATP, entidade que regula o ranking mundial, já havia adiantado que haveria a troca de posições entre Nadal e Roger Federer, mas a formalização do espanhol no topo só acontecerá nesta segunda-feira, dia 18.

Egípcia desmaia após combate nas lutas


Susto aconteceu na luta de estréia da lutadora nos Jogos de Pequim

Phelps leva oitavo ouro e deixa Pequim com o título de maior atleta olímpico


Estrela americana vence o 4x100m medley e supera recorde de Mark Spitz
O oitavo ouro consagrador não poderia vir tão fácil. O nadador americano de peito Brandon Hansen passou o bastão para Michael Phelps na terceira colocação. O fenômeno da natação, de apenas 23 anos, teria que provar mais uma vez por que é o maior atleta olímpico da história. Nenhum problema. Desta vez, ele foi decisivo. Só com a sua tradicional e incrível virada colocou a equipe dos Estados Unidos na liderança da final do 4x100m medley, a última prova da natação nos Jogos Olímpico de Pequim. Agora era só Jason Lezak, que já havia “salvado a medalha no 4x100m livre”, segurar o australiano Eamon Sullivan e garantir o tão sonhado oitavo ouro de Phelps na competição. Foi sofrido, bem mais do que o previsto, mas Lezak bateu na frente, e Phelps se despediu da China como o maior campeão olímpico da história.

A equipe americana ainda bateu o recorde mundial com o tempo de 3m29s34. A Austrália garantiu a prata com o tempo de 3m30s04. Japão ficou com o bronze em 3m31s18. O antigo recorde mundial, 3m30s68, também era dos americanos.
A estrela americana conquistou em Pequim uma medalha dourada a mais que o também nadador americano Mark Spitz nas Olimpíadas de Munique 1972. Phelps venceu na China os 100m e 200m borboleta, 200m livre, 200m e 400m medley e nos revezamentos 4x200m livre, 4x100m livre e 4x100m medley. No entando, como Phelps não conseguiu quebrar a marca dos 100m borboleta, os dois nadadores empataram em número de recordes mundiais conquistados nas duas edições olimpícas.

Recorde somando todas Olimpíadas

Além do recorde de ouros em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos, Phelps também conquistou em Pequim o maior número no geral. Com 14 ouros em três Olimpíadas (Sydney, Atenas e Pequim), Phelps supera as nove medalhas douradas conquistadas por Carl Lewis (atletismo, em quatro Olimpíadas), Mark Spitz (natação, em duas Olimpíadas), Paavo Nurmi (atletismo, em três Olimpíadas) e Larissa Latynina (ginástica artística, em três Olimpíadas). Em Atenas, Phelps garantiu seis ouros (100m e 200m borboleta, 200m e 400m medley e revezamentos 4x100m medley e 4x200m livre) e dois bronzes (200m livre e 4x100m livre).

Dever cumprido, choro liberado
As comemorações pouco emocionadas e, em alguns momentos, até frias, pareciam combinar com os personagens que Phelps costuma ser comparado: como Incrível Hulk e Super-Homem. Mas neste domingo, ao escrever seu nome de vez na história, Phelps parecia até ser como nós. Chorou ao sair da piscina, ao subir no pódio, ao ouvir o hino...

Depois dos nadadores brasileiros quebrarem o protocolo invadindo a piscina do Cubo d’Água para festejar o ouro de Cielo, o americano também parece ter se sentido à vontade para deixar de lado a seriedade que parecia querer manter durante toda a competição. Desta vez, quando saiu do pódio, escalou a arquibancada até chegar aos braços da mãe, para quem entregou as últimas flores que recebeu dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Cercada de grande expectativa, ginástica artística do Brasil decepciona em Pequim





Favoritos, Diego Hypolito e Jade Barbosa falham nas finais por aparelhos. Jade é décima no individual geral, e equipe feminina vai à inédita final
Uma das maiores esperanças de medalhas em Pequim, a equipe brasileira de ginástica artística retornará de mãos vazias. Neste domingo, Diego Hypolito e Daiane dos Santos, no solo, e Jade Barbosa, no salto sobre o cavalo, encerraram, sem sucesso, a participação do Brasil na competição.Bicampeão mundial no solo e apontado como grande favorito, Diego Hypolito se classificou para a final com a primeira nota do aparelho, Ele optou por uma série conservadora para a decisão, deixando de lado o salto "Hypolito", considerado muito arriscado. O brasileiro fazia uma boa apresentação, mas caiu na última aterrissagem e desperdiçou qualquer chance de brigar por uma medalha. Perplexo, ele sequer saudou o público ao se levantar. Depois, chorou e foi sincero.
- Estou decepcionado. Não sei o que aconteceu. Eu estou na minha melhor fase. Não acreditei quando caí, simplesmente não acreditei. Eu, mais do que qualquer pessoa, queria muito essa medalha. Peço desculpas aos brasileiros que acreditaram em mim, mas dessa vez não deu – disse o ginasta, de 21 anosSe decepção é uma palavra forte para resumir a campanha de Jade Barbosa, fica a impressão também que a ginasta poderia ter obtido resultados melhores. Bronze no individual geral no Mundial de Stuttgart, no ano passado, a atleta de 17 anos ficou em décimo lugar em Pequim. Jade também não foi bem no solo, uma de suas especialidades, e sequer chegou à final. Depois, no salto sobre o cavalo, errou nas suas duas passagens e acabou em sétimo.
Na disputa por equipes, Jade compôs a equipe brasileira que, ao lado de Daniele Hypolito, Ana Cláudia Silva, Daiane dos Santos, Laís Souza e Ethiene Franco, classificou-se pela primeira vez para uma decisão olímpica. O oitavo e último lugar na final, se não pode ser visto como ruim, também não chega a empolgar, já que o Brasil terminou em quinto no último Mundial.

Desacreditada pelo técnico, Daiane é a única a fazer a final do solo
A última chance de medalha do Brasil veio representada por Daiane Santos no solo. A brasileira fazia uma apresentação boa, mas pisou duas vezes fora da área delimitada e terminou em sexto lugar.
Decepção? Não desta vez, já que a ginasta não era apontada nem pelo próprio técnico, o ucraniano Oleg Ostapenko, como uma das credenciadas a subir ao pódo. Porém, aos 25 anos, Daiane dificilmente voltará a participar das Olimpíadas. E deve ter se lembrado de Atenas, quando era favoritíssima no solo, mas errou e acabou somente em quinto lugar.

 
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