sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Dibaba fica com a medalha de ouro nos 10.000m e quebra o recorde olímpico


Etíope confirma a tradição do seu país em provas de longa distância
Com o tempo de 29m54s66, Tirunesh Dibaba, da Etiópia, venceu a prova dos 10.000m e ficou com a medalha de ouro, e, de quebra, quebrou o recorde olímpico (a marca anterior era 30m17s49, da tambem etíope Derartu Tulu, conseguido em Sydney 2000). A prova não é a especialidade da atleta, que compete ainda nos 5.000m. A medalha de prata ficou com a turca Elvan Abeylegesse, que terminou a prova com 29m56s34. A americana Shalane Flanagan foi bronze com o tempo de 30m22s22. Nenhuma brasileira participou da prova.
A queniana que representa a Holanda nos Jogos, Lornah Kiplagat, liderou até a marca dos 7.000m, quando Elvan Abeylegesse tomou a ponta e brigou com Tirunesh Dibaba até a linha final. Na última volta, Diababa passou à frente e ficou com a vitória e a medalha de ouro de forma espetacular.
Esta foi a segunda prova que distribuiu medalhas neste primeiro dia do atletismo. Antes do 10.000m, o polonês Tomasz Majewski ficou o ouro no arremesso de peso.

João Gabriel sofre ippon, e judô brasileiro termina sua participação em Pequim


Brasil termina sua participação com três medalhas de bronze nestes Jogos
Fim da esperança da quarta medalha do judô brasileiro nestes Jogos Olímpicos de Pequim. No último dia de disputas no ginásio de Ciência e Tecnologia da capital chinesa, João Gabriel Schlittler foi derrotado por ippon pelo atual campeão mundial Teddy Rinner na final da repescagem do pesado.
João Gabriel chegou a dar sinais de que poderia avançar para a disputa do bronze. Logo no início, o judoca carioca conseguiu encaixar uma queda, mas Riner soube se defender e os juizes não deram nenhum ponto. O francês conseguia uma pegada melhor, o que dificultava as ações para Schlittler. Foi então que o campeão mundial conseguiu encaixar uma queda de quadril, derrubando o brasileiro e conseguindo o ippon com apenas 1m02s de combate

eliminatórias dos 1.500 m rasos


Bicampeão pan-americano, o brasiliense Hudson de Souza não conseguiu uma boa classificação e ficou fora das semifinais dos 1.500 m rasos. No Ninho de Pássaro, o atleta disputou a terceira bateria e ficou apenas na sétima colocação, com o tempo de 3min37s06.Hudson teve a estratégia de tentar forçar o ritmo apenas no fim da prova. Durante as três primeiras voltas, permaneceu na parte de trás do grupo de atletas. Nos 400 m finais, passou a aumentar o ritmo, fez ultrapassagens pela parte de dentro da pista, mas não agüentou o ritmo dos primeiros colocados na reta de chegada.O brasileiro chegou a reclamar de pisões de adversários, mas salientou que isso não lhe prejudicou "Acabou correndo todo mundo embolado e levei duas sapatilhadas. Mas não chegou a atrapalhar", afirmou ele, ao SporTV.
Nesta bateria, o líder foi o sul-africano Juan van Deventer, que fechou com o tempo de 3min36s32, marca bem acima da melhor do ano, que pertence ao queniano Daniel Kipchirchir Komen, com 3min31s49. Na mesma série, Arturo Casado, da Espanha, foi segundo (3min36s42), e Andy Baddeley, do Reino Unido, chegou em terceiro (3min36s47).
O melhor qualificado foi Rashid Ramzi, do Bahrein, que fez uma marca forte, com 3min32s89, seguido pelo marroquino Mohamed Moustaoui (3min34s80). O terceiro melhor entre as quatro séries foi Augustine Kiprono Choge, do Quênia, com 3min35s47.

Jade cai duas vezes e fica em 10º na ginástica; americana leva ouro

Uma queda no solo e outra no salto tiraram da brasileira Jade Barbosa a chance de disputar as primeiras colocações na final do individual geral da ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ela terminou a competição em décimo lugar, com 59,550 pontos.De qualquer forma, Jade superou a melhor posição obtida pelo Brasil na prova. Em Atenas-2004, Daniele Hypólito, que assistiu à competição desta sexta-feira em Pequim, conseguiu o 12º lugar. Ana Cláudia Silva, a outra brasileira na final, ficou em 22º lugar, com 56,875 pontos.A medalha de ouro foi para a norte-americana Anastasia Liukin, que somou 63,325 pontos. Ao som de "USA, USA", ela superou a compatriota Shawn Johnson, atual campeã mundial, que somou 62,725 pontos. Já a chinesa Yilin Yang conquistou o bronze, com 62,650 pontos.
"O individual geral é uma disputa bem acirrada. A Shawn, por exemplo, era a favorita, mas foi superada pela Nastia. Lá dentro é bem complicado. Eu tentei fazer o meu melhor", disse Jade.
O Brasil, que nunca ganhou uma medalha olímpica na ginástica artística, terá sua última chance em Pequim no domingo, com Daiane dos Santos e Diego Hypólito no solo e Jade Barbosa no salto.
Nesta sexta-feira, Jade entrou no Ginásio Nacional com pouca pressão. Afinal, as favoritas na prova eram as ginastas norte-americanas, chinesas e russas. Além disso, a brasileira começou a competição nos dois aparelhos em que tem mais dificuldade, as barras assimétricas e a trave.
Nas barras, Jade teve uma atuação correta, recebendo nota 15,075. Já na trave, apesar de um momento de desequilíbrio, a brasileira foi muito bem, marcando 15,500 pontos.
Com isso, a carioca foi para os seus dois principais aparelhos, o solo e o salto, com bastante tranqüilidade. Mas uma falha sobre o tablado colocou tudo a perder. Logo no começo de sua apresentação, Jade aterrissou mal depois de uma acrobacia e encostou o bumbum no chão.
O erro custou caro. Jade recebeu apenas 13,950 no aparelho. Ela, que começou a rotação em sétimo lugar, caiu para o décimo posto.
Abalada, Jade Barbosa voltou a errar. Mesmo com o apoio da torcida, que gritou palavras de incentivo, a atleta caiu na prova do salto, recebeu 15,025 pontos e enterrou de vez qualquer chance de medalha no individual geral em Pequim.
"A queda sempre atrapalha. Mas eu tinha que arriscar", disse Jade, que ainda não havia realizado em Pequim o exercício mostrado na prova de salto. "Eu já tinha treinado em outros lugares, mas não aqui. Tentei fazer para ver como era", completou.

Coordenador vê fim da "era Edinanci" e base pronta para Londres

Edinanci Silva saiu do ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim, na última quinta-feira, falando em futuro. "Se estiver motivada, continuo por mais um ciclo olímpico", disse. O coordenador técnico do judô brasileiro, Ney Wilson, no entanto, não vê mais nenhuma possibilidade de continuidade da veterana, que completa 32 anos neste mês.
"Não vejo como (Edinanci continuar). Ela é a história do judô feminino, era a grande liderança dessa equipe aqui na China. Cumpriu todo o papel que tinha que cumprir e a medalha da Ketleyn (Quadros) tem um pedacinho da Edinanci nela. Merecia ter terminado com medalha, mas brigou com todas suas forças e chegou a melhor colocação que tinha alcançado", comentou Ney Wilson, referindo-se ao quinto lugar da paraibana.
Após os três bronzes em Pequim, o coordenador vê uma base formada para as próxima Olimpíada, de Londres 2012.
"Essa equipe era inexperiente, só dois haviam estado em Atenas (Leandro Guilheiro e Edinanci) e só dois haviam estado em Sydney (Tiago Camilo e Denílson Lourenço). De 13 atletas, nove nunca tinham participado. Isso pesa um pouco, esse clima olímpico sempre mexe mais com o atleta", comentou Wilson."Se considerar esse ciclo olímpico que passou, só dois atletas estão fora do processo, a Edinanci e o Denílson. O resto pode continuar, depende de querer se manter ali. Para o atleta que fica muito tempo no topo, isso tudo é um desgaste e eles precisam de descanso. Mas temos tudo para chegar mais maduros, a base da equipe é essa e vale a pena investir nesse grupo para Londres."

Suguimati honra dia brasileiro, vai à semi e supera amigo

Em uma das últimas provas disputadas no primeiro dia de atletismo dos Jogos Olímpicos de Pequim, a honra brasileira foi salva por Mahau Suguimati. Morando no Japão há 16 anos, o goiano cravou 49s45 e terminou em terceiro lugar na primeira bateria eliminatória dos 400 metros com barreira, resultado que lhe garantiu uma vaga na semifinal.
A próxima fase será realizada neste sábado, novamente no Ninho de Pássaro, o Estádio Nacional. "O desempenho não foi muito bom, mas no final eu não estava cansado, então dei tudo de mim e consegui alcançar o pelotão. Tenho várias coisas para melhorar ainda. A corrida não foi muito boa e o tempo foi mais ou menos", ponderou Suguimati.
Os três primeiros classificados das baterias vão à final. Na bateria do nipo-brasileiro, completaram a relação o líder, o norte-americano Bershwan Jackson, com um tempo de 49s20, e o sul-africano Pieter de Villiers, 49s24.
Ao ser informado de que estava classificado às semifinais, Suguimati informou que os planos iniciais eram outros: apenas ficar à frente do amigo Keinji Narisako, que conheceu durante os treinamentos em Saitama, cidade japonesa onde mora, e chegou na bateria em quinto lugar, com um tempo de 49s63.
"Estava querendo ficar entre os três ou ganhar do japonês (risos)", provocou o nipo-brasileiro, explicando a amizade com Narisako. "Como eu moro no Japão e conheço ele, eu queria pelo menos ficar na frente dele", indicou.

Olimpíada pode terminar sem campeão geral unânime

Chineses e norte-americanos divergem em relação ao sistema de medalhas que definirá campeão olímpico; para COI, disputa "não existe" Não é só nas piscinas, quadras, pistas e campos que chineses e norte-americanos lutam pela liderança no quadro de medalhas da Olimpíada de Pequim. Os comitês olímpicos dos dois países usam métodos diferentes para definir a posição geral em que terminarão a competição. De um lado, os norte-americanos consideram a posição de acordo com o total de medalhas (ouro, prata e bronze). De outro, chineses e a maioria dos comitês concordam que é o número de medalhas de ouro que define o líder geral dos Jogos.Tal diferença, neste momento, permite que China e Estados Unidos comemorem o título de "país mais vencedor" desta Olimpíada. Os Estados Unidos estão em primeiro lugar de acordo com o seu próprio critério, e a China lidera sob seu próprio ponto de vista.
"Os Estados Unidos consideram tradicionalmente o número total de medalhas. Não é de hoje", disse ao iG Darryl Seibel, chefe da comunicação do Comitê Olímpico Norte-Americano. "A mídia norte-americana usa este critério e nós também usamos. Nem sei desde quando. Eu sou velho, mas nem tanto", completou. Renomados órgãos de imprensa norte-americanos como NBC, ESPN, Foxsports e Sports Illustrated adotam em seus sites, canais de TV e publicações o mesmo modelo ao divulgar o quadro.
No site oficial da Olimpíada (http://en.beijing2008.com/), logo na página de abertura, o critério usado é o total de ouros, colocando a China na frente. Ao abrir o quadro mais detalhadamente, em segundo plano, existe a posição da equipe caso o critério fosse o total de medalhas.
COI não reconhece competiçãoO Comitê Olímpico Internacional não decide a questão. De acordo com a entidade, o COI não incentiva este tipo de competição. "A Olimpíada é uma disputa de atletas e seleções. Não existe classificação geral de medalhas", disse ao iG Robert Roxburgh, da comunicação. "O quadro de medalhas que aparece no site da Olimpíada é meramente informativo, não tem um ranking associado a ele", completou. Mas Roxburgh não soube explicar o motivo pelo qual, se é meramente informativo, as medalhas não aparecem em ordem alfabética ou qualquer outro critério que não o total de ouros.
A reportagem do iG falou pelo telefone com Wang Chen, do Comitê Olímpico Chinês. Por solicitação dele, a pergunta sobre qual o critério utilizado pela China foi enviada por escrito, via fax. Após o envio, outras cinco tentativas foram feitas pelo telefone, sem sucesso na resposta. A reportagem visitou também a sala do comitê no Centro de Imprensa outras três vezes e foi informada que Chen não estava no escritório e ninguém mais podia responder a questão.
O site oficial do comitê da China, no entanto, indica aos seus leitores um link para acompanhar o quadro de medalhas que considera o número de ouros como definitivo.
Desde 1964A dúvida entre quem será o campeão caso cada uma das equipes siga na frente por critérios diferentes será uma discussão relativamente nova. A última vez que o fato ocorreu foi há 44 anos, na Olimpíada de Tóquio, em 1964. Na época, Os Estados Unidos ficaram com 90 medalhas, sendo 36 de ouro. A União Soviética chegou a 96 medalhas, com 'apenas' 30 douradas. Ou seja, pelo seu próprio critério, ironicamente, a história do esporte olímpico do país perde a disputa em terras japonesas, apesar de boa parte do mundo considerá-los campeões naquele ano.
A Olimpíada chega à metade e, por falta de consenso, a grande disputa dos Jogos, entre chineses e norte-americanos pelo quadro geral de medalhas, pode ficar sem um vencedor. Pelo menos sem um vencedor unânime.

Jogadoras reclamam falta de pagamento da CBB

Premiação pelo Sul-Americano teria sido quitada, mas falta de pagamento pela campanha no Pré-Olímpico tirou o foco do time, dizem atletas Kelly fez questão de não tirar a responsabilidade das costas das jogadoras. Segundo ela, o Brasil pecou demais em quadra na derrota contra a Rússia e mesmo durante toda a competição. Diz que o grupo é imaturo. Mas fez questão também de falar da falta de consideração da CBB na questão do não-pagamento de prêmios para algumas jogadoras.
“Cheguei da WNBA e não encontrei o grupo focado 100% na competição”, afirmou a pivô brasileira. “Os dirigentes poderiam dar mais tranqüilidade às jogadoras. O grupo deveria estar com a cabeça mais tranqüila, só pensando na Olimpíada”.
Embora não tenha dinheiro algum para receber da CBB, Adrianinha acredita que a ausência de pagamento não interfere na hora do jogo, pois a atleta está concentrada na partida. “Mas a falta de respeito da CBB com a gente é que aborrece”, disse a armadora brasileira. “A gente sai do país, fica longe da família, não é fácil”.
Dois são os prêmios cobrados pelas jogadoras.
O primeiro deles é referente ao Sul-Americano disputado na cidade de Loja, no Equador, em maio passado. Na ocasião, oito jogadoras deste grupo que está aqui em Pequim participaram da competição: Claudinha, Franciele, Mamá, Karla, Karen, Micaela, Chuca e Ega.
O segundo é pela classificação no Pré-Olímpico de Madri, quando o Brasil eliminou Cuba e acabou conquistando uma vaga para Pequim. Do grupo que está aqui em Pequim, apenas Adrianinha e Fernanda Beling não jogaram o torneio espanhol. Ega, uma espécie de porta-voz do grupo junto ao presidente da CBB, Gerasime Bozikis, garante que o prêmio do Sul-Americano foi pago. “Eu não acesso a minha conta pela internet porque tenho receio, mas as meninas disseram que a segunda e última parcela da premiação pelo Sul-Americano foi depositada esta semana”, informou a ala/pivô brasileira.
Só que o prêmio do Pré-Olímpico ainda não foi pago. “O Grego (apelido do presidente da CBB) não prometeu data para fazer o pagamento”, garante Ega. “Deve sair até o final do ano”.
Esse é o grande problema: a CBB (entenda-se Gerasime Bozikis, seu presidente) deveria deixar tudo claro para as jogadoras no momento da negociação. Quanto vai pagar, como vai pagar e quando vai pagar. Ao não se posicionar de maneira clara, dá margem a interpretações das mais variadas.
Ainda mais quando as jogadoras vêem na mídia que a entidade recebeu do Governo Federal a quantia de R$ 1.003.570,00 para a preparação das seleções masculina e feminina para os Jogos de Pequim. E, como os marmanjos não conseguiram se classificar, sobrou grana, raciocinam as atletas.
Por que então não fazer logo esse pagamento e liquidar a questão?

Brasileira desiste e está fora dos 3000m com obstáculos

Paulista Zenaíde Vieira da Costa se empolgou com a liderança, mas não aguentou o ritmo até o final
Estreante em Jogos Olímpicos, a paulista Zenaíde Vieira da Costa chegou a liderar sua bateria olímpica dos 3000m com obstáculos. Bronze nos Jogos Pan-americanos, ela deu a impressão de que conseguia a classificação para as semifinais, mas se cansou e desistiu na metade da prova.
Desta forma, a vitória na série ficou com a queniana Eunice Jepkorir, que venceu a última série com 9min21s31.

Brasil está 48 anos atrasado nos 100 metros rasos

Melhor tempo de Vicente Lenílson em Pequim para a prova daria ao Brasil o ouro na Olimpíada de 1960 em Roma
O melhor tempo do melhor corredor brasileiro dos 100 metros rasos na atual Olimpíada de Pequim daria ao Brasil uma medalha de ouro na prova em 1960. Vicente Lenílson, na primeira bateria, cravou o tempo de 10.26, e com ele não estaria no topo do pódio se corresse em qualquer um dos últimos 12 Jogos, contando com o atual.
Lenílson se classificou para a fase eliminatória com o tempo de 10.26. Na disputa seguinte, no entanto, sequer conseguiu repetir o resultado e, com 10.31, ficou fora da semifinal. Ele ainda superou o outro brasileiro classificado, José Carlos Moreira, com 10.32. Os dois ficaram com a 27ª e 28ª posições, respectivamente, no geral.
Antes de Pequim, o melhor tempo de Vicente Lenílson é 10.13, segundo o próprio atleta. Ele não é suficiente para bater o tempo de Robson Caetano na única vez que o Brasil fez parte da final dos 100 metros rasos, em Seul 1988. Na época, Robson marcou 10.11, tempo que lhe daria o ouro em Moscou, 1980.

Corrida dos Carteiros 2008





































NomesClass.GeralClass.Faixa EtariaTempoRitmo
Giselda Mendes24444' 43''4' 28''
Sueli Rangel551052' 01''5' 12''
Edilson Nadal88937' 06''3' 42''
Claudio Santana3173545' 37''4' 33''

 
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