sábado, 16 de agosto de 2008

As brasileiras Camila Carvalho (dir) e Luciana Granato competem em Pequim


Fabiana Murer do Brasil se classifica para as finais do salto com vara após pular 4,50 m


O brasileiro Robenilson Vieira (dir) luta contra Anvar Yunusov do Tadjiquistão



A brasileira Lucimar de Moura (esq) corre ao lado da americana Lauryn Williams na prova feminina dos 100 m

COBERTURA DO ECLIPSE LUNAR PARCIAL



Vejá o melhor desta noite.

É de graça.

COI expulsa atleta sueco que jogou medalha no chão

A Comissão Disciplinar do COI desclassificou e retirou a medalha de bronze do lutador sueco Ara Abrahamian, que jogou seu prêmio no chão, zangado por não ter conseguido um melhor resultado.
Além disso, Abrahamian teve sua credencial olímpica cancelada, isto é, seu visto de permanência no país foi invalidado. A saída da China do atleta deve ser acertada nos próximos dias entre Comitê Olímpico sueco e as autoridades asiáticas.
Nenhum outro concorrente receberá o bronze, anunciou o COI.
Abrahamian ganhou a medalha na categoria 84 quilos de luta greco-romana nos Jogos Olímpicos de Pequim.
O sueco, prata em Atenas 2004, chegou a Pequim obcecado com o ouro, mas perdeu em semifinais perante o italiano Andrea Minguzzi em um combate, segundo ele, mal Após a cerimônia de entrega de medalhas, Abrahamian desceu do pódio, atirou a medalha de bronze no centro da quadra e foi embora. "Não me importa esta medalha, eu queria o ouro", assegurou.
A medalha foi recolhida e devolvida ao Comitê Organizador. O COI, após conhecer o gesto de Abrahmian, enviou o caso a sua Comissão Disciplinar, que decidiu neste sábado a favor da desqualificação do lutador.

Mais Uma do Jardel


Está em despacho da Agência Estado: Jadel Gregório, o principal nome do atletismo brasileiro, ficou sem técnico em Pequim. Pedro Henrique de Camargo Toledo, o Pedrão, veio à China e se mandou na semana passada.
Isso é o que está nos jornais brasileiros. Agora, o que eu sei.
Pedrão foi convidado pelo pessoal do atletismo e do COB para acompanhar Jadel, e acabou sendo colocado num quarto de hotel decrépito na capital chinesa. Prometeram que logo iriam procurá-lo para se juntar à delegação. Ficou uma semana no quarto do hotel e não recebeu um telefonema sequer. Com naturais dificuldades de comunicação, todos na China as têm, passou esses dias a pão e queijo, que era o que conseguia identificar no mercadinho perto de onde se hospedou. Mal saía do quarto, porque temia que telefonassem e não o encontrassem.
Pedrão não é nenhum garoto. Foi técnico do João do Pulo em Montreal/1976 e Moscou/1980. É um veterano respeitadíssimo na história do atletismo brasileiro. Tem quase 70 anos. Um amigo o encontrou aqui, largado pelos dirigentes e pelo Jadel (na foto, o triplista na Vila Olímpica). Outro amigo cuidou de mudar sua passagem, lhe dar uma refeição decente e mandá-lo de volta para o Brasil.Antes de embarcar, Pedrão pediu apenas uma coisa: que este amigo o levasse a alguma lojinha onde pudesse comprar camisetas da Olimpíada para dar de presente aos netinhos. Queria mostrar, na volta, que realmente esteve em Pequim, e que lembrou deles.
Enquanto ninguém, aqui em Pequim, lembrava dele, Pedrão.

Bolt é ouro com novo recorde mundial dos 100 metros rasos


Velocista venceu com autoridade ao marcar 9s68; Asafa Powell terminou apenas na quinta colocação
O jamaicano Usain Bolt confirmou todas as expectativas e garantiu a medalha de ouro na prova dos 100m nos Jogos Olímpicos de Pequim com direito a novo recorde mundial. Na disputa contra o compatriota Asafa Powell, ele marcou 9s68.
Em segundo lugar ficou Richard Thompson, de Trinidad e Tobago, com o tempo de 9s89, e o bronze ficou com o norte-americano Walter Dix, com 9s81.
Atual recordista mundial da prova, Bolt tem como especialidade os 200m, prova que ainda vai disputar em Pequim. Esta é sua segunda participação olímpica. Mas em Atenas-2004, ele correu apenas os 200m e não passou nem das eliminatórias.
De lá para cá, conquistou o vice-campeonato mundial dos 200m e surpreendeu o mundo em maio ao bater o recorde da prova mais veloz do atletismo, marcando 9s72, em Nova York.
Já Powell fracassa em mais uma tentativa de título olímpico. Quatro anos atrás, em Atenas, ele chegou como favorito, mas terminou apenas na quinta colocação.

Lucimara quebra recorde sul-americano de 25 anos no heptatlo


A brasileira Lucimara Silvestre quebrou o recorde sul-americano do heptatlo neste sábado em Pequim. Ao fazer 6.076 pontos, Lucimara bateu a marca anterior de 6.017 pontos, que pertencia á também brasileira Conceição Geremias desde os Jogos Pan-Americanos de Caracas-1983. Entretanto, Lucimara terminou somente na 18ª colocação na classificação geral.A medalha de ouro foi para a ucraniana Nataliia Dobrynska, que somou 6733 pontos ao longo das disputas. A prata ficou Lyudmila Blonska, também da Ucrânia, que marcou 6700 pontos. A.norte-americana Hyleas Fountain, com 6619 pontos, ficou com o bronze.
O heptatlo é disputado em dois dias, com sete provas no total (100 m com barreiras, salto em altura, arremesso de peso, 200 m rasos, salto em distância, lançamento de dardo e 800 m rasos).
Lucimara chegou à última prova, os 800 m rasos, na 21ª posição. Com os 876 pontos conquistados após a terceira posição na sua bateria, Lucimara ganhou três posições e quebrou o recorde sul-americano.
A atleta se destacou nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, quando ganhou a medalha de bronze mesmo com uma torção no pé e a recomendação dos médicos de que abandonasse a disputa. Em Pequim, ela já havia dito que a grande meta dela era melhorar sua marca. Com o recorde, o objetivo foi cumprido.

Cielo recebe medalha errada no pódio

Organização troca o ouro dos 50m masculino pelo do feminino, nadador brasileiro pede pela sua e erro é desfeito durante a coletiva de imprensaNos 50 metros livre, César Cielo conquistou o primeiro ouro olímpico da natação. Mas o nadador recebeu a medalha errada no pódio dos Jogos de Pequim. Por um erro da organização, ao invés da sua, ele foi premiado com o ouro dos 50 metros feminino. O erro só foi percebido após o Hino Nacional.

- Na verdade eu recebi a medalha errada. Na minha medalha está escrito 'Para mulheres, 50 metros' - contou o nadador, que foi reclamar com a organização.
O vacilo demorou a ser desfeito. Após sair do pódio e tirar fotos, nadadores brasileiros invadiram a área de competição do Cubo d’Água e fizeram uma grande festa. Ali, permanecia a medalha errada. Depois de muito comemorar, Cielo foi para a coletiva de imprensa, quando, finalmente, chegou uma chinesa para trocar os ouros.

A medalha foi entregue dentro de um saquinho, que Cielo fez questão de não abrir:
- A minha de bronze já está toda arranhada. Daqui a pouco vou tirar um pouco, dar uma olhada e pôr no saquinho de novo.

 
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