domingo, 2 de novembro de 2008

Brasileiro Marílson Gomes dos Santos é bicampeão da Maratona de Nova York


Com as longas luvas pretas, maratonista é campeão ao fazer 2h08m43sComo aconteceu em 2006, Marílson Gomes dos Santos venceu neste domingo a Maratona de Nova York. Novamente com as longas luvas pretas, que o protegiam do frio de seis graus, o brasileiro chegou na frente com o tempo de 2h08m43s. Com o resultado, o brasiliense, que é o único sul-americano a sagrar-se campeão da prova, que é uma das mais importantes do mundo, garantiu mais uma vez o prêmio de US$ 600 mil (cerca de R$ 1,3 milhão), além de repetir o roteiro do vencedor, que se encerra no pregão da Bolsa de Valores de Nova York. Na edição de 2007, o brasileiro terminou em oitavo lugar. O tempo de Marílson ficou longe do recorde mundial da distância (2h03m59s), em poder do etíope Haile Gebrselassie, obtido na Maratona de Berlim, em setembro de 2008.

Confira a galeria de fotos do bicampeonato de Marílson em Nova York

O marroquino Abderrahim Goumri chegou em segundo lugar, com o tempo de 2h09m07s, seguido pelo queniano Daniel Rono (2h11m22s). Participaram da prova atletas de renome como o ex-recordista mundial da distância Paul Tergat, do Quênia, que terminou em quarto lugar, e o sul-africano Hendrick Ramaala, vencedor da prova em 2004, que cruzou a linha de chegada na 12ª posição.

Marílson se manteve no pelotão de elite durante toda a prova. Perto do fim, Goumri aumentou o ritmo, e o brasileiro passou a perseguí-lo. A cerca de dois quilômetros da linha de chegada, Marílson ultrapassou Goumri e disparou na liderança, abrindo quase um minuto de vantagem sobre o adversário.
Além das conquistas nos Estados Unidos, Marílson tem em seu currículo os títulos de 2003 e 2005 da Corrida de São Silvestre, prova realizada todo dia 31 de dezembro, em São Paulo. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto de 2008, ele não terminou a prova. Na Meia Maratona do Rio de Janeiro, válida pelo campeonato mundial da distância, ficou em oitavo.

Confira os primeiros colocados no masculino
1 Marílson Gomes dos Santos (BRA) - 2h08m43s

2 Abderrahim Goumri (MAR) - 2h09m07s

3 Daniel Rono (QUE) - 2h11m22s

4 Paul Tergat (QUE) - 2h13m10s

5 Abderrahime Bouramdane (MAR) - 2h13m33s

6 Abdi Abdirahman (EUA) - 2h14m17s

7 Josh Rohatinsky (EUA) - 2h14m23s

8 Jason Lehmkuhle (EUA) - 2h14m30s

9 Hosea Rotich (QUE) - 2h15m26s

10 Bolota Asmerom (EUA) - 2h16m37s

11 Luke Humphrey (EUA) - 2h18m38s

12 Hendrick Ramaala (AFS) - 2h19m11s

13 Mohammed Awol (ETI) - 2h19m13s

14 Kassahun Kabiso (ETI) - 2h19m54s

15 Jacob Frey (EUA) - 2h20m17s

Inglesa Paula Radcliffe vence no feminino
Na disputa feminina, Paula Radcliffe, atual recordista mundial da distância, foi a campeã da Maratona de Nova York com o tempo de 2h23m56s. Em segundo ficou a russa Ludmila Petrova, com 2h25m43s. Completou o pódio a americana Kara Goucher, que marcou 2h25m53s.

Na última curva, Hamilton ganha o título e faz história no quintal de Massa


Brasileiro vence diante da torcida apaixonada em Interlagos, mas inglês chega em quinto e se torna o mais jovem campeãoDiante de uma torcida apaixonada em Interlagos, Felipe Massa fez o que tinha de fazer. O brasileiro da Ferrari ganhou o GP do Brasil após comandar a prova de ponta a ponta. Ganhou, mas não levou. Por uma questão de segundos. Na última curva de uma corrida dramática, Lewis Hamilton pulou da sexta para a quinta posição e fez história no quintal de seu maior adversário. Sob vaias, o inglês da McLaren se tornou, aos 23 anos, o mais jovem piloto e o primeiro negro a conquistar um título da Fórmula 1.
Nas voltas finais, com o retorno da chuva, os brasileiros que lotavam o autódromo viram duas reviravoltas incríveis. Hamilton foi ultrapassado pelo alemão Sebastian Vettel, da STR, criando um cenário de título para Massa. A euforia da Ferrari durou apenas alguns segundos. Para ser campeão, o inglês precisava retomar a quinta posição. O banho de água fria na torcida veio na curva derradeira, quando Vettel e Hamilton, de uma só vez, ultrapassaram o alemão Timo Glock, da Toyota, que não tinha parado nos boxes para colocar os pneus de pista molhada.Com apenas um ponto de vantagem para o rival, o inglês calou Interlagos. Calou apenas por alguns instantes, porque o silêncio logo deu lugar às vaias. Ainda assim, Hamilton fecha a temporada com o título e a certeza de que é capaz de controlar a ansiedade em momentos decisivos. Durante a maior parte da corrida, ele foi cauteloso e se manteve distante dos rivais, tanto à sua frente como atrás. No fim, viveu momentos de tensão, mas o último sentimento foi de alívio e alegria, com um abraço emocionado na família.
Nos boxes da Ferrari, todos explodiram de alegria quando Massa cruzou a linha de chegada. A família do piloto, abraçada, pulava e festejava o título. A festa foi interrompida de forma brusca poucos momentos depois, com a notícia de que Hamilton ganhara a quinta posição. De um instante para o outro, as fisionomias eufóricas deram lugar à tristeza do título perdido.
O espanhol Fernando Alonso, da Renault, terminou em segundo, seguido por Kimi Raikkonen, companheiro de Massa na Ferrari. O brasileiro Rubens Barrichello chegou em 15º, e Nelsinho Piquet abandonou na primeira volta.
A corrida
Na largada, Massa escapou na frente e as posições se mantiveram na primeira curva. Preocupado em não atrapalhar Hamilton, Kovalainen perdeu lugar para Vettel e Alonso. Com menos de uma volta, o fim de uma carreira: David Coulthard, da RBR, tocou a traseira de Nelsinho, rodou e deixou a prova. O brasileiro também abandonou, e o safety car foi acionado, aumentando ainda mais a carga de drama.
Após três voltas, ainda com a pista molhada, os pilotos voltaram a acelerar e a corrida prosseguiu. Alonso atacava Vettel, mas Hamilton mantinha a cautela, ciente de que a quarta posição lhe daria o título.
Na décima volta, Alonso, Webber, Vettel e Rubinho foram para os boxes e colocaram pneus secos. Logo depois, Massa seguiu o mesmo caminho - desta vez, com o pirulito manual, para evitar a lambança eletrônica de Cingapura. Aos poucos, os outros pilotos fizeram o mesmo, inclusive Hamilton.
Massa seguia tranqüilo na ponta
Em meio a um festival de deslizadas na pista, o cenário era perfeito para Massa. Na 12ª volta, o brasileiro liderava a prova, e Hamilton estava em sétimo. O inglês passou a sexto logo depois, ultrapassando Trulli. Na volta de número 17, com uma bela ultrapassagem, o inglês deixou Fisichella para trás e voltou para sua zona de conforto, em quinto lugar.
Àquela altura, quem voava na pista era Vettel, então segundo colocado. Na volta 21, ele fez o melhor tempo até aquele momento, virando em 1m14s565, nos calcanhares de Massa. O brasileiro deu o troco logo depois, com 1m14s161. O alemão fez sua segunda parada, e Alonso assumiu a segunda posição. Hamilton pulou para quarto e não era ameaçado por ninguém.
O inglês estava tão à vontade que roubou de Massa a volta mais rápida, com 1m14s159. A alegria durou pouco, porque Glock, então quinto colocado, virou em 1m14s057. Na volta seguinte, Massa retomou o posto de mais veloz da tarde, com 1m13s755.
Na 36ª volta, Massa foi para a segunda parada e os outros pilotos o seguiram, criando uma dança das cadeiras nas posições. Após os reabastecimentos, o brasileiro retomou a ponta, pressionado por Vettel, enquanto Hamilton se mantinha no confortável quarto lugar.
As posições se mantiveram até a 63ª volta, quando a chuva voltou. A oito voltas do fim, o drama se instalou em Interlagos. Todos os pilotos estavam com pneus de pista seca, o que aumentava o risco de um acidente. A torcida brasileira, obviamente, secava Hamilton, que passou a sofrer com a pressão de Vettel.
Raikkonen e Alonso pararam. Logo depois, a quatro voltas do fim, Hamilton e Massa foram para os boxes. O inglês gastou 6.1s na parada e voltou em quinto, enquanto o brasileiro ficou parado 5.5s e manteve a ponta.
O desfecho foi eletrizante. A torcida para que Vettel ultrapassasse Hamilton nas últimas voltas deu certo. em sexto, o inglês via o título escapar entre os dedos, mas a sorte mudou novamente. Ele pegou carona com o próprio Vettel e os dois ultrapassaram de uma vez Timo Glock, na manobra que decidiu o campeonato e jogou um balde de água fria em Interlagos.

 
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