domingo, 28 de setembro de 2008

Haile Gebrselassie quebra o recorde mundial na maratona em Berlim


Etíope, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, supera própria marca e é o primeiro do mundo a correr abaixo de 2h04mO etíope Haile Gebrselassie quebrou o recorde mundial da maratona ao correr a distância em Berlim em 2h03m59s. É a primeira vez que um atleta consegue percorrer os 42,195 km da prova abaixo das 2h04m.
Gebrselassie, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, por conta da poluição do ar da capital chinesa, melhorou seu próprio recorde - conquistado há um ano também na capital alemã - que era de 2m04s26. Ele teve a companhia no pódio dos quenianos James Kwambai e Charles Chamati.

- O domingo foi perfeito. Cheguei a Berlim com um pequeno problema muscular na panturrilha, e isso me deixou algumas dúvidas antes da prova. Felizmente foi tudo bem. Sempre que venho a Berlim espero fazer alguma coisa boa. Esta é a minha cidade da sorte - disse o etíope, de 35 anos de idade.

No feminino, a alemã Irina Mikitenko fez a festa da torcida local ao vencer com o tempo de 2h19m18s. A etíope Askala Magarsa ficou em segundo, enquanto a queniana Helene Kirop terminou em terceiro lugar.

Alonso vence a corrida noturna de Cingapura e encerra jejum de um ano


Ferrari erra no pit stop de Massa, e Hamilton abre sete pontosFernando Alonso, da Renault, acabou com um jejum de um ano e venceu o GP de Cingapura, a primeira corrida noturna e a 800ª da história da Fórmula 1. O espanhol contou com a sorte ao fazer seu primeiro pit stop na 13ª volta, duas antes da primeira entrada do safety car, ocasionada pelo acidente de Nelsinho Piquet, companheiro do bicampeão mundial em 2005 e 2006. Ele não era o primeiro desde a Itália em 2007, quando ainda estava na McLaren.
Nico Rosberg, da Williams, foi o segundo, seguido por Lewis Hamilton, da McLaren. O inglês aumentou a vantagem no campeonato para sete pontos, após a Ferrari acabar com a corrida de Felipe Massa no primeiro pit stop. O brasileiro estava parado na posição correta enquanto aguardava o fim do reabastecimento, quando a equipe acendeu o sinal verde e o liberou para sair, com a mangueira ainda engatada. Ele teve de parar no fim do pit lane e aguardar a chegada dos mecânicos para resolver o problema.
Como se não bastasse, a Ferrari ainda liberou Felipe Massa no pit lane em cima do alemão Adrian Sutil, da Force India, o que ocasionou uma punição com drive through (passagem pelos boxes). O brasileiro passou o resto da corrida nas últimas posições, sem poder fazer muito, que encerrou a prova no 13º lugar. Ele terá de tentar a recuperação no GP do Japão, que será disputado no dia 12 de outubro, no circuito de Monte Fuji.
Após largar na pole, Felipe Massa conseguiu manter a posição com folga na primeira curva. O brasileiro logo abriu uma boa vantagem para Lewis Hamilton, que se manteve em segundo, também com folga. Kimi Raikkonen, que saiu em terceiro, também se manteve, mas em um ritmo mais lento que os dois ponteiros.
Massa manteve um bom ritmo de corrida, com voltas meio segundo mais rápidas que as de Hamilton. Em terceiro, Raikkonen começou a apertar o ritmo e fazer as melhores voltas da prova. Próximo da primeira rodada de pit stops, na 16ª volta, Nelsinho Piquet errou na parte final do circuito e acertou o muro, provocando a entrada do safety car.
O brasileiro tinha aberto uma vantagem de cinco segundos para Hamilton, mas o safety car deixou todos os carros juntos. Neste instante, Robert Kubica, da BMW Sauber, e Nico Rosberg, da Williams, entraram nos boxes fechados e foram punidos, mais tarde, com um stop and go de dez segundos.
Na 18º volta, o pit lane foi aberto e a maioria dos pilotos entrou para fazer a primeira parada. Então, a Ferrari jogou fora a corrida de Felipe Massa. O brasileiro estava parado na posição e a equipe, pelo sinal luminoso, autorizou a saída do brasileiro, ainda com a mangueira do reabastecimento engatada no carro. De quebra, ele ainda saiu em cima de Adrian Sutil, o que provocou um drive through para Massa após a saída do safety car.
Nico Rosberg, que ainda teria de cumprir a punição, liderava a prova, com Jarno Trulli em segundo e Giancarlo Fisichella em terceiro. Robert Kubica, também antes do drive through, era o quarto, à frente de Fernando Alonso, que tinha feito seu pit stop duas voltas antes do acidente de Nelsinho. Lewis Hamilton, nesta altura, era o oitavo, logo atrás de David Coulthard, da RBR. Felipe Massa amargava a 17ª e última posição, já com a corrida comprometida.
Após o cumprimento das punições por Rosberg e Kubica, além dos pit stops de Trulli e Fisichella, Fernando Alonso assumiu a liderança da prova, com uma certa folga. O espanhol ainda conseguiu fazer sua segunda parada e voltar na primeira posição, logo à frente de David Coulthard e Lewis Hamilton. O inglês fez a ultrapassagem sobre o escocês em seguida, logo antes do pit stop de ambosNa 52ª volta, Jarno Trulli ficou lento no circuito, sentindo o desgaste físico da corrida em Cingapura. O italiano atrapalhou Felipe Massa, que rodou na parte final do circuito, mas apenas tocou a proteção antes do muro. O brasileiro conseguiu voltar, segundos antes da escapada de Adrian Sutil, que acertou o mesmo lugar de frente e provocou a segunda entrada do safety car.
Fernando Alonso teve sua vantagem de quase dez segundos reduzida a nada, com Nico Rosberg em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Felipe Massa se mantinha na 15ª posição, sem nenhuma chance de chegar na zona de pontuação. Na relargada, Alonso abriu uma boa vantagem em relação ao alemão da Williams, que era atacado pelo líder do campeonato. O espanhol abriu seis segundos, enquanto o inglês da McLaren resolveu se contentar com a terceira posição.
A quatro voltas do fim, Kimi Raikkonen, que estava na quinta posição, acertou os redutores de velocidade na curva 10 e bateu no muro da saída da curva. O finlandês conseguiu levar o carro para a área de escape e evitou mais uma entrada do safety car. Sebastian Vettel, que estava sossegado, herdou o posto deixado pelo atual campeão mundial.

sábado, 27 de setembro de 2008

Proximos Eventos

MEETING DO SESI


LOCAL: OSASCO - SP


HORA: 8:00


DIA: 19/10/08


EVENTO VOLTADO AO COLABORADOR DE INDUSTRIA ASSOSSIADA AO SISTEMA CIEP/SESI.


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CORRIDA TRES EM UMA



LOCAL: MOGI DAS CRUZES - SP



HORA: 9:00



DIA: 02/11/08



CORRIDA EM PERCURSO TOTALMENTE PLANO, BOM PARA BAIXAR TEMPO.



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SEGUNDA MAIOR PROVA DE 10KM DE SÃO PAULO

LOCAL: PARQUE DO IBIRAPUERA -SP

HORA: 8:00

DIA: 23/11/08

PROVA EM EXCELENCIA EM ORGANIZAÇÃO.

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PARA QUE GOSTA DE CORRER EM EQUIPE, PARTICIPE.

LOCAL: AUTÓDROMO DE INTERLAGOS - SP

HORA: 8:00

DIA: 16/11/08

SEJA UM CAMPEÃO IGUAL AO SENNA.

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ULTIMA SELETIVA PARA SÃO SILVESTRE

LOCAL: AV: CRUZEIRO DO SUL -SP

HORAS: 9:00

DIA: 14/12/08

EXCELENTE PROVA PARA BAIXAR TEMPO ANTES DA SÃO SILVESTRE.

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A PROVA SHOW DO BRASIL

LOCAL: AV: PAULISTA - SP

HORAS: 15:00

DIA: 31/12/08

HORARIO RUIR PARA ORGANISMO HUMANO, MAS EXCELENTE PRA MENTE.

BOM ANO NOVO - 2009



quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Equipe de 8 Atletas Mista é um sucesso no PA








A nossa participação na maratona pão de açucar foi excelente pois com 4 atletas titular a menos, tivemos que Substituir dois atletas e outros dois tiveram que correr duas vezes, mostrando superação num dia frio com chuva, mas abençoado por DEUS.
Ficamos em 33° Lugar entre 16739 equipes de 8 com 3h 10' 38''

16ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento foi um sucesso






A 16ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento de São Paulo, realizada no último domingo (21 de setembro), foi um sucesso. Apesar de uma manhã fria e chuvosa, a prova contou com a participação de 30 mil corredores, além da presença especial do prefeito da cidade, Gilberto Kassab, e do secretário municipal de esportes, Walter Feldman. Maurren Maggi, atleta Pão de Açúcar e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, também prestigiou o evento.
A equipe Mabesa do Brasil de 4 atletas ficou 22° lugar entre 5307 equipe de 4 com o tempo de 2 h 51' 04''.

10km Penha




Atleta Sueli Rangel Participou No dia 19/9/2008 dos 10k Penha, uma das provas mais antiga de São Paulo.

Sueli Rangel: 57 (class geral) / 10 (faixa etaria) / 52' 03'' tempo

terça-feira, 23 de setembro de 2008

6ª Etapa do Circuito de Corridas dos Amigos da Riviera




Resultado Final:

Edilson Nadal: 3° lugar geral com tempo de 20' 52''
Carlos Torres: 5° lugar na categoria com tempo de 24' 59''

Aconteceu no dia 07 de setembro (Domingo), a 6ª etapa do Circuito de Corridas dos Amigos da Riviera – Tour 2008, com um percurso de 6 km para a corrida e 3,5 km para a caminhada.
Mesmo com um tempo que não colaborou muito com o feriado, cerca de 200 pessoas participaram da corrida que já se tornou uma tradição para os freqüentadores da Riviera de São Lourenço.
A largada da corrida na Categoria Infantil foi às 8h00 e a dos adultos às 8h30, em frente ao Pavilhão do SIV. A largada dos caminhantes foi na seqüência. Como de costume, após a corrida, os participantes concorreram a sorteios de jantares nos Restaurantes Gaiana e Maremonti e se deliciaram com um belíssimo café da manhã.
Fique atento à próxima e última etapa do ano: dia 22 de novembro.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ouro em Pequim, Bolt aceita convite para treinar no Real


Atleta mais rápido do mundo, destaque dos Jogos Olímpicos de Pequim em agosto, irá para o clube espanhol
MADRI - O velocista jamaicano Usain Bolt, um dos grandes nomes dos Jogos Olímpicos de Pequim, aceitou o convite para treinar no Real Madrid.
Veja também: Bolt poderia correr 100m em 9s55, segundo cientistas
O campeão olímpico e recordista mundial dos 100 metros e 200 metros rasos disse que aceitou o convite feito pelos dirigentes espanhóis e deixou clara sua admiração pelo clube de Madri.
"Fui convidado pelo Real Madrid para treinar no clube. Definitivamente, irei para lá. Acho que Raúl e van Nistelrooy são alguns dos maiores artilheiros de sempre", assinalou.
O homem mais rápido do mundo disse ser um antigo admirador do atacante holandês Ruud van Nistelrooy. "Acompanho van Nistelrooy desde quando ele atuava pelo Manchester United", declarou Bolt.

domingo, 21 de setembro de 2008

F-Superliga: com sorte, PSV vence, e Corinthians é o décimo na segunda prova

Com sorte, o PSV Eindhoven, comandado pelo holandês Yelmer Buurman, venceu a segunda corrida da etapa de Nürburgring da Fórmula Superliga. Ele se beneficiou de um problema no carro do Roma, que liderou a corrida desde o início com Enrico Tocaccelo, e terminou a prova 0s611 à frente do Anderlecht, de Craig Dolby. Davide Rigon, do Beijing Guoan, líder do campeonato, completou o pódio, a 1s630 do primeiro colocado.

Mesmo com a falha, o Roma ainda salvou a quarta posição, à frente do Porto, de Tristan Gommendy. O Milan, que venceu a primeira corrida com o holandês Robert Doornbos, ficou na sexta posição, após ultrapassar o Galatasaray de Alessandro Pier Guidi na última volta. O Sevilla, com Borja Garcia, foi o oitavo, seguido pelo Atlético de Madri, pilotado por Andy Soucek.

O Corinthians, de Antonio Pizzonia, não repetiu o bom desempenho da primeira corrida e terminou apenas na décima posição. O amazonense não conseguiu acompanhar o ritmo de seus rivais. Já o Flamengo abandonou mais uma vez, após receber um toque na segunda volta e ter seu pneu traseiro furado. Com isso, Tuka Rocha ficou mais uma vez na 16ª colocação.

A próxima rodada dupla da Fórmula Superliga será disputada no circuito de Zolder, na Bélgica, nos dias 4 e 5 de outubro.

Roma lidera, mas problema tira vitória do clube italiano
Na largada, o Roma manteve a ponta, seguido pelo Liverpool, que ultrapassou o Flamengo. Tuka Rocha, entretanto, abandonou em seguida com um pneu furado após ser acertado pelo dinamarquês Kasper Andersen, do Olympiacos, em uma frustrada tentativa de ultrapassagem.

Já o Corinthians, após perder a chance de vencer a primeira bateria em um pit stop muito ruim, fazia outra boa corrida e chegou a ocupar o sexto lugar antes da janela de paradas nos boxes. Entretanto, Antonio Pizzonia perdeu posições e, mesmo com a melhor volta da prova, o amazonense não passou da décima posição.
Na frente, o Roma era pressionado pelo Liverpool de Adrian Valles, que, entretanto, abandonou a prova na quinta volta com problemas mecânicos. Toccacelo respirou e manteve a ponta sem problemas até a entrada do safety car na 17ª passagem, por causa de uma rodada de James Walker, do Glasgow Rangers.
Na relargada, a Roma manteve a ponta, mas Toccacelo teve problemas em seu carro a poucos minutos do fim e perdeu posições para os carros de PSV Eindhoven, Anderlecht e Beijing Guoan. No fim, Yelmer Buurman acabou premiado com a sorte e levou o time holandês à sua primeira vitória no campeonato.

Confira o resultado final da segunda corrida em Nürburgring:
1 - PSV Eindhoven (Yelmer Buurman) - 25 voltas em 46m41s041
2 - Anderlecht (Craig Dolby) - a 0s611
3 - Beijing Guoan (Davide Rigon) - a 1s630
4 - Roma (Enrico Tocaccelo) - a 6s574
5 - Porto (Tristan Gommendy) - a 7s914
6 - Milan (Robert Doornbos) - a 8s318
7 - Galatasaray (Alessandro Pier Guidi) - a 8s713
8 - Sevilla (Borja Garcia) - a 9s060
9 - Atlético de Madri (Andy Soucek) - a 9s418
10 - Corinthians (Antonio Pizzonia) - a 10s075
11 - Al Ain (Andy Zuber) - a 1 volta
12 - Glasgow Rangers (James Walker) - a 10 voltas
13 - Basel (Max Wissel) - a 12 voltas
14 - Liverpool (Adrian Valles) - a 21 voltas
15 - Olympiacos (Kasper Andersen) - a 23 voltas
16 - Flamengo (Tuka Rocha) - a 24 voltas
17 - Tottenham Hotspur (Duncan Tappy) - a 24 voltas
18 - Borussia Dortmund (Nelson Philippe) - não largou

Dirceu é recebido com festa pelas ruas de Mogi


Após conquistar duas medalhas de ouro nas Paraolimpíadas, o mogiano é homenageado pelas ruas da cidade em uma carreata Uma história de superação, que virou exemplo para todos os mogianos. Assim podemos definir a fantástica trajetória de Dirceu Pinto, que ganhou duas medalhas de ouro na bocha adaptada, nos Jogos Paraolimpicos de Pequim, disputado este mês na China.
O mogiano ganhou o ouro na categoria BC4 (distrofia muscular), garantindo o ouro ao derrotar Leung Yuk Wing, de Hong Kong, por 3 a 2 no individual e nas duplas, ao lado do paranaense Eliseu Santos, superando na final os portugueses Bruno Valentim e Fernando Pereira por 5 a 2.
De volta a Mogi das Cruzes ontem, o campeão assim chamado por seu amigos e familiares desfilou pelas principais ruas da cidade sobre o caminhão de bombeiros, em uma carreata regada a aplausos por todos que se encontravam pelo caminho.
O cortejo saiu do Clube Náutico Mogiano, localizado na rua Cabo Diogo Oliver, centro, seguindo pelas ruas e avenidas, até chegar a rua José Malozze, onde se encerrou a carreata no Tradef (Trabalho de Apoio ao Deficiente). A ação contou com o apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Civil e Secretaria Municipal de Transportes, que garantiram a tranqüilidade e segurança do atleta durante o trajeto.
Em entrevista coletiva, Dirceu contou diversas peculiaridades durante a competição. O destaque, segundo o atleta, foi sua fé em Deus: "Em vários momentos me apeguei a Deus e pedi a ajuda dele, porque sabia que sozinho não seria possível. Foi a realização de um trabalho que contou com o apoio de toda minha família, além do Tradef e do Náutico, que sempre me incentivaram desde o início", destacou.
No momento mais difícil da sua carreira, Dirceu abandonou a bocha em 2006 após ser inelegível na Copa América. No entanto, a insistência de alguns amigos o fizeram retomar os treinamentos: "Foi aí que surgiu a oportunidade de disputar o Mundial no Canadá, em 2007. Felizmente fizemos uma grande competição e conseguimos o índice olímpico. Com isso, intensificamos os treinamentos (chegava a treinar nove horas por dia, de segunda a segunda)".

sábado, 20 de setembro de 2008

Milan larga na pole na Superleague; Corinthians é o 2.º


NÜRBURGRING, ALEMANHA - O Milan, do piloto Robert Doornbos, foi o mais rápido nos treinos classificatórios deste sábado e será o pole position na primeira corrida da etapa de Nürburgring, na Alemanha, da Fórmula Superleague.

O Galatasaray, do piloto Alesandro Pier Guidi, largará em segundo, seguido do Corinthians, que terá a estréia de Antonio Pizzonia como piloto titular. Eliminado nas quartas-de-final do treino, o Flamengo sairá na oitava posição.

A primeira corrida da segunda etapa da Superleague começará às 5h40 (horário de Brasília) e a segunda terá início às 8h40. Pela primeira vez as provas contarão com pit stops.

Confira as dez primeiras posições do grid de largada da primeira prova:

1.º - Milan (Itália)
2.º - Galatasaray (Turquia)
3.º - Corinthians (Brasil)
4.º - Basel (Suíça)
5.º - Anderlecht (Bélgica)
6.º - Liverpool (Inglaterra)
7.º - Porto (Portugal)
8.º - Flamengo (Brasil)
9.º - Olympiacos (Grécia)
10.º - PSV (Holanda)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Asafa Powell supera o clima ruim na Polônia e vence os 100m em 9s89


Jamaicano corre com temperatura de 14 graus no Meeting de Szczecin
Sem a concorrência de Usain Bolt, o jamaicano Asafa Powell não precisou se esforçar muito para vencer os 100m rasos no Meeting de Atletismo de Szczecin, na Polônia. Apesar das condições climáticas ruins, com temperatura de 14 graus, Powell completou a prova em 9s89.
O segundo lugar ficou com o americano Mike Rodgers (10s23) e o terceiro, com Andrew Hinds (10s41), de Barbados.
Desde o decepcionante quinto lugar nos Jogos de Pequim, Asafa Powell já correu sete vezes abaixo de 9s90. O recorde mundial continua sendo do compatriota Usain Bolt, 9s69, obtido no Ninho do Pássaro durante as Olimpíadas.

Pequim encerra Jogos Paraolímpicos com celebração da vida e dever cumprido


Se Pequim já vivia um clima de festa após os Jogos Olímpicos, pode se orgulhar de ter cumprido plenamente o seu dever. Nesta quarta-feira, a capital chinesa encerrou as Paraolimpíadas com uma "carta para o futuro", representando o orgulho chinês após duas competições que impressionaram o mundo com a organização primorosa e a dedicação do público.

O Ninho do Pássaro lotou outra vez para ver um espetáculo de cores, luzes e sensibilidade, em uma festa bem mais curta do que a que deu início à competição. Após a tradicional contagem regressiva e a apresentação dos países participantes, a China preparou um novo momento de rara beleza: uma chuva de pétalas vermelhas cobriu o gramado do estádio para preparar o cenário para uma "carta ao futuro", formada por bailarinas.
A mensagem ficou clara através de uma encenação que marca a história do país-sede da competição. Com representações dos processos de plantação e colheita, Pequim celebrou a vida daqueles que mostraram exemplos de superação durante as Paraolimpíadas.

E, novamente, um dos maiores símbolos de Londres, a próxima cidade a receber a festa, entrou em ação: um ônibus de dois andares. Cheio de bailarinos jovens e com muita música, representando um futuro de oportunidades para os atletas paraolímpicos. Uma semente que a China fez germinar em 2008 em uma competição difícil de ser batida pelos ingleses.

- Quero parabenizar a todos por estes que foram os melhores Jogos Paraolímpicos da história - afirmou Philip Craven, Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), durante seu discurso no Ninho do Pássaro.


Para apagar a chama paraolímpica, a organização caprichou: depois de emocionar o mundo na festa de abertura, a menina Li Yue, que perdeu a perna esquerda no terremoto de Sichuan, voltou a fazer parte da festa, desta vez para cantar uma bela canção antes do início da queima de fogos que encerrou os Jogos Paraolímpicos de 2008.

De virada, Brasil bate China e é bicampeão no futebol de 5


Em sua última competição nas Paraolimpíadas de Pequim, o Brasil confirmou o seu favoritismo e conquistou o bicampeonato do futebol de 5 com uma vitória de virada sobre a China por 2 a 1. Marquinhos marcou de pênalti com menos de um minuto para o final da partida.Os jogadores comemoraram muito o resultado ao final da partida. Em sua primeira Paraolimpíada, o atacante Ricardinho, que marcou o primeiro gol brasileiro, comentou o resultado e a dificuldade encontrada na partida. "Sair perdendo numa final paraolímpica é complicado. Mas fizemos o gol, pegamos confiança e soubemos jogar com tranquilidade para conseguir o resultado", disse o brasileiro em entrevista ao Sportv.
Autor do gol que deu o título de bicampeão ao Brasil, Marquinhos agradeceu ao grupo pela conquista. "Fui abençoado nesse gol. Só tenho a dizer obrigado a todos que torceram pela gente e que sabiam do nosso potencial".
As dificuldades apontadas pelos jogadores serviram também para destacar a equipe adversária. A China, assim como o Brasil, chegou a decisão com uma rodada de antecipação, desbancando a Argentina e a Espanha, que eram candidatas fortes à decisão, mas que tiveram de se contentar com a disputa pelo bronze, vencida pelos argentinos.
Apostando na boa fase de Ricardinho, apontado como melhor jogador da seleção no torneio, o Brasil teve com o atacante as melhores chances de gol no primeiro tempo. Mas foi a China quem marcou primeiro, com Yafeng Wang.
O Brasil só conseguiu empatar a partida aos cinco minutos do segundo tempo, com Ricardinho, que marcou o seu quinto gol na competição. Após o empate, as duas equipes tiveram chances para comandarem o marcador.
Mais experiente, a seleção brasileira soube esperar a hora certa para partir para cima e conseguir um pênalti com menos de um minuto para o final do jogo. Marquinhos, que esteve presente no título de Atenas, cobrou com perfeição para dar o bi ao Brasil.
O título coroou uma campanha impecável da seleção brasileira, que não perdeu nenhum jogo no torneio. Na estréia, vitória fácil contra a Coréia do Sul. Depois, dificuldades para vencer a Espanha por 1 a 0 e para empatar com a Argentina em 0 a 0. A vitória elástica por 5 a 0 ante o Reino Unido pareceu recuperar a moral, mas aí veio o adversário mais difícil.
A China foi a primeira equipe a marcar um gol na seleção brasileira na fase inicial do torneio. O primeiro embate foi o prenúncio da dificuldade que os brasileiros enfrentaram na decisão, mas que souberam passar para comemorar mais um ouro em Pequim, o 16º, que coroou a melhor participação do Brasil em uma Paraolimpíada.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Bom dia paraolímpico: saiba tudo o que aconteceu com os brasileiros em Pequim


Com show no atletismo, país conquista maior número de ouros nos JogosNo penúltimo dia dos Jogos de Pequim, a delegação verde-amarela fez história. Com os ouros conquistados por Terezinha Guilhermina e Lucas Prado no atletismo, o Brasil bateu o recorde de medalhas douradas conquistadas em uma única edição das Paraolimpíadas: 15. E a coleção ainda pode aumentar na despedida da competição, já que a equipe brasuca de futebol de cinco se classificou para a decisão contra a China.

Terezinha e Prado têm despedida de gala no atletismo

Favorita ao ouro nos 100m rasos, Terezinha Guilhermino não conseguiu superar a chinesa Chunmiao Wu na final da prova. Nesta terça-feira, a atleta sentiu o gostinho da vingança: desbancou a rival e garantiu a medalha dourada nos 200m. Tão emocionado quanto ela, estava o seu guia, Chocolate, que exaltou a superação dos dois na caminhada rumo ao lugar mais alto do pódio.

Mas as fortes emoções ainda estavam longe do fim para o atletismo brasileiro. Um dia depois da desclassificação da equipe verde-amarela no revezamento 4x100m T11-T13, fato que gerou revolta no Comitê Paraolímpico Brasileiro, o país se redimiu. O time formado por André Luiz Oliveira, Yohansson Nascimento, Claudemir Santos e Alan Oliveira surpreendeu ao conquistar a prata no 4x100m T42-T46 . Com uma arrancada no final, só terminou atrás dos americanos, que levaram o ouro e o novo recorde mundial da prova.

E, para fechar com chave de ouro, nada melhor do que um novo show de um dos grandes nomes do Brasil nestes Jogos. Campeão nos 100m e nos 200m rasos, Lucas Prado escreveu seu nome na história ao garantir seu terceiro ouro, desta vez nos 400m, e levar o país a ouvir seu hino pela 15ª vez no pódio de Pequim.

Brasil fora do pódio no futebol de sete

O time brasileiro de futebol de sete também sonhava sair de Pequim com um lugar no pódio, mas foi atropelado por um furacão chamado Abdolreza Karimzadeh. O iraniano marcou três gols e ajudou sua seleção a vencer a equipe verde-amarela por 4 a 0. Assim, o sonho brasuca de superar a prata conquistada em Atenas fica adiado por mais quatro anos, para Londres-2012.

Seleção masculina de basquete para cadeirantes consegue seu melhor desempenho em Jogos Paraolímpicos

Lucas Prado conquista seu terceiro ouro e Brasil bate recorde nos Jogos de Pequim


Atleta volta ao mais alto do pódio paraolímpico nos 400m da categoria T11
Um dos grandes nomes do Brasil em Pequim não poderia ter uma despedida melhor dos Jogos Paraolímpicos de 2008. Campeão nos 100m e nos 200m rasos, Lucas Prado voltou a brilhar e conquistou o seu terceiro ouro, desta vez nos 400m da classe T11, para deficientes visuais. Com o resultado, o Brasil garantiu a sua 15ª medalha dourada, superando o recorde de Atenas-2004.

Prado voltou a subir ao lugar mais alto do pódio com o tempo de 50s27. O angolano José Armando, atual recordista mundial da prova, chegou a ameaçar o brasileiro nos metros finais, mas teve que se contentar com a medalha de prata ao correr em 50s44. O bronze ficou com o ucraniano Oleksandr Ivaniukhin (50s82). O outro brasileiro na decisão, Daniel Silva, terminou na quarta posição com a marca de 52s05.

Após a prova, Lucas Prado deitou no chão, exausto. Ainda ofegante, comemorou a campanha brilhante nos Jogos de 2008.

- Estou me sentindo muito cansado e muito feliz. A delegação do Brasil superou as marcas de Atenas. É um Brasil novo, uma geração nova, com recordes e medalhas de ouro. Para mim, é uma grande emoção fazer parte disso. Foi muito puxado, senti muita dor nas pernas, mas valeu a pena. Posso levantar a cabeça e falar que eu sou brasileiro. Isso é muito gratificante. Conquistei meu objetivo, estou muito satisfeito - festeja, em entrevista ao SporTV.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

André Brasil conquista 13ª medalha de ouro do Brasil na Paraolimpíada


Brasileiro chegou em primeiro nos 400m livre da classe S10 e ficou com quatro ouros em Pequim A 13ª medalha de ouro do Brasil na Paraolimpíada veio na natação. André Brasil competiu pela classe S10, nos 400m livre, e conseguiu o triunfo. O atleta fechou a prova com o tempo de 4m07s61.
André Brasil já coleciona cinco medalhas nestes Jogos, sendo que quatro delas são de ouro e uma é de prata.
A decepção da prova ficou por conta do canadense Benoit Huot, atual recordista mundial, que fez 4m12s14 e ficou apenas com o bronze. A prata foi conquistada pelo britânico Welbourn, que chegou a ameaçar o ouro brasileiro, mas não teve folêgo para conseguir tal feito.
O brasileiro Marcelo Collet ficou com o sexto tempo na mesma prova, tendo marcado 4m23s35.

domingo, 14 de setembro de 2008

Vettel, soberano na Itália, triunfa pela 1ª vez


A disputa entre os postulantes ao título foi o que chamou boa parte das atenções, mas nada tirou o brilho do feito de Sebastian Vettel neste domingo (14). Aproveitando os benefícios de uma pole-position, principalmente em pista molhada, o alemão atuou com tranqüilidade e venceu o GP da Itália, em Monza.
Com 21 anos, o piloto se tornou o mais jovem a obter um triunfo da F-1. De quebra, levou a Toro Rosso ao posto mais alto do pódio pela primeira vez na história. Em três anos, a equipe que era a Minardi saiu da rabeira do grid para o topo da categoria. Feitos inacreditáveis, “bravíssimos”, que fizeram Vettel não acreditar no que acabara de fazer quando cruzou a linha de chegada.Tudo isso em solo italiano, berço da TR e da Ferrari, que fornece motores para o mais novo time vencedor da F-1. E isso porque o dia não começou tão bem para a escuderia. Na largada que contou com a presença do safety-car, repetindo o GP do Japão de 2007, em Fuji, Sébastien Bourdais, que saía na quarta colocação, não foi feliz e teve um problema no carro logo na primeira volta.
O carro de segurança ficou na pista durante duas voltas, até liberar o caminho para os pilotos. Vettel afastou a "zica" e manteve-se firme na liderança. Em fila indiana, com o traçado muito molhado, ninguém quis arriscar, e a ordem ficou quase a mesma do grid, tirando o azarado francês.
Enquanto Sebastian tinha pista livre e abria vantagem, Lewis Hamilton partiu para o ataque, tentando sair da incômoda 15ª posição para buscar Felipe Massa, rival pelo título. Com estratégia de apenas uma parada, o inglês fincou o pé no acelerador. Já Kimi Raikkonen, que estava na frente do vice-campeão de 2007, mostrou que não tomou "Acordol" na Itália e fez mais uma atuação apagadíssima, talvez a pior de todas.
Durante as 27 voltas que fez sem ir para os boxes, o representante da McLaren ultrapassou, tirando Bourdais, 12 carros, seja na técnica ou contando com o pit-stop dos outros. Sabendo do ímpeto do adversário, Massa também tentou não deixar por menos. Enfrentou Nico Rosberg para passar ao quarto lugar. Demorou, mas conseguiu, mesmo tendo que devolver a posição momentos antes.
Aliás, esse foi um ponto interessante do GP. Com medo de novas punições, os pilotos evitaram ao máximo ganhar vantagem cortando a pista, fato bastante usual com a pista molhada.
A tática de Hamilton poderia ter dado muito certo se o tempo não melhorasse. Com o traçado secando a cada segundo, muitos resolveram mudar para pneus intermediários. O britânico foi obrigado a parar e colocar novos compostos.
O novo cenário da prova apresentava Vettel e Heikki Kovalainen nas duas primeiras posições, como na largada, Robert Kubica, que também tinha partido para fazer uma parada, subiu do 11º para o terceiro lugar. Fernando Alonso ocupava o quarto posto, na frente de Nick Heidfeld Massa era o sexto, com Mark Webber entre o brasileiro e Hamilton. Não demorou muito para Lewis passar o australiano e tentar dar o bote que valeria maior vantagem na luta pelo título. O inglês chegou a ameaçar, mas perdeu rendimento nas últimas voltas.
Buscando mais pontos, Felipe também foi ao combate. Quase passou Heidfeld, mas só conseguiu fazer isso levando vantagem, cortando uma curva. Deixou o alemão recuperar o lugar e teve a porta fechada até o fim do GP.
Após 53 voltas sem ter o mínimo de preocupações, com zero de ameaças, Vettel teve o grande trabalho do fim de semana coroado, com uma vitória merecida. Dessa vez, se chorou, foi de alegria, ao contrário de Fuji-2007, em uma prova com características semelhantes, que o germânico perdeu um pódio certo ao bater e se derramou em lágrimas de tristeza. Kovalainen e Kubica o acompanharam no pódio. Alonso manteve a quarta posição, e Webber completou a zona de pontuação.O hino da Alemanha voltou a ser tocado exatamente em Monza. Dobradinha Itália-Alemanha lembra alguém? Como Michael Schumacher fazia com a Ferrari, Sebastian quis reger o hino italiano, em homenagem a Toro Rosso.Agora, Hamilton tem 78 pontos e apenas um de vantagem sobre Massa na tabela de classificação. A luta para ser campeão fica ainda mais acirrada antes dos “embalos de domingo à noite”. A próxima etapa será disputada em Cingapura, no dia 28 de setembro, e será a primeira corrida noturna em quase 60 anos de Mundial.

saiba tudo o que aconteceu com os brasileiros em Pequim


Ouro de André Brasil faz país bater seu recorde de medalhas paraolímpicas, que vinha de Atenas, com 33 conquistas
Não importa o local. Pode ser o ginásio da Universidade de Pequim, o Cubo d’Água ou o Ninho do Pássaro, o verde-amarelo vem brilhando nestes Jogos Paraolímpicos de Pequim. E o resultado é que neste domingo, o Brasil chegou às 35 medalhas, batendo seu recorde em Paraolimpíadas, que era de 33, obtido nos Jogos de Atenas. Os responsáveis pela marca foram o supercampeão André Brasil, ouro nos 50m livre, categoria S10, que fez dobradinha no pódio com Phelipe Rodrigues, dono da medalha de prata. Agora, o Brasil tem 12 medalhas de ouro, nove de prata e 14 de bronze.
O show de André, porém, não se limitou apenas à final. Na manhã (em Pequim), o super nadador brasileiro já havia conseguido o recorde mundial da prova, que seria batido por ele novamente na final, quando cravou 23s61. A conquista é a quarta de André Brasil nestas Paraolimpíadas, ele que já havia levado o ouro nos 100m borboleta e 100m livre, além da prata nos 200m medley.
A festa brasileira no Cubo d’Água teve ainda a terceira medalha paraolímpica para Fabiana Sugimori, que ficou com o bronze. Nos 100m rasos, classe T46, Yohansson Nascimento garantiu a vaga na final com a segunda posição em sua bateria, ao fazer o tempo de 11s18. Por fim, Rildane Firmino terminou na sexta colocação nos 150m medley, classe SM4, e Adriano Lima chegou em quarto nos 400m livre, classe S6, com 4m48s32.

Dupla faz história no tênis de mesa

Se André Brasil vem dominando no Cubo, no ginásio da Universidade de Pequim quem já faz história é a dupla do Brasil no tênis de mesa, classe C3, Welder Knaf e Luiz Algacir Silva. Na semifinal, Welder e Luiz Algacir eliminaram os favoritos ao ouro, os chineses Panfeng Feng e Ping Zhao por três vitórias contra duas dos adversários e nesta segunda-feira decidem o título contra os franceses Florian Merrien e Jean-Philippe Robin. Mais cedo, o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final do torneio feminino, classe 6-10, com a derrota de Jane Karla Rodrigues e Carollina Maldonado para as francesas Thu Kamkasomphou e Audrey le Morvan por 3 a 0.
Rápido na água e na mesinha, o Brasil mostrou que também é veloz nas pistas do Ninho do Pássaro. Dono do recorde mundial, Odair Santos terminou com a medalha de bronze nos 10.000m, categoria T12. O verde-amarelo do país ficou na frente boa parte da prova, primeiro com Aurélio Santos e depois com Odair, que só deixou o posto faltando duas voltas para o fim, quando foi ultrapassado pelo queniano Henry Kiprono Kirwa (ouro) e pelo tunisiano Abderrahim Zhiou (prata).
Campeão dos 100m e 200m rasos, classe T11 (deficiência visual total), Lucas Prado fez o tempo de 51s84, indo para a semifinal da categoria, ao lado de Daniel Silva, que fez 52s47 após completar o percurso puxando seu guia pelo braço. No arremesso de peso, classes F35/36 teve Paulo Souza com a nona colocação, enquanto Edson Pinheiro ficou em sexto nos 200m rasos, categoria T38. Por fim, nos 800m rasos, classe T46, Emicarlos Souza e José Carlos Alecrim foram eliminados na primeira rodada.

Brasil luta pelo bronze no futebol de 7

Se no tênis de mesa, o Brasil conseguiu superar a favorita China, no futebol de 7, o país não conseguiu suplantar a força da potência da categoria, a Ucrânia. No campo de hóquei de grama de Pequim, a seleção verde-amarela foi goleada pelos ucranianos por 6 a 0. Com a derrota, o Brasil vai disputar a medalha de bronze, contra os iranianos, na próxima terça-feira.
No basquete para cadeirantes, o Brasil voltou a amargar uma derrota em Pequim. A seleção feminino perdeu a disputa pela nona posição para o México por 54 a 44 e sai da competição sem vitória.

Mogiano leva 2º ouro em Pequim


A família e os amigos de Dirceu José Pinto continuam em festa. O atleta do Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef) de Mogi das Cruzes conquistou sua segunda medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Desta vez, jogando ao lado do paranaense Eliseu Santos, o mogiano subiu ao lugar mais alto do pódio nas duplas da bocha adaptada e definitivamente cravou seu nome na história do paradesporto brasileiro, conquistando um feito inédito na modalidade.
A concentração para acompanhar o jogo de Dirceu começou nas primeiras horas da sexta-feira. Família, amigos e companheiros de esporte se reuniram na casa da irmã Rosângela Pinto para assistir e torcer por Dirceu no duelo final.
Todos ficaram atentos até o anúncio oficial da vitória brasileira, o que só aconteceu por volta das 4 horas. Após a confirmação de mais um ouro, o pai Carlos Souza Pinto, 57 anos, a mãe Maria José Pinto, 50, e os irmãos José, Durval, Rosângela, Fátima e Alcides nem conseguiram mais dormir de tanta felicidade.
"Não desgrudamos da televisão. Infelizmente o jogo não foi transmitido ao vivo, mas a Internet fez a alegria do povo. O Dirceu mereceu essas medalhas pelo esforço. Ele batalhou muito para dar a volta por cima e chegar ao topo do mundo", destacou o cunhado Vanderlei José de Morais, um dos responsáveis direto pelo apoio ao mogiano, já que há 14 anos acolhe Dirceu em sua casa.
Rosângela não encontrou palavras para descrever a emoção de ver o irmão no lugar mais alto do pódio. "A ficha ainda não caiu. Viemos de uma família humilde e conseguimos fazer um campeão num esporte desconhecido no Brasil. Agora posso respirar aliviada".
Os amigos do Tradef também estiveram na casa de Rosângela para reforçar a torcida pelo medalhista. A presidente Ieda Boucault esteve acompanhada da técnica de bocha adaptada Ana Carolina Lemos Alves e dos amigos da entidade.
Ieda contou que a festa para recepcionar o campeão já está toda prepara. Dirceu retorna da China no próximo dia 20. A família e os amigos irão recebê-lo no aeroporto. Por volta das 16 horas, o atleta será recebido no Clube Náutico Mogiano, local onde treina semanalmente, e seguirá numa carreata pelas ruas da Cidade em um caminhão do Corpo de Bombeiros. A parada final deve acontecer no Mogi Shopping.
No dia 23, às 8h30, o prefeito Junji Abe e o secretário de Esportes Pedro Giannotti Neto vão homenagear o medalhista na Prefeitura.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Imagem da Nasa mostra o furacão Ike visto da ISS (Estação Espacial Internacional); fenômeno se aproxima da costa do Texas

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Odair Santos leva bronze nos 5.000 m T13

O brasileiro Odair Santos conquistou a medalha de bronze dos 5.000 m T13 (disputada por deficientes visuais), nesta quinta-feira (horário local), nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Ele completou a prova em 14s53s35, no Ninho de Pássaro.
A marca foi a melhor de Odair na temporada, mas insuficiente para fazer frente ao queniano Henry Kiprono Kirwa. O africano dominou a prova e conquistou a medalha de ouro com direito a recorde mundial: 14min24s02.
"Tenho que tirar o chapéu para o queniano. Ele imprimiu um ritmo forte desde o início e conseguiu mantê-lo até o final. Fico feliz pelo pódio", disse o brasileiro ao Sportv. A prata foi obtida pelo marroquino Youssef Benibrahim, com 14s50s32.

Carlos Garletti está fora da disputa no tiro

O brasileiro Carlos Garletti ficou na 17ª posição na eliminatória da prova de tiro de rifle 50m em três posições e não se classificou para a final. Ele não foi bem no tiro de joelho e acabou com apenas 1.116 pontos.

Tênis: brasileiros fora da disputa

Carlos Santos não teve chances. Em 47 minutos, o brasileiro perdeu para o japonês Satoshi Saída por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/1, e está eliminado do torneio paraolímpico de tênis para cadeirantes.

A dupla brasileira de tênis para cadeirantes Carlos Santos e Mauricio Pomme também foi eliminada. Eles perderam para os japoneses Yoshinobu Fujimoto e Toshio Ikenoya por 2 sets a 1, parciais de 6/2, 5/7 e 6/1.

Brasil é goleado no goalball e não tem mais chances

A seleção chinesa de goalball vingou seus compatriotas do futebol de sete e goleou o Brasil por 14 a 4. É a quarta derrota brasileira em quatro jogos nas Paraolimpíadas, e o país não tem mais chances de se classificar para as quartas-de-final.

Bocha: Dirceu Lopes e Eliseu Santos estréiam com vitória nas duplas

A dupla de medalhistas brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu Santos – ouro e bronze na competição individual - venceu a dupla da Hungria por 6 a 2, pela fase eliminatória do torneio paraolímpico de bocha, classe BC4. O Brasil começou perdendo para Dezso Beres e Jozsef Gyurkota nas duas primeiras etapas do jogo, mas sobrou na segunda metade e conseguiu uma boa vitória.

Remo: Claudia Santos avança à final

A remadora Claudia Santos ficou com a segunda colocação na repescagem na prova de skiff simples classe A, e está classificada para a final. A remadora completou o circuito de 1000m em 6m57s12.

Tênis de mesa: Luis Algacir Silva vai disputar o bronze

O chinês Feng Pangfeng não precisou de mais do que 15 minutos para derrotar o brasileiro Luis Algacir Silva por 3 a 0 na semifinal do torneio paraolímpico de tênis de mesa, categoria C3, nesta quarta-feira. As parciais foram de 11/1, 11/7 e 11/3. Luis vai disputar o bronze ainda nesta quarta-feira, às 23h (de Brasília), com o espanhol Tomas Pina que perdeu a outra semifinal para o francês Jean-Philippe Robin.

Futebol de sete: Brasil goleia a China e conquista a torcida


A seleção brasileira de futebol de sete goleou a China por 8 a 0, sob os aplausos da torcida pequinesa. José Guimarães, Fabiano Bruzzi (2), Marcos Silva (2), Wanderson Oliveira e Irineu Ferreira (2) marcaram para o Brasil. O resultado garantiu a classificação do Brasil para as semifinais do torneio.

Bom dia paraolímpico: saiba tudo o que aconteceu com os brasileiros em Pequim


Brasil fatura duas medalhas de prata e uma de bronze nesta quarta-feiraA chuva de ouros para o Brasil da última terça-feira nos Jogos Paraolímpicos de Pequim não se repetiu nesta quarta. Apesar de não conseguir mais medalhas douradas, o país garantiu duas pratas e um bronze.

O nadador Daniel Dias, uma das estrelas do país na competição, subiu ao segundo lugar mais alto do pódio na final dos 50m borboleta da categoria S5. No Ninho do Pássaro, Shirlene Coelho levou a prata no lançamento de dardo (categoria F35-38), e o Odair Santos terminou em terceiro lugar nos 800m da categoria T12.

O futebol de sete e Luis Algacir Silva, do tênis de mesa, também foram alguns dos destaques do Brasil no dia. A seleção masculina de futebol se classificou para as semifinais, enquando Luis está na disputa pela medalha de bronze no tênis de mesa.

Prata e bronze no Ninho do Pássaro

A brasileira Shirlene Coelho conquistou a medalha de prata do lançamento de dardo, classe F35-38, ao terminar a final com 1.513 pontos. A vencedora foi a chinesa Qing Wu, com 1.662 pontos. Em terceiro, ficou Renata Chilewska, da Polônia, com 1.161.

- Eu vim gritando, carregando a bandeira do Brasil, fico muito feliz. Essa prata tem gosto de ouro para mim. Eu aumentei o meu recorde, foi com gosto de ouro mesmo - diz Shirlene em entrevista ao SporTV.

Odair Santos conquistou mais uma medalha para o país nas Paraolimpíadas de Pequim ao terminar em terceiro na final dos 800m da categoria T12, para deficientes visuais. O brasileiro garantiu o bronze com o tempo de 1m53s73. O ouro ficou com Abderrahim Zhiou, da Tunísia, que bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 1m52s13. A prata foi conquistada pelo cubano Lassaro Raschid Aguilar, com 1m52s40.
Depois de três ouros, Daniel Dias é prata

Desta vez não foi dourada, mas Daniel Dias garantiu mais uma medalha, sua quarta, para o Brasil nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Ele terminou em segundo lugar com o tempo de 36s25 na final dos 50m borboleta da categoria S5. A medalha de ouro ficou com o americano Roy Perkins, que bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 35s95. O chinês Junquan He garantiu o bronze com o tempo de 37s07. O brasileiro Clodoaldo Silva terminou em oitavo (45s74).
- Só de estar no pódio já é uma grande vitória. O importante é fazer o melhor sempre. Estou muito feliz independente da cor da medalha. Mas vou brigar para ouvir de novo o hino - disse Daniel em entrevista ao SporTV.
O revezamento 4x100m livre esteve próximo da medalha de bronze, mas acabou terminando na quarta colocação na final. A equipe brasileira, foi formada por Mauro Brasil (S9), Daniel Dias (S5), Phelipe Rodrigues (S10) e André Brasil (S10), completou a prova com o tempo de 3m55s78.
O brasileiro Carlos Farrenberg terminou em quinto lugar na final dos 100m livre da categoria S13, para deficientes visuais. Carlos conseguiu melhorar seu tempo, mas não foi o suficiente para garantir uma medalha nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.

Maior acelerador de partículas do mundo começa a operar


Primeiro feixe de prótons foi introduzido no início desta quarta-feira (10).O LHC consumiu 20 anos e mais de 3 bilhões de euros para ser construído.O LHC, maior acelerador de partículas do mundo, recebeu seus primeiros feixes de prótons nesta quarta-feira (10). As primeiras tentativas foram iniciadas pelos cientistas por volta das 4h30 (9h30 no horário suíço). Tudo correu conforme as expectativas, e o mundo não acabou -- nem vai acabar, segundo os responsáveis pelos experimentos.
A equipe do Cern (Organização Européia para a Pesquisa Nuclear) está transmitindo os eventos ao vivo pela internet, com direito a passagens pelo centro de controle e entrevistas com cientistas. (Clique aqui para ver.) "Há duas emoções, o prazer de completar uma grande tarefa e a esperança de grandes descobertas à nossa frente", disse o diretor-geral do Cern, Robert Aymar.

O projeto, que custou, por baixo, 3 bilhões de euros (há quem diga que o valor total chegou a 10 bilhões), estava sendo gestado nas últimas duas décadas.
Grosso modo, o LHC (sigla para Grande Colisor de Hádrons) é uma espécie de "rodoanel" para prótons, as partículas que caracterizam os elementos existentes no universo. Um túnel circular de 27 km, localizado sob a fronteira entre a Suíça e a França, ele usará poderosíssimos ímãs, construídos com tecnologia de supercondutores, para acelerar feixes de partículas até 99,99% da velocidade da luz. Produzindo um feixe de prótons em cada direção, a idéia é colidi-los quando estiverem em máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, gerando um sem-número de partículas elementares.
Uma forma simples de imaginá-lo é como uma imensa máquina de esmigalhar prótons, colidindo-os uns com os outros. Os caquinhos que emergirem das colisões são as partículas que os cientistas pretendem estudar. Mas isso ainda terá de esperar um pouco.

"Hoje não haverá colisão", diz Sérgio Novaes, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista) envolvido com o projeto. "Os feixes apenas girarão em direções opostas, sem colidir uns com os outros", completa, dizendo que as primeiras colisões ainda precisarão de pelo menos 60 dias para acontecer. Aí sim começarão as atividades científicas.
A partícula de Deus

Quando o LHC estiver promovendo colisões para valer, começará uma busca frenética por uma partícula em especial: o bóson de Higgs.
O nome assusta, e o apelido mais ainda -- ele é chamado popularmente como "a partícula de Deus". Mas, por que, afinal, o bóson de Higgs é tão especial?
Existe uma teoria muito querida pelos físicos de partículas, chamada de modelo padrão. Ela é basicamente uma lista de todas as peças -- ou seja, todas as partículas -- usadas na confecção de um universo como o nosso. Ela explica como os prótons e os nêutrons são feitos de quarks, e como os elétrons fazem parte de um grupo de partículas chamado de léptons, em que também se incluem os neutrinos, partículas minúsculas de carga neutra. O modelo padrão também explica como funcionam as partículas portadoras de força (como o glúon, responsável por manter estáveis os núcleos atômicos, ou o fóton, que compõe a radiação eletromagnética, popularmente conhecida como luz).
Mas para todo esse imenso "lego" científico funcionar corretamente, os físicos prevêem a existência de uma partícula que explicaria como todas as outras adquirem sua massa. É onde entra o bóson de Higgs. Infelizmente, até agora os cientistas não encontraram nenhum sinal concreto de sua existência. Por maior que fossem os aceleradores de partículas, o Higgs continuava ocultando sua existência. Agora, com a nova jóia da ciência européia, ele não terá mais onde se esconder.
Com uma potência nunca antes vista num acelerador, o LHC quase com certeza encontrará o bóson de Higgs. Ou coisa que o valha.
"Ninguém duvida que a idéia que está por trás do bóson de Higgs esteja correta", afirma Adriano Natale, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista). "Se o bóson de Higgs, exatamente como foi proposto, não for encontrado, aparecerão outros sinais -- partículas -- que indicarão o novo caminho a ser seguido. Podemos não achar o bóson de Higgs, mas, seja qual for a física que está por trás, algo vai aparecer, e este algo pode até levar a uma nova revolução na física."
Aliás, a física bem que anda precisando de uma "nova revolução".

Em busca da unificação
Hoje, o entendimento do mundo físico se assenta sobre dois pilares. De um lado, há a física quântica, base para todo o modelo padrão da física de partículas. De outro lado, há a teoria da relatividade geral, que explica como funciona a gravidade.
Até aí, tudo certo. Temos duas teorias, cada uma regendo seu próprio domínio de ação, e ambas funcionam muito bem, obrigado, na hora de prever os fenômenos. Qual é o problema? O dilema surge porque há circunstâncias muito especiais no universo que exigem o uso das duas teorias ao mesmo tempo. Aliás, o próprio nascimento do cosmo só pode ser explicado juntando as duas teorias. E aí é que a porca torce o rabo: as equações da relatividade e da física quântica não fazem sentidos, quando usadas juntas para resolver um problema. Começam a aparecer cálculos insolúveis e resultados infinitos -- sintomas de que há algo muito errado em uma das duas teorias, ou até em ambas.
Por isso, os cientistas têm uma esperança muito grande de que exista uma teoria maior, mais poderosa, que incluísse tanto o modelo padrão como a relatividade num único conjunto coeso de equações. Só essa nova teoria "de tudo" poderia realmente acabar com os mistérios remanescentes no universo.
A badalada hipótese das supercordas -- que prevê que as partículas elementares na verdade seriam cordas estupidamente minúsculas vibrando num espaço com dez dimensões -- é hoje a principal candidata a assumir essa função de teoria de tudo.
Só que, até o momento, seus defensores não conseguiram apresentar nenhuma evidência real de que essa maluquice de supercordas e dimensões extra realmente exista. Suas esperanças estarão agora depositadas no LHC. É possível -- mas não muito provável -- que ele atinja um nível de energia suficiente para revelar a existência de novas dimensões, além das três que costumamos vivenciar no cotidiano.
E, ainda que não chegue lá, o LHC tem boas chances de produzir objetos que emergem diretamente da interação entre a gravidade e o mundo quântico, como miniburacos negros. "Esses possíveis objetos transcendem a relatividade real. Suas propriedades podem dar informações seobre regimes em que a relatividade geral não é mais válida, como, por exemplo, o regime da gravitação quântica", diz Alberto Saa, pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O acelerador do medo
Ei, mas peraí. Miniburacos negros? Mas os buracos negros não são aqueles objetos terríveis que existem nas profundezas do espaço, engolindo tudo que está ao seu redor, até mesmo a luz? Será que é uma boa idéia criar um miniburaco negro no subsolo terrestre?
A imensa maioria dos físicos diz que não haverá perigo algum. "Esses possíveis buracos negros são microscópicos", diz Saa. "Uma vez criados, seriam quase imediatamente destruídos, espalhando diversas partículas com padrões muito peculiares. A imagem do buraco negro faminto, devorando impiedosamente tudo ao seu redor, se aplica apenas aos buracos negros astrofísicos, nunca a buracos negros microscópicos."
Embora os miniburacos negros pareçam ser inofensivos, há uma outra hipótese um pouco mais ameaçadora.
Os vilões dessa vez são chamados de "strangelets". Seriam partículas de um tipo exótico de matéria que não existe normalmente. O problema é que a teoria diz que, se um strangelet conseguisse tocar o núcleo de um átomo convencional, o átomo seria convertido em strangelet. Ou seja, se o LHC produzir strangelets, alguns físicos dizem que eles poderiam interagir com a matéria normal da Terra e iniciar uma reação em cadeia que consumiria o planeta inteiro.
Muitos e muitos estudos dizem que isso não vai acontecer. Mas como decidir o que fazer, se o risco, embora baixíssimo, envolve a destruição da Terra? Sir Martin Rees, o astrônomo real britânico, escreveu um livro inteiro ("Hora Final", ou "Our Final Hour", no original) para alertar sobre experimentos como esse, que, embora com uma probabilidade muito baixa, têm chance de causar resultados catastróficos.
Por isso, há quem esteja muito preocupado. Mas a verdade é que o universo produz eventos muito mais agressivos que o LHC, com supernovas, buracos negros e tudo mais, e ainda estamos aqui para estudá-los e compreendê-los.
A dúvida sobre os perigos do LHC não durará muito. Nesta quarta, ele receberá seu primeiro feixe de prótons. Em breve, serão iniciadas as primeiras colisões com objetivos científicos. E aí, ou os rumores sobre a destruição do mundo se mostrarão completamente infundados, ou ninguém estará aqui para dizer que tinha razão.

Colaboração de alto nível
Dezenas de cem países participam, em maior ou menor grau, do projeto. E o Brasil é um deles. Um grupo liderado por Sérgio Novaes, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), será responsável por processar dados oriundos de dois dos detectores instalados no LHC.
"Esta é uma colaboração internacional a um nível que não temos nas demais atividades humanas", diz Adriano Natale. "Uma congregação de países e pessoas para a qual é muito difícil atribuir um valor, mas se formos totalmente calculistas, nós temos de contabilizar todo o desenvolvimento tecnológico realizado no Cern, o laboratório que gere o LHC. Temos grandes supercondutores, temos computação sendo desenvolvida para a análise dos resultados etc. O desenvolvimento em computação que o LHC vai gerar certamente irá impactar no desenvolvimento mundial no futuro próximo. E o valor é pequeno, se consideramos o que está sendo gasto em armamentos e em guerras."

Para Hawking, acelerador de partículas não ameaça a Terra

O físico britânico Stephen Hawking afirma que não há perigo de que, ao ser acionado nesta quarta-feira, um gigantesco acelerador de partículas construído sob os Alpes suíços possa criar um buraco negro capaz de engolir o planeta (e o resto do sistema solar) em questão de minutos - como temem alguns cientistas.O Grande Colisor de Hádrons, (LHC, na sigla em inglês) será ligado amanhã pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern). A máquina mais potente já construída pelos físicos é o maior acelerador de partículas já criado. Leia mais COLISOR DE HÁDRONS RAP EXPLICA O ACELERADOR INFOGRÁFICO: COMO FUNCIONA DÊ SUA OPINIÃO O acelerador, construído pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) em um laboratório subterrâneo na fronteira franco-suíça, perto de Genebra, foi batizado de LHC (sigla em inglês de Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hádrons). O equipamento é o maior e mais complexo instrumento científico já construído, e também o mais caro - com um custo estimado em US$ 8 bilhões. O teste será transmitido ao vivo, pela Internet, no site da Cern.
O LHC foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. Os cientistas esperam que a liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas seja capaz de recriar as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang.
Buraco negro Temerosos, grupos de cientistas foram duas vezes a tribunais europeus tentar impedir o acionamento do aparelho. Mas, em entrevista à BBC, Hawking - um dos físicos mais respeitados do mundo - afirma que o experimento não representa perigo.
"Se as colisões no LHC criarem um micro buraco negro, e isso é pouco provável, ele apenas evaporará novamente, produzindo padrões característicos de partículas", disse o físico.
"Colisões com essas, e ainda maiores, quantidades de energia ocorrem milhões de vezes por dia na atmosfera da Terra e nada terrível acontece", acrescentou. Físicos esperam que o LHC ajude a resolver algumas das questões mais fundamentais sobre a natureza do mundo, revelando os segredos da chamada matéria escura.Partícula 'Deus'Uma das questões que despertam maior expectativa diz respeito à partícula de Higgs, também conhecida como "partícula Deus", a mais procurada pelos físicos.
Cientistas acreditam que ela dê massa a tudo o que existe, e encontrá-la seria crucial para a nossa compreensão do universo. Hawking, no entanto, diz ter apostado cem libras (cerca de US$ 170) que o acelerador não vai encontrá-la.
"Acho que vai ser muito mais interessante se não encontrarmos (a partícula de) Higgs. Isso vai mostrar que algo está errado, e que precisamos pensar de novo", afirmou. "Fiz uma aposta de cem libras que não vamos encontrar a Higgs." Na opinião de Hawking, o LHC também pode ajudar na identificação de partículas que os físicos chamam de "super-parceiros", ou "parceiros supersimétricos" para as partículas que conhecemos hoje.
"Sua existência seria uma confirmação importante da Teoria da Corda, e elas podem compor a misteriosa matéria escura que mantém as galáxias juntas", afirma o físico britânico.
"O que quer que o LCH encontre, ou não encontre, os resultados vão nos dizer muito sobre a estrutura do universo", acrescentou. "O LHC vai aumentar quatro vezes a energia com que podemos estudar interações entre partículas."
Altos custosNa entrevista à BBC, Stephen Hawking também rebateu as críticas dos que reclamam dos altos custos do projeto. "Ao longo da história, as pessoas têm estudado ciência pura por causa de um desejo de conhecer o universo, mais do que por aplicações práticas, ou ganhos comerciais", afirma o físico. "Mas suas descobertas mais tarde trouxeram grandes benefícios práticos." "É difícil ver um retorno econômico da pesquisa do LHC, mas isso não significa que não haverá algum", acrescentou.
Quando perguntado se seria capaz de escolher entre o LHC ou o programa espacial, Hawking disse que seria o mesmo que escolher "qual dos filhos escolher para o sacrifício".
"Tanto o LHC como o programa espacial são vitais para que a raça humana não se embruteça e, finalmente, morra", afirma o físico. "Juntos, eles custam menos do que 0,1% do PIB mundial." "Se a raça humana não puder sustentar isso, não merece o epíteto 'humana'", comparou Hawking.
Universos Paralelos Cientistas tem comentado, embora com cautela, que os experimentos da CERN estão se aventurando pelo terreno da ficção científica especulativa: universos múltiplos, mundos paralelos e buracos negros no espaço funcionando como elos entre esferas diferentes de existência.
Hawking afirma que um universo paralelo pode ser muito diferente do que o que conhecemos. "De acordo com a idéia da soma de histórias, de Richard Feynman, o universo não apenas tem uma única história, como poderíamos pensar, mas tem todas as histórias possíveis, cada uma com seu proprio peso", diz o físico.
"Algumas dessas histórias conterão criaturas como eu, fazendo coisas diferentes, mas a vasta maioria das histórias será muito diferente." Prêmio Nobel Em 1974, Stephen Hawking defendeu a idéia de que devido a efeitos quânticos, buracos negros primordiais criados durante o Big Bang poderiam "evaporar" por um processo hoje chamado de Radiação Hawking, em que partículas de matéria seriam emitidas.
De acordo com esta teoria, quanto menor o tamanho do micro buraco negro, mais rápido o índice de evaporação, resultando em explosões repentinas de partículas.
No passado, Hawking fez piadas e chegou a dizer que se o LHC realmente criasse buracos negros, e mesmo se eles durassem muito pouco tempo, isso poderia lhe valer um prêmio Nobel. Hoje, no entanto, o físico britânico diz não acreditar que isso seja iminente.
"Se o LHC produzisse pequenos buracos negros, não penso que haja qualquer dúvida de que eu ganharia um prêmio Nobel, se eles mostrassem as propriedades que eu prevejo", afirma Hawking.
"No entanto, acho que a probabilidade de que o LHC tenha energia suficiente para criar buracos negros é menor do que 1%", acrescentou. "Então, não estou contando com isso."

Lance Armstrong vai voltar a competir

Em entrevista à revista Vanity Fair, o ciclista americano de 37 anos, sete vezes campeão da Volta da França, diz que vai tentar o oitavo títuloda redação O americano Lance Armstrong, sete vezes campeão da Volta da França, a prova mais importante do ciclismo mundial, anunciou nesta terça-feira (9), em entrevista à revista Vanity Fair, que vai voltar a competir. Aos 37 anos, ele afirmou à revista que, inspirado por atletas veteranos que têm obtidos bons resultados, vai tentar uma oitava conquista na Volta.
“Eu levanto da cama mais lentamente, minhas costas ficam cansadas mais rápido do que costumavam, mas quando estou na bicicleta, me sinto bem como me sentia antes”, afirma o ciclista, citando a nadadora americana Dara Torres, de 41 anos, que ganhou três medalhas de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, e a corredora romena Constantina Tomescu-Dita, campeã da maratona olímpica aos 38 anos.
Armstrong é famoso, além de seus títulos, pela incrível história de recuperação. Em 1996, após vencer duas etapas da Volta da França, foi diagnosticado com câncer no testículo. Fez duas cirurgias, a primeira para remover o testículo doente, e outra para retirar lesões cancerígenas do cérebro. Armstrong, então com 25 anos, foi diagnosticado depois com câncer no pulmão e, realizando sessões de quimioterapia, se curou, para em seguida retomar a carreira e se consagrar com os sete títulos da Volta da França.
Dias depois da sétima e última vitória de Armstrong na Volta, o jornal francês L'Équipe anunciou que foi detectada EPO (eritropoietina), substância proibida, numa amostra de urina de Armstrong de 1999. Esse foi o ano da primeira vitória de Armstrong na França. A amostra havia sido congelada para fins de pesquisa. Em 1999 não havia testes para detectar EPO. Armstrong não foi punido, pois não se tratava de um exame oficial e o prazo para protestos já havia prescrito. O ciclista acusou o L'Équipe de persegui-lo por anti-americanismo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Português desmaia na prova de 1.500m


José Monteiro não aguentou o desgaste e foi ao chão logo depois de cruzar a linha de chegada
O português José Monteiro, de 33 anos, passou mal depois de completar a prova dos 1.500m, classe T46, e desmaiou ainda na pista do Ninho de Pássaro.
O atleta foi levado ao centro médico do estádio e passa bem. Apesar do esforço para completar a prova, cravando sua melhor merca na temporada - 4m23s98 -, José Monteiro não se classificou para a final. Ele ficou em nono na bateria.

Testemunha do caso Isabella está detida em delegacia na Bahia


A perita Delma Gama será indiciada por flagrante de desobediência judicial.Ela faltou a duas audiências, nas quais deveria depor sobre o caso.A perita baiana Delma Gama, testemunha de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai a madrasta da menina Isabella Nardoni, está detida numa delegacia de polícia em Salvador.
A perita estava internada numa clínica particular desde que fugiu de casa, quando passava por uma avaliação médica solicitada pelo juiz Cássio Miranda.
Delma foi convocada, duas vezes, para prestar depoimento, mas alegou problemas de saúde e não compareceu. O juiz determinou que uma junta médica fosse à casa da perita para constatar se ela tinha condições de locomoção, o que foi confirmado pelos médicos.
Quando o laudo da avaliação estava sendo preenchido, a perita fugiu para uma clínica particular. Delma Gama passou a noite na clínica e só saiu no início da tarde desta terça-feira (9).
Agentes da Polícia Civil ficaram na porta aguardando a saída da perita que foi em um táxi, escoltado pelos policias, para a primeira delegacia, no bairro dos Barris, no Centro de Salvador.
Delma será indiciada por flagrante de desobediência judicial por não ter comparecido às audiências marcadas para depor no caso Isabella. A perita baiana foi contratada pelos advogados do casal Nardoni para contestar o laudo apresentado pela perícia da polícia de São Paulo, que apontou o casal como responsável pelo assassinato da garota Isabela, em março deste ano. A menina foi jogada da janela do 6º andar, do apartamento onde vivia seu pai, na Zona Norte de São Paulo.

Processo
O depoimento dela é o último dentre os mais de 40 que ocorreram ao longo dessa fase do processo no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Só depois que Delma der a sua versão (ela foi chamada pelos advogados de defesa) é que o juiz Maurício Fossen poderá fazer a pronúncia do casal, momento em que Nardoni e Anna Carolina devem ser avisados de que irão a júri popular.
Até a publicação desta matéria, a reportagem do G1 não havia conseguido conversar com a perita ou com a família dela.

Oscar Pistorius ganha ouro nos 100m na T44 nos Paraolímpicos


Agora o atleta vai tentar buscar mais dois ouros nas provas de 200m e 400m

Pistorius é o mais rápido nas eliminatórias dos 100m Leia mais sobre a Paraolimpíada de Pequim
PEQUIM (China) - O sul-africano Oscar Pistorius, o paratleta que tentou participar dos Jogos Olímpicos, conseguiu nesta terça sua primeira medalha de ouro na Paraolimpíada de Pequim, ao vencer a final dos 100 metros rasos da categoria T44 (amputação única abaixo do joelho).
Com um tempo de 11s17, o sul-africano obteve assim a primeira das três medalhas de ouro (100 metros, 200 metros e 400 metros, sua especialidade) que busca na disputa paraolímpica.
"Confio em conseguir outros dois ouros e não me esqueço de Londres 2012. Estou treinando há três anos e continuarei assim", disse.
O corredor ganhou em maio a batalha legal para participar dos Jogos Olímpicos, mas ficou de fora ao não conseguir a marca olímpica para se classificar na equipe dos 4x400 metros, já que havia pelo menos seis compatriotas com melhor tempo.
A Federação Internacional de Associações de Atletismo (IAAF, em inglês) argumentou que as próteses em forma de "J" que o permitem caminhar poderiam representar uma vantagem sobre os atletas olímpicos, argumento que o Tribunal Arbitral do Esporte rejeitou.

Brasil leva 5 ouros em ótimo dia de Paraolimpíada


Natação, atletismo, judô e bocha foram os esportes em que os brasileiros brilharam nesta

Lucas Prado leva ouro e bate recorde mundial nos 100m rasos Daniel Dias e André Brasil levam ouros na Paraolimpíada Brasil leva prata e bronze nos 100m feminino Brasileira Daniele Silva conquista bronze no judô até 57 kg Oscar Pistorius ganha ouro nos 100m na T44 Leia mais notícias da Paraolimpíada de Pequim
PEQUIM (China) - A terça-feira paraolímpica do Brasil não poderia ter sido melhor em Pequim. Com favoritismos sendo confirmados e até com agradáveis surpresas, o país teve um dia dourado: foram 5 ouros em apenas um dia. Além disso, vieram 3 pratas e 2 bronzes.
Para efeito de comparação, apenas estas conquistas já superam a campanha brasileira na Olimpíada de Pequim realizada em agosto. No quadro de medalhas, o Brasil já está em quinto lugar, atrás apenas da China, dos Estados Unidos, da Austrália e da Ucrânia, que se iguala no número de ouros, mas possui mais pratas. (Veja o quadro)
Seja em esportes clássicos, como natação e atletismo, ou em práticas exóticas, como a bocha, o hino nacional brasileiro tocou enquanto os atletas estavam no topo do pódio. Veja um resumo dos principais acontecimentos:
JudôAntonio Tenório conseguiu uma marca impressionante: O tetracampeonato olímpico. Na categoria até 100Kg, o atleta trouxe o primeiro ouro do judô nesta Paraolimpíada. O brasileiro superou Karim Sardarov, do Azerbaidjão, na final.
Além de Tenório, uma brasileira brilhou nesta terça-feira no judô em Pequim. A mineira Deanne Silva conquistou a medalha de prata na categoria acima de 70 quilos após perder na final para a chinesa Yanping Yuan.
NataçãoDaniel Dias, que já havia conquistado duas medalhas de ouro, venceu mais uma vez na categoria S5, nos 200 metros livre. Com 2min32s32, ele estabeleceu uma nova marca mundial para a distância. A notícia triste ficou apenas por conta de Clodoaldo Silva, que ficou na quinta posição da prova.
Outro nadador do País que já tem mais uma medalha dourada em Pequim é André Brasil. Nesta terça-feira, ele venceu os 100 metros livre na classe S10. Ele chegou também a uma nova marca mundial, de 51s38 e completou uma dobradinha com Phelipe Andrews Rodrigues, de apenas 18 anos.
AtletismoO destaque foi Lucas Prado. O velocista estabeleceu o novo recorde mundial da classe T11 - para deficientes visuais - com 11s03.
Entre as mulheres, na mesma prova e também na classe T11, o Brasil subiu ao pódio com duas representantes: Terezinha Guilhermina ficou em segundo lugar e Adria dos Santos foi a terceira colocada, em prova vencida pela chinesa Chunmiao Wu.
BochaFoi a primeira participação brasileira neste esporte em uma Paraolimpíada. Mesmo assim, o país conseguiu dominar o pódio da categoria BC4.
O brasileiro Dirceu Pinto conquistou o título paraolímpico da bocha ao superar Leung Yuk Wing, de Hong Kong, por 3 a 1, na final. O terceiro lugar no pódio também foi ocupado por um atleta do País. Eliseu Santos superou o espanhol José Maria Dueso, por 7 a 1, na decisão do bronze, fechando com duas medalhas a participação brasileira no esporte.

André Brasil quebra recorde mundial nos 100 m livre da Paraolimpíada


Os brasileiros André Brasil e Phelipe Rodrigues ficaram com as medalhas de ouro e prata, respectivamente, na prova dos 100 m livre, classe S10, de natação nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, nesta terça-feira.
Além do primeiro lugar, André ainda quebrou o recorde mundial com a marca de 51s38. A medalha de bronze foi para o canadense Benoit Huot.
Nesta terça-feira, o Brasil também assegurou outro ouro na natação, com Daniel Dias, que venceu e quebrou o recorde mundial dos 200 m livre, categoria S5, com a marca de 2min32s32 e chegou ao terceiro ouro na Paraolimpíada.
A medalha de prata ficou com espanhol Sebastian Rodriguez. Em terceiro ficou Anthony Stephens, do Reino Unido. Outro brasileiro na prova, Clodoaldo Silva terminou em quinto lugar.
Dias já havia vencido os 100 m livre e os 50 m costas na Paraolimpíada chinesa.

Antônio Tenório obtém tetracampeonato no judô em Paraolimpíadas

O brasileiro Antônio Tenório conquistou nesta terça-feira a medalha de ouro do judô, categoria até 100 kg da na classe B1 (cego total), nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, ao derrotar Karim Sardarov, de Azerbaijão, na final.
Tenório, porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura, chegou à final ao derrotar nas semifinais o ucraniano Mykola Lyvytskyi por ippon.
Este é o quarto título de Tenório em Paraolimpíadas. Em Atlanta-1996, Tenório faturou a medalha de ouro, repetindo o feito em Sydney-2000 e Atenas-2004.
"Esta medalha é diferenciada. Pequim começou como um sonho quando eu desci do pódio de Atenas. Perguntavam se eu ia trazer medalha e eu dizia que não sabia. Cada vez que nós ganhamos medalhas e participamos de uma competição internacional, abrimos a porta para mais pessoas começarem no esporte", falou Tenório ao canal Sportv.
Feminino
A brasileira Deanne Silva conquistou hoje a medalha de prata na categoria acima de 70 kg do judô nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, ao perder a final para a chinesa Yuan Yanping.
Deanne perdeu por um ippon e um yuko na luta disputada no estádio do Trabalhador, na capital chinesa.
"É uma alegria muito grande eu poder chegar aqui e conquistar o prata. Agora é trabalhar tudo de novo para na próxima vez poder conquistar o ouro. Em primeiro lugar agradeço à Deus, e em segundo lugar a minha mãe", disse a brasileira ao canal Sportv.

Daniel Dias vence 200 m livre e conquista 3º ouro na Paraolimpíada


O brasileiro Daniel Dias conquistou mais uma medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Nesta terça-feira, ele venceu e quebrou o recorde mundial dos 200 m livre, categoria S5, com a marca de 2min32s32 e chegou ao terceiro ouro na Paraolimpíada.
Outro brasileiro na prova, Clodoaldo Silva terminou em quinto lugar.A medalha de prata ficou com espanhol Sebastian Rodriguez. Em terceiro ficou Anthony Stephens, do Reino Unido.
Dias já havia vencido os 100 m livre e os 50 m costas na Paraolimpíada chinesa.
Nesta terça-feira, o Brasil também assegurou outras medalhas na natação, com André Brasil e Phelipe Rodrigues, que ficaram com as medalhas de ouro e prata, respectivamente, na prova dos 100 m livre, classe S10.
Além do primeiro lugar, André ainda quebrou o recorde mundial com a marca de 51s38. A medalha de bronze foi para o canadense Benoit Huot.

Lucas Prado conquista o ouro nos 100 m rasos da Paraolimpíada


O brasileiro Lucas Prado ganhou nesta terça-feira a medalha de ouro após vencer a final dos 100 m rasos na categoria T11 para deficientes visuais nos Jogos Paraolímpicos, com a marca de 11s03, batendo seu próprio recorde mundial, que havia conseguido na segunda-feira, em Pequim.
Prado, que nasceu em 1985 e é atual campeão dos Jogos Parapanamericanos na prova, confirmou as previsões que o apontavam como favorito e diminuiu em 16 centésimos seu recorde anterior (11s19).
Em segundo lugar ficou o angolano Jose Armando. A medalha de bronze foi para o francês Tresor Makunda.
Mulheres
As brasileiras Terezinha Guilhermino e Ádria dos Santos ficaram com as medalhas de prata e bronze, respectivamente, nos 100 m rasos, classe T11, dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em prova disputada na madrugada desta terça-feira.
O ouro ficou com a chinesa Wu Chunmiao, que bateu o recorde paraolímpico com a marca de 12s31.
A outra brasileira a disputar a prova, Jerusa Santos, ficou com o quinto lugar geral ao vencer a final B.

Animal sobrevive a dez dias de vácuo e radiação no espaço


Um pequeno passo para um tardígrado, um grande mistério para os biólogos. Os tardígrados são os primeiros animais a serem expostos ao ambiente mortal do espaço e sobreviverem. Apenas bactérias e líquens já haviam conseguido sobreviver ao vácuo e a radiação extremas fora da atmosfera da Terra.
Amostras desses invertebrados foram postas em órbita dentro da cápsula Foton-M3, da Agência Espacial Européia, em 14 de setembro do ano passado.
Menores que um milímetro e meio, os tardígrados estão acostumados com longos períodos de anos de seca, durante os quais permanecem inertes e desidratados, para voltarem à vida depois.
Pesquisas anteriores haviam demonstrado que os tardígrados resistem a extremos de calor, frio e radiação.Ingemar Jönsson, da Universidade de Kristianstad (Suécia) e seus colaboradores resolveram então fazer o bicho passar pela prova final: sobreviver no espaço.
O pesquisadores relatam as conclusões do projeto Tardis (Tardígrados no Espaço) hoje na revista "Current Biology".
Durante dez dias, amostras de duas espécies de tardígrados dissecados passaram por diferentes níveis de exposição ao ambiente espacial. Algumas amostras foram expostas somente ao vácuo, enquanto outras ficaram sem proteção nenhuma contra intensidades de radiação ultravioleta mil vezes maiores que as na superfície da Terra.
Recuperadas depois de cair no Kasaquistão, as amostras foram reidratadas em laboratório. Os tardígrados expostos somente ao vácuo não só sobreviveram como produziram filhotes.
Da amostra mais maltratada pelo vácuo e a radiação sobreviveram apenas três, cujos ovos, porém, não eclodiram. "Como esses animais sobreviveram permanece um mistério", escrevem os pesquisadores no artigo.

Google quer oferecer web via satélite a 3 bilhões de pessoas

O Google vai fazer parte de um consórcio que pretende oferecer internet via satélite a 3 bilhões de pessoas em países da África e de outros mercados emergentes, como a América Latina, segundo o "Financial Times", que não diz se o projeto inclui o Brasil.
O público-alvo do projeto, chamado de O3B Networks (os outros 3 bilhões), são pessoas para quem a internet de banda larga é muito cara. A idéia é diminuir o preço do acesso à rede em até 95%. "Isso realmente se encaixa na missão do Google no mundo em desenvolvimento", afirmou Larry Alder, gerente de produtos no grupo de acesso alternativo da empresa de tecnologia. "Em alguns lugares da África, o custo da internet rápida é 20 vezes maior do que nos Estados Unidos."
De acordo com o "Financial Times", o consórcio, formado, entre outros, pelo HSBC e pelo bilionário americano John Malone, do grupo Liberty Media (que tem participação na operadora de TV via satélite Sky), vai anunciar hoje a aquisição de 16 satélites de baixa órbita --com um sinal mais forte que o dos similares comerciais-- da empresa francesa Thales Alenia Space.
O negócio é considerado o pontapé inicial no projeto de US$ 750 milhões que pretende ligar antenas de telefonia celular a redes de internet de alta velocidade em uma série de países próximos da linha do Equador.
A intenção é que o projeto já esteja em funcionamento no fim de 2010. Ainda segundo o jornal, o HSBC, o Google e o bilionário americano já investiram, cada um, US$ 20 milhões e devem injetar mais de US$ 150 milhões a US$ 180 milhões.
Nos próximos meses, o consórcio, que terá sede na ilha de Jersey (no canal da Mancha), vai negociar acordos com companhias de internet e de telefonia de países emergentes da África, da América Latina, da Ásia e do Oriente Médio.

 
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