quinta-feira, 21 de agosto de 2008

LeBron James diz que a equipe americana entendeu o significado dos Jogos


Astro da NBA comenta a participação do compatriota Michael Phelps em Pequim: 'Foi incrível'
A seleção americana de basquete disputa nesta sexta-feira, às 11h15m (de Brasília), a semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim. O adversário é o mesmo da final em Atenas, a Argentina, que na Grécia levou a melhor e ficou com o ouro. Um dos principais astros dos EUA, LeBron James, acredita que agora a equipe entende realmente a importância de ficar em primeiro lugar na China.
- Há muitas diferenças em comparação com Atenas 2004. Estamos entendendo o que significa estar nos Jogos, representar o país, e até agora jogamos muito bem - diz em entrevista coletiva junto com o chinês Yao Ming, também astro da NBA.
LeBron James, que atua no Cleveland Cavaliers, time do brasileiro Anderson Varejão, comentou também sobre o desempenho de seu compatriota Michael Phelps nas piscinas de Pequim.
- Foi incrível ter visto Phelps, algo que só acompanharei uma vez em minha vida. Ganhar oito ouros é uma proeza incrível - diz.

Programa público de esporte transforma China em potência olímpica


A China pode copiar de tudo. Menos talento. No esporte, o jeito foi abrir uma linha própria de produção Zhany Sheix, um chinês de 16 anos e 1,98m, passou os últimos sete anos de sua vida em um internato no oeste de Pequim, onde joga vôlei, estuda e vive - nesta ordem. Zhany treina diariamente três horas de manhã e outras quatro horas à tarde. “Em quatro anos meu nível será bem melhor”, acredita, pensando em colocar os pés em Londres, para a próxima Olimpíada.
Zahny aproveita sua única folga semanal para assistir tevê (de preferência aos Jogos Olímpicos e mundiais) e ler. Ele nasceu em Pequim e sua família também mora na capital chinesa. Mesmo assim, vive no internato desde os nove anos. Zhany não reclama. “As instalações e a comida são boas”.
Kimberly Siu, uma americana de 9 anos e 1,30m, é de Nova York, onde seus pais vivem. Há dois meses ela faz intercâmbio em Pequim, na mesma escola do adolescente gigante Zhany. O técnico de Kim, o senhor Wong, é o responsável pela menina na China até o fim de sua estadia, daqui a quatro meses.
Kim treina ginástica artística diariamente com seus colegas, meninas e meninos, todos entre 6 e 9 anos, futuros ginastas de ponta que serão exportados ou se transformarão em técnicos requisitados. Quando perguntada se quer ganhar uma medalha de ouro, ela faz que “sim” energicamente com a cabeça. Pelos Estados Unidos ou pela China? “Não sei”. Independente da escolha da pequena atleta, a China já faturou 50 medalhas na ginástica artística até hoje — 12 só nesta edição. É a principal força do país em Olimpíadas.
Kim e Zhany são parte da explicação do porque a China deixou de ser uma coadjuvante de Olimpíadas para se tornar uma potência nas últimas três décadas – o crescimento em número de medalhas de ouro desde 1984 é de 200% e essa taxa deve aumentar até domingo.
Eles são dois dos 700 alunos da Shinchahai Sports School, no oeste de Pequim, uma das instituições mantidas pelo governo para preparar os futuros melhores atletas do país. Neste ano, 11 ex-alunos só desta escola disputam os Jogos em casa. Oito pela China e três por outros países.
A peneira chinesa
Vinte milhões de crianças nascem por ano na China. Imagina o trabalho que dá descobrir um talento escondido no meio de tanta gente? Para isso, o governo chinês sistematizou a peneira em quatro etapas, como explica o diretor da escola Shinchahai, Decheng Niu.
“Primeiro, todos os alunos da escola primária e secundária passam por exames de saúde para identificar aqueles que têm potencial físico. Destes, os que têm capacidade técnica nos esportes são levados para a terceira etapa, o recrutamento por parte das escolas de esportes. Por último, eles são treinados e se tornam profissionais subsidiados pelo governo”.
Com a abertura econômica na década de 80 e a volta da China à disputa dos Jogos Olímpicos em 1984, o país, ainda em desenvolvimento, precisava levantar sua auto-estima. “Foi aí que teve um boom do espírito nacional por meio do esporte”, lembra o diretor.
A Lucheng Sport Technical School, em Taxing, na grande Pequim, é outro centro de recrutamento de talentos. O diretor Guo Yingzhou enche a boca para dizer que três alunos foram levados direto da escola para times norte-americanos de beisebol na última temporada. Além disso, dez atletas da seleção nacional da modalidade nos Jogos de Pequim freqüentaram o internato.
E a China não é um país com tradição no esporte. Das atuais modalidades olímpicas, o país não ganhou medalha até hoje no beisebol, no hóquei, no triatlo, no nado sincronizado, no pólo aquático e no pentatlo moderno. Nas demais 25 modalidades, sim. Inclusive no futebol.
Yingzhou explica que o futebol é um caso à parte. “O atleta se transforma numa ferramenta de marketing muito cedo e os dirigentes dos clubes, com os patrocinadores, determinam a carreira do garoto, e não o governo, como nos outros esportes”, esclarece.
Nas modalidades em que não há grande tradição, a China busca técnicos e preparadores estrangeiros. Com isso, a participação da delegação nos Jogos deste ano deu um salto dourado. No tiro ao arco, por exemplo, a China não tinha ouro. Ganhou agora.
O mesmo aconteceu com o remo e com a vela. No boxe, hoje, está o ponto fraco. Tem só um bronze em toda sua história e ainda não ganhou em Pequim. Até esta quinta-feira, os donos da casa faturaram medalhas em 19 esportes diferentes. Para efeito de comparação, o Brasil ganhou medalhas em 11 modalidades em toda a história de sua participação olímpica.

Brasil repete Atenas e perde ouro no futebol para EUA


Brasileiras criaram muitas oportunidades de gol na prorrogação, mas não conseguiram reverter o placarEles não conseguiram, elas também não. Nesta quinta-feira, os EUA voltaram a frustrar o sonho da medalha de ouro do Brasil no torneio de futebol feminino das Olimpíadas.
Na revanche da decisão de Atenas-2004, as norte-americanas sofreram pressão das brasileiras, mas conseguiram a vitória por 1 a 0 e conquistaram o bicampeonato sobre a geração de Marta, Cristiane, Daniela Alves e companhia em Pequim.
O Brasil chegou a dominar boa parte da partida, e teve pelo menos duas chances de marcar com Marta. No entanto, a goleira Hope Solo garantiu a invencibilidade das redes do time de Pia Sundhage, que conquistou a vitória na prorrogação com um gol de Carli Lloyd. A goleira Bárbara ainda conseguiu evitar o pior ao longo do tempo regulamentar, mas não conseguiu repetir a defesa no lance decisivo da partida.
A derrota encerrou a bela campanha das comandadas de Jorge Barcellos, que estrearam com empate sobre a Alemanha e venceram Coréia do Norte e Nigéria na primeira fase. Na seqüência, ainda venceram a Noruega (que havia derrotado os EUA na estréia) por 2 a 1 nas quartas-de-final, antes de eliminar nas semifinais a Alemanha – que ficou com o bronze, repetindo o pódio de 2004, e que havia vencido o Brasil na final da Copa do Mundo de 2007.
As norte-americanas começaram o jogo tocando a bola, esperando o Brasil sair da defesa e tentando as primeiras chances com Amy Rodriguez, aos três e aos sete minutos. Na primeira, ela não alcançou o lançamento de Tarpley; na segunda, arriscou o chute de longe sem força e viu a goleira Bárbara fazer a defesa em dois tempos. As brasileiras tentaram responder com o chute de Daniela Alves pela direita aos 12 minutos, mas a bola saiu fraca e ficou com Hope Solo. Três minutos depois, Hucles levantou escanteio pela esquerda e colocou a bola no travessão, com perigo.
Os EUA não conseguiam chegar perto do gol, mas tocavam bola no ataque. No entanto, as comandadas de Jorge Barcellos se compuseram e começaram a sair de trás com lançamentos para a dupla de ataque. Aos 31 minutos, Cristiane recebeu na entrada da área e fugiu da trombada de Chalupny, mas tocou muito forte e deixou a bola escapar para Solo. Dois minutos depois, Marta tentou a jogada individual pela direita, passou por duas marcadoras e bateu para o gol, mas a bola apenas passou perto da trave.
Hucles chegou a ter uma chance para equilibrar de novo a balança, mas mandou para fora o passe que recebeu na meia-lua da área aos 40. Porém, foi Cristiane quem voltou a ameaçar no minuto seguinte, batendo por sobre o travessão. Mais ativa em campo, a atacante brasileira sofreu falta aos cinco minutos do segundo tempo, que Daniela Alves cobrou bem na área – Érika subiu, mas não conseguiu desviar para o gol.
A essa altura, as brasileiras já eram melhores em campo, e chegaram mais perto da área de Hope Solo. Marta tentou aos 17 e Simone arriscou de longe aos 19, tentando encobrir a goleira dos EUA, mas as duas oportunidades foram muito altas. Melhor jogadora do mundo na atualidade, a camisa dez do Brasil ainda teve uma chance valiosíssima aos 26 minutos, driblando duas defensoras e soltando uma bomba dentro da área – Solo operou um milagre e defendeu com o braço direito.
Porém, depois de pressionar, foram as brasileiras que cederam espaços na partida. Aos 40 minutos, Rodriguez ganhou de Renata Costa e tentou entrar na área, mas parou em Bárbara. A goleira se complicou e deixou a bola sobrar, mas conseguiu se recuperar e afastar no chutão. Depois, aos 45, a defesa do Brasil falhou e deixou a bola de novo para Rodriguez, que, sozinha, só não marcou porque Bárbara também fez seu milagre e evitou o gol por cobertura.
A prorrogação deu seqüência á pressão das campeãs olímpicas, que marcaram aos seis minutos: Lloyd recebeu o passe na entrada da área e arriscou o chute da esquerda, cruzado, vencendo Bárbara. O Brasil ainda teve boa chance com Marta aos 11 minutos, mas Marta foi barrada por Rampone na primeira tentativa – no rebote, a defesa afasta. No segundo tempo, sem fôlego, o Brasil teve uma boa chance em falta de Marta, mas os EUA ainda colocaram uma bola na trave. Ninguém alterou o placar.

Rodrigo Pessoa fica fora do pódio no salto individual em Pequim


Como havia cometido uma falta na segunda passagem pelo circuito, brasileiro não conseguiu disputar o ouroO brasileiro Rodrigo Pessoa terminou em quinto lugar na final do salto individual dos Jogos Olímpicos de Pequim.
No desempate pelo bronze, o atual campeão olímpico zerou o percurso e fez o tempo de 37s04. No entanto, a alemã Meredith Michaels-Beerbaum, que também não cometeu falhas, fez em 37s08 e ficou com o bronze.
Já Camila Mazza, que ficou fora da disputa por medalhas após a primeira passagem, terminou em décimo lugar. Mesmo chamada às pressas após a confirmação do doping do cavalo Chupa Chups, de Bernardo Alves, a amazona foi bem e terminou a eliminatória na liderança.

Portabilidade numérica no Brasil começa em 1º de setembro


A partir do dia 1º de setembro, usuários de telefonia fixa e móvel de algumas cidades de sete estados brasileiros (entre eles São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná) poderão manter o número de telefone que usam atualmente mesmo ao trocar de operadora.
Na data, a portabilidade numérica —que consiste em "desconectar" o número de telefone celular ou fixo de seu endereço de origem e da operadora— começará a ser implementada comercialmente no Brasil. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), as operadoras terão até março de 2009 para disponibilizar a vantagem em todas as cidades brasileiras.
Como funciona
Assim que a portabilidade numérica for implantada na cidade (veja cronograma abaixo), o usuário que desejar mudar de operadora sem perder o seu número deverá se dirigir a nova prestadora e solicitar o direito. O procedimento poderá ser feito quantas vezes o cliente desejar. Mas vale ficar atento a algumas regras:
A migração só poderá ser feita entre operadoras que ofereçam o mesmo serviço. Por exemplo: trocar de operadora móvel e manter o mesmo número do celular.
Na telefonia fixa, a portabilidade só acontecerá em uma mesma área local. Ou seja, só será possível trocar de operadora na mesma cidade ou localidade com continuidade urbana —mudar para outro estado e levar o número junto, por exemplo, será impossível.
Na telefonia móvel, a portabilidade se aplica quando o usuário trocar de prestadora em uma mesma área de registro (DDD) ou trocar de plano de serviço na própria operadora.
Por enquanto, não existe um consenso sobre quanto o usuário deverá pagar pela facilidade, mas especula-se que seja algo em torno de R$ 10. Também se estuda a possibilidade da operadora subsidiar os custos para usuários que tragam uma receita maior para a empresa.

Comportamento de Bolt é alvo de críticas do presidente do COI


Extrovertido para uns, arrogante para outros, Usain Bolt continua criando polêmica nos Jogos Olímpicos. Dessa vez quem soltou o verbo contra o velocista foi ninguém menos que Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional, que viu certa falta de respeito nas atitudes do jamaicano depois das vitórias nos 100 e 200 m rasos."Eu não vejo nenhum problema em Bolt fazer um show. Mas acho que ele poderia mostrar um pouco mais de respeito com seus competidores e apertar as mãos, dar um tapinha nas costas depois das corridas e não agir como ele agiu nos 100 m rasos", reclamou o dirigente, referindo-se aos braços abertos e ao tapa no peito nos últimos metros da corrida do jamaicano.
"Eu entendo a sua felicidade. Talvez ele tenha tido outra intenção no momento, mas a maneira com que isso foi interpretado foi como um 'pegue-me se puderem'", afirmou Rogge. "Isso não se faz. Mas ele vai aprender. Ele ainda é novo".
Na quarta-feira, após vencer e quebrar o recorde dos 200 m rasos, a atitude não foi muito diferente. Bolt levou a corrida a sério até o final, mas após a linha de chegada não se esforçou para cumprimentar os competidores, preferindo enrolar-se na bandeira jamaicana, dançar ao som da música do estádio ou gritar "eu sou número um!" para as câmeras.
"Não é isso que se entende por um campeão", declarou o presidente, sem deixar de enaltecer o feito do velocista. Bolt foi o primeiro a vencer a prova dos 100 e 200 m rasos depois de Carl Lewis em 1984, e o único a fazê-lo quebrando ambos os recordes. "Ele deveria cumprimentar seus adversários e não ignorá-los. Ele vai aprender isso cedo ou tarde. Mas, é claro, ele é um grande atleta".

Sob pressão, Dunga diz: "não preciso puxar saco"


Criticado após a derrota por 3 a 0 para a Argentina nos Jogos Olímpicos de Pequim, o técnico Dunga voltou a afirmar nesta quinta-feira que não está preocupado com a sua situação no cargo. Sob pressão, o treinador disse que não vai "puxar o saco" de ninguém para manter o emprego.
"Não sou um personagem. Tenho transparência e caráter. Não preciso puxar saco", afirmou o treinador, que prepara o time para a disputa do bronze contra a Bélgica, nesta sexta-feira, e exige postura semelhante do grupo em campo.
"Tem que ser transparente e ter caráter. Se a gente tiver isso dentro do grupo, a gente é forte. A gente acha que o treinador tem que ter personalidade. Amanhã, temos que ganhar. A gente tem que ganhar sempre", afirmou, antes de chamar a responsabilidade pelo atual momento da Seleção.
"O treinador tem mais responsabilidade que os jogadores neste momento. E é assim neste caso. Eu assumo", completou.
Dunga, inclusive, disse que já está acostumado com as críticas. "Faz parte do futebol. Não se pode esperar nada de ninguém. As pessoas falam o que querem. Param de trabalhar para falar sobre futebol, As críticas são normais", completou.
Mesmo com a decepção de ficar fora da briga pela medalha dourada, o treinador afirmou que o grupo está confiante para levar o bronze. "O grupo está forte para o jogo. Tem que ganhar sempre", completou.

Jadel decepciona e fica sem medalha


Acabou o sonho de Jadel Gregório de buscar uma medalha olímpica. Na manhã desta quinta-feira (horário de Brasília), o atleta fez marcas baixas nas seis oportunidades que teve na final do salto triplo dos Jogos de Pequim, no Ninho de Pássaro.
A melhor marca do brasileiro foi de 17,20 metros, atingida no primeiro salto e insuficiente para deixá-lo sequer entre os cinco primeiros da prova. Foi o sexto.
A medalha de ouro da disputa ficou com o português Nelson Evora, que atingiu a sua melhor marca na temporada com 17,67 m.
Completou o pódio da disputa o britânico Phillips Idowu, um dos favoritos, com a marca de 17,62 m. O atleta da Bahamas, Leevan Sands, foi o terceiro com 17,59 m e levou o bronze.
Jadel tinha a melhor marca pessoal entre todos os concorrentes à medalha com os 17,90 m que alcançou na etapa de Belém do Grande Prêmio do Brasil. Entretanto, além dos resultados tímidos em competições internacionais, o brasileiro ainda acumulou problemas durante a preparação para Pequim.
Dias antes de sua estréia, na sexta-feira, o triplista viu o técnico Pedro Henrique de Camargo Toledo deixar Pequim, alegando impossibilidade de continuar a trabalhar com o atleta.
Toledo não é exatamente o treinador de Jadel, que faz sua preparação com o britânico Peter Stanley, mas estava na China para fornecer suporte ao paranaense já que seu verdadeiro treinador estava com a delegação da Grã-Bretanha.
Como o acerto não funcionou, Toledo voltou para São Paulo, e Jadel assumiu a responsabilidade e competir sem um olhar externo para o orientar. No atletismo, os técnicos não ficam ao lado dos atletas na pista ou no campo, mas das arquibancadas podem gritar orientações durante as disputas.
A derrota do atleta mantém o jejum de medalhas do Brasil em um esporte onde já foi potência. A última conquista aconteceu nos Jogos de Moscou 1980, com o bronze de João do Paulo.
Antes, o País já acumulara um biolímpico, em Helsinque 1952 e Melbourne 1956, com Adhemar Ferreira da Silva, e uma prata de Nelson Prudêncio na Cidade do México 1968. Prudêncio e João do Pulo também conquistaram bronze em Munique 1972 e Montreal 1976, respectivamente.

Feminino 4x100m surpreende e garante vaga de primeira

Equipe brasileira se classificou em terceiro na sua bateria com o tempo de 43s38

Ao contrário do revezamento masculino que precisou do critério de tempo para se classificar, o 4x100m feminino fez bonito em sua bateria eliminatória e garantiu a terceira colocação com 43s38. Os três primeiros colocados de cada bateria seguem para a final.
As brasileiras terminaram a prova atrás da Bélgica (42s92) e da Grã-Bretanha (43s02).

Brasileiros vão à final, e EUA são eliminados no 4x100m


Equipe brasileira completou a prova com tempo de 39s01, sétima melhor marca das eliminatóriasA equipe brasileira está na final olímpica do revezamento 4x100m. Os velocistas José Carlos Moreira, Bruno de Barros, Vicente Lenílson e Sandro Viana completaram a prova em 39s01, sétimo melhor tempo das eliminatórias.
A equipe dos Estados Unidos, apontada maior rival da Jamaica na luta pelo ouro, foi desclassificada devido a um erro na última passagem do bastão, entre Darvis Patton e Tyson Gay.
Os jamaicanos, sem Usain Bolt - poupado para a final -, conseguiram o segundo melhor tempo, com 38s31, atrás apenas de Trinidad e Tobago, que terminou com 38s26.

Verônica Campbell vence 200m rasos e garante mais um ouro para a Jamaica


Após incrível vitória de Bolt, jamaicana domina final da prova feminina
A jamaicana Verônica Campbell-Brown parece ter se inspirado na incrível vitória de seu compatriota Usain Bolt para garantir mais uma medalha para o país na final dos 200m rasos, realizada na manhã desta quinta-feira, no Cubo d’Água. Assim como fez o homem mais rápido do mundo, Verônica, que também foi a campeã desta prova em Atenas-2004, não deu chance às suas adversárias, dominou de ponta a ponta e cruzou a linha de chegada em primeiro com o tempo de 21s74.
A americana Allyson Felix, campeã mundial de 2007, garantiu a medalha de prata com o tempo de 21s93. A também jamaicana Kerron Stewart completou o pódio em 22s.

O recorde mundial de 21s34 é da americana Florence Griffith-Joyner. A marca já dura 20 anos.

Provando mais uma vez a sua força no atletismo, a Jamaica lidera o quadro de medalhas da modalidade até agora com cinco ouros, três pratas e um bronze. A Rússia vem logo atrás com cinco ouros, uma prata e quatro bronzes. Estados Unidos está em terceiro com três ouros, sete pratas e cinco bronzes.

Confira a classificação final da prova!

1) Veronica Campbell-Brown (JAM) 21s74

2) Allyson Felix (EUA) 21s93

3) Kerron Stewart (JAM) 22s

4) Muna Lee (EUA) 22s01

5) Marshevet Hooker (EUA) 22s34

6) Sherone Simpson (JAM) 22s36

7) Debbie Ferguson-Mckenzie (BAH) 22s61

8) Cydonie Mothersill (CAI) 22s68

Hubble desvenda mistério de 'monstro' magnético cósmico


Tentáculos de energia colorida desafiavam astrônomos há anos.Estudo indica que eles são protedigos por campos magnéticos.Um “monstro magnético” que assombrava os astrônomos há anos acaba de ter sua existência explicada com imagens do Telescópio Espacial Hubble. O trabalho divulgado nesta semana resolve o mistério que envolvia os imensos tentáculos coloridos vistos em volta da NGC 1275, uma gigantesca galáxia elíptica relativamente próxima (em termos astronômicos) da nossa Via Láctea.
Esses filamentos coloridos de gás surgem quando a atividade energética perto do buraco negro localizado no centro galáctico “sopra” bolhas de material cósmico para a área ao redor da galáxia. Essa é a única manifestação visual que sai de uma complexa relação entre o buraco negro e o gás do aglomerado de galáxias. E uma peça-chave para entender como um buraco negro afeta tudo que está ao seu redor.As primeiras imagens das faixas de gás que formam esses filamentos foram obtidas pela equipe liderada por Andy Fabian, da Universidade de Cambridge, com a ajuda do Hubble. Apenas uma delas tem um milhão de vezes mais massa que o nosso Sol. Embora tenham apenas cerca de 200 anos-luz de largura, podem se estender por até 20 mil anos-luz de comprimento.
Antes das imagens, os cientistas tinham dificuldade de entender como estruturas tão delicadas conseguiam sobreviver em um ambiente tão hostil por mais de 100 milhões de anos. Pelo que sabíamos, elas deveriam ter se aquecido e evaporado ou então colapsado e virado estrelas.
Agora, a equipe de Fabian afirma, na edição desta semana da revista científica britânica “Nature”, que campos magnéticos mantêm esse gás no lugar e servem como proteção para evitar um colapso.

Andrey Moiseev, da Rússia, leva ouro e é bicampeão no pentatlo moderno

Medalhas de prata e bronze ficaram com dois participantes da Lituânia
O russo Andrey Moiseev chegou em primeiro lugar ao final de todas as provas do pentatlo moderno e faturou o bicampeonato olímpico - ele tinha sido ouro também em Atenas-2004. A prata e o bronze ficaram com dobradinha da Lituânia, formada por Edvinas Krungolcas e Andrejus Zadneprovskis.
A liderança de Andrey foi conquistada com um total de 5.632 pontos. Krungolcas ficou pouco menos de 100 pontos atrás, com 5.548, enquanto Zadneprovskis fez 5.524. Colado na quarta colocação e fora do pódio veio o chinês Zhenhua Qian.
A disputa do pentatlo moderno consiste em cinco provas: tiro, esgrima, natação, hipismo e atletismo. Na categoria para homens não houve brasileiros, mas feminino o país é representado por Yane Marques.

Chinesa de 15 anos conquista a medalha de ouro na plataforma de 10m

Ruolin Chen supera a canadense Emilie Heymans, 11 anos mais velha que ela. Chinesa de 16 anos fica com a medalha de bronze
A chinesa Ruolin Chen, de apenas 15 anos, conquistou a medalha de ouro na prova de plataforma de 10m nos saltos ornamentais dos Jogos Olímpicos de Pequim, nesta quinta-feira. Chen conseguiu 447,70 pontos, superando a canadense Emilie Heymans, 11 anos mais velha, a medalha de prata com 437,05 pontos.

A medalha de bronze ficou com outra chinesa, Xin Wang, de 16 anos. Wang obteve 429,90 pontos. Nesta mesma competição, a brasileira Juliana Veloso foi eliminada na fase preliminar, terminando na 23ª colocação.


Resultado final da plataforma de 10m:

1º) Ruolin Chen (China) – 447,70 pontos
2º) Emilie Heymans (Canadá) – 437,05
3º) Xin Wang (China) – 429,90
4º) Paola Espinosa (México) – 380,95
5º) Tatiana Ortiz (México) – 343,60
6º) Melissa Wu (Austrália) - 338.15
7º) Marie-Eve Marleau (Canadá) – 332,10
8º) Tonia Couch (Grã-Bretanha) – 328,70
9º) Laura Wilkinson (EUA) – 311,80
10º) Stacie Powell (Grã-Bretanha) – 303,50
11º) Mai Nakagawa (Japão) – 296,30
12º) Elina Eggers (Suécia) – 285,85

Pódio americano nos 400m masculino

Lashawn Merrit leva a melhor e garante a medalha de ouro em Pequim
Apesar da Jamaica ainda estar à frente no quadro de medalhas do atletismo, os Estados Unidos dominaram o pódio dos 400m, na manhã desta quinta-feira. O americano Lashawn Merrit sobrou na pista do Ninho do Pássaro e venceu com tranqülidade. Merrit, de 22 anos, garantiu a medalha de ouro com o tempo de 44s74.

Os compatriotas Jeremy Wariner e David Neville completaram o pódio da prova com os tempos de 44s74 e 44s80, respectivamente.

Em regata emocionante e polêmica, dupla Scheidt/Prada confirma reação com prata


Mas medalha só saiu oficialmente depois que juízes analisaram protesto dos suecos. Essa é a quarta vez que Robert vai a um pódio olímpico
Desconfiança, superação, polêmica, apreensão e, enfim, consagração. Todos esses ingredientes agitaram as águas de Qingdao e marcaram a trajetória da dupla Robert Scheidt e Bruno Prada até a confirmação do segundo lugar geral na classe Star. Esse roteiro dramático em que os brasileiros foram os protagonistas, certamente dá à medalha de prata conquistada nos Jogos de Pequim um gosto de epopéia olímpica.
Não só pela emoção na regata da medalha, decidida mais de dez minutos depois de os barcos cruzarem a linha de chegada, mas principalmente pelo retrospecto do conjunto brasileiro ao longo das 11 provas. Ao final da sétima etapa, a dupla estava apenas em oitavo na classificação geral. Mas uma incrível ascensão nas três seguintes abriu mais uma vez o caminho para a vela do Brasil brilhar.
- Foi a medalha da superação – resumiu Scheidt ao final da saga que lhe colocou pela quarta vez consecutiva em um pódio dos Jogos e fez dele o segundo maior atleta olímpico do Brasil. Dono de quatro medalhas (dois ouros e duas pratas), ele divide o posto com Gustavo Borges, da natação, atrás apenas de Torben Grael, também da vela, que tem cinco: dois ouros, uma prata e dois bronzes.
A atuação de Robert Scheidt e Bruno Prada na decisão da classe Star foi praticamente perfeita. Enquanto Percy/Simpson, do Reino Unido, e Loof/Ekstrom, da Suécia, se marcavam na briga por ouro e prata, o time brasileiro passou as duas primeiras marcas na liderança da prova. Mais adiante, eles terminariam em terceiro, mas depois do dever cumprido o que interessava mesmo era a posição dos rivais.
Foi então que começou a polêmica. Já com a medalha de bronze assegurada para o Brasil e o ouro definido para a dupla do Reino Unido, o barco da Suécia cruzou a linha de chegada quase ao mesmo tempo que as embarcações da Itália, de Negri e Viale, e da França, de Rohart e Rambeau. De cara, a organização da prova colocou os suecos como últimos colocados.

VEJA IMAGENS DA TRAJETÓRIA DE SCHEIDT/PRADA
Esse resultado dos europeus somado à terceira colocação de Scheidt/Prada na prova final dava aos brasileiros a medalha de prata. Mas os suecos, então donos do bronze, contestaram o resultado com os juízes. Logo depois, a organização da prova atualizou a classificação e os colocou em nono. Assim, o Brasil é que seria bronze.
- Qualquer uma das duas está ótimo – disse Scheidt à TV Globo, ainda sem saber o resultado oficial da regata. Cláudio Biekark, chefe da delegação do iatismo, também estava sem saber o que acontecia:
- A gente está acompanhando do quebra-mar e não sabemos o que aconteceu na final. Mas a impressão que tivemos é que pela posição de chegada eles são medalha de prata. Ainda não sabemos, porque se teve alguma penalidade ou protesto eles serão julgados na água.
Enquanto Biekark dizia isso ao SporTV, a organização das provas de vela nas Olimpíadas de Pequim confirmava, desta vez oficialmente, que os suecos tinham chegado na décima colocação, ou seja, último. Dessa maneira, a medalha de prata voltava para o peito dos brasileiros Roberto Scheidt e Bruno Prada.
- Essa conquista foi emocionante, porque começamos mal e tivemos que nos recuperar e nos superar durante a disputa. Estou emocionado, porque nós dois queríamos representar bem o Brasil, e conseguimos. Acho que essa medalha tem um valor muito especial por tudo isso. Velejamos mal, tivemos um pouco de falta de sorte, mas não deixamos o ânimo cair – comemorou Scheidt.

A vibração do timoneiro com a prata de Pequim tem uma clima totalmente diferente de quando ele conseguiu a mesma colocação em Sidney-2000. Acontece que daquela vez, em vez de ganhar a prata, ele perdeu o ouro.
PÓDIO DA CLASSE STAR POSIÇÃO DUPLA PAÍS PONTOS PERDIDOS 1º Percy/Simpson (ouro) Reino Unido 45 2º Scheidt/Prada (prata) BRASIL 53 3º Loof/Ekstrom (bronze) Suécia 53
Essa presença da dupla verde-amarela no pódio torna novamente a vela brasileira o esporte que mais alegrias deu ao país na história dos Jogos: são 16 conquistas desde 1968, na Cidade do México. De lá para cá, aliás, o Brasil passou em branco em apenas duas edições (Munique-1972 e Barcelona-1992).

Norueguesa desaba após cruzar a linha de chegada em segundo na marcha 20km




Prova foi disputada sob forte chuva, que amenizou o calor em PequimO esforço olímpico da marchadora norueguesa Kjersti Platzer deu resultado. Após percorrer os 20km da marcha atlética no tempo de 1h29m29s, Platzer desabou logo ao cruzar a linha de chegada na segunda colocação. Medalha de prata para a norueguesa, que foi ajudada pela organização e ainda encontrou força para buscar uma bandeira do seu país e comemorar. A medalha de ouro da prova foi para a russa Olga Kaniskina, que bateu o recorde olímpico ao chegar em 1h26m31s. Completou o pódio a italiana Elisa Rigaudo, que fez 1h30m33s. A brasileira Tânia Regina chegou na 37ª colocação, com o tempo de 1h36m46s.

A prova foi disputada debaixo de muita chuva, que amenizou o calor. Mesmo assim, algumas competidoras passaram mal e tiveram dificuldade em completar o percurso. Uma curiosidade ficou por conta de duas atletas que, após cruzarem a linha de chegada, acabaram iniciando uma nova volta na pista do Ninho do Pássaro. Ao entrarem na reta de chegada pela segunda vez, as atletas foram convidadas por fiscais de pista a se retirarem por um túnel lateral, e se mostraram decepcionadas, não entendendo que já A classificação final da marcha atlética 20km - feminino

1- Olga Kaniskina (RUS) - 1h26m31s 2- Kjersti Platzer (NOR) - 1h27m07s3- Elisa Rigaudo (ITA) - 1h27m12s 4- Hong Liu (CHN) - 1h27m17s5- Maria Vasco (ESP) - 1h27m25s6- Beatriz Pascual (ESP) - 1h27m44s7- Olive Loughnane (IRL) - 1h27m45s8- Ana Cabecinha (POR) - 1h27m46s9- Athanasia Tsoumeleka (GRE) - 1h27m54s10- Vera Santos (POR) - 1h28m14s

Renata e Talita caem diante de chinesas e ficam fora do pódio dos Jogos Olímpicos


Dupla perde para Xue/Zhang Xi e Brasil fica sem medalha pela primeira vez
Debaixo de chuva, o vôlei de praia feminino do Brasil saiu de Pequim sem brilho. Renata e Talita foram derrotadas pelas chinesas Xue e Zhang Xi por 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/17, e ficaram sem a medalha de bronze dos Jogos de 2008.
Com o resultado e a eliminação de Ana Paula e Larissa nas quartas-de-final, o Brasil fica fora do pódio feminino pela primeira vez desde que o esporte passou a fazer parte das Olimpíadas, em Atlanta-1996.
As campeãs de Pequim serão conhecidas em seguida. A partir de meia-noite (de Brasília), as americanas Walsh e May, medalha de ouro em Atenas-2004, buscam o bi contra as também chinesas Tian Jia e Wang.

Chinesas forçam saque e impedem reação de brasileiras
O clima do jogo não lembrava uma decisão. A chuva que caiu em Pequim desde a madrugada deixou a Arena de Chaoyang com um público bem abaixo do esperado para uma disputa pelo bronze. Mas a torcida que decidiu encarar o aguaceiro viu um duelo equilibrado, com as duas duplas se alternando no placar. Depois de um mau momento na metade do set, quando perdiam por 15 a 12, as brasileiras se recuperaram e passaram a frente no marcador, mas pecaram ao não forçar seu serviço. Melhor para a habilidosa Xue, que virou todas as bolas e garantiu a vitória para a China por 21 a 19.
E a chinesa de apenas 19 anos voltou a colocar a dupla da casa em vantagem (3 a 1) no início da parcial seguinte com seu saque potente. Renata e Talita correram atrás do empate, mas cometeram uma seqüência de erros, que facilitaram a vida das adversárias. Xue e Zhang Xi capricharam ainda mais nos serviços e abriram 14 a 9. As brasileiras tentaram reagir e conseguiram encostar no placar (16 a 17). Mas não adiantou. No momento decisivo, Zhang Xi conseguiu uma largadinha e fechou o jogo em 21 a 17. Enquanto a torcida local festejava, Renata chorava inconsolável, abraçada à sua parceira.

 
© 2007 Template feito por Templates para Você