domingo, 14 de setembro de 2008

Vettel, soberano na Itália, triunfa pela 1ª vez


A disputa entre os postulantes ao título foi o que chamou boa parte das atenções, mas nada tirou o brilho do feito de Sebastian Vettel neste domingo (14). Aproveitando os benefícios de uma pole-position, principalmente em pista molhada, o alemão atuou com tranqüilidade e venceu o GP da Itália, em Monza.
Com 21 anos, o piloto se tornou o mais jovem a obter um triunfo da F-1. De quebra, levou a Toro Rosso ao posto mais alto do pódio pela primeira vez na história. Em três anos, a equipe que era a Minardi saiu da rabeira do grid para o topo da categoria. Feitos inacreditáveis, “bravíssimos”, que fizeram Vettel não acreditar no que acabara de fazer quando cruzou a linha de chegada.Tudo isso em solo italiano, berço da TR e da Ferrari, que fornece motores para o mais novo time vencedor da F-1. E isso porque o dia não começou tão bem para a escuderia. Na largada que contou com a presença do safety-car, repetindo o GP do Japão de 2007, em Fuji, Sébastien Bourdais, que saía na quarta colocação, não foi feliz e teve um problema no carro logo na primeira volta.
O carro de segurança ficou na pista durante duas voltas, até liberar o caminho para os pilotos. Vettel afastou a "zica" e manteve-se firme na liderança. Em fila indiana, com o traçado muito molhado, ninguém quis arriscar, e a ordem ficou quase a mesma do grid, tirando o azarado francês.
Enquanto Sebastian tinha pista livre e abria vantagem, Lewis Hamilton partiu para o ataque, tentando sair da incômoda 15ª posição para buscar Felipe Massa, rival pelo título. Com estratégia de apenas uma parada, o inglês fincou o pé no acelerador. Já Kimi Raikkonen, que estava na frente do vice-campeão de 2007, mostrou que não tomou "Acordol" na Itália e fez mais uma atuação apagadíssima, talvez a pior de todas.
Durante as 27 voltas que fez sem ir para os boxes, o representante da McLaren ultrapassou, tirando Bourdais, 12 carros, seja na técnica ou contando com o pit-stop dos outros. Sabendo do ímpeto do adversário, Massa também tentou não deixar por menos. Enfrentou Nico Rosberg para passar ao quarto lugar. Demorou, mas conseguiu, mesmo tendo que devolver a posição momentos antes.
Aliás, esse foi um ponto interessante do GP. Com medo de novas punições, os pilotos evitaram ao máximo ganhar vantagem cortando a pista, fato bastante usual com a pista molhada.
A tática de Hamilton poderia ter dado muito certo se o tempo não melhorasse. Com o traçado secando a cada segundo, muitos resolveram mudar para pneus intermediários. O britânico foi obrigado a parar e colocar novos compostos.
O novo cenário da prova apresentava Vettel e Heikki Kovalainen nas duas primeiras posições, como na largada, Robert Kubica, que também tinha partido para fazer uma parada, subiu do 11º para o terceiro lugar. Fernando Alonso ocupava o quarto posto, na frente de Nick Heidfeld Massa era o sexto, com Mark Webber entre o brasileiro e Hamilton. Não demorou muito para Lewis passar o australiano e tentar dar o bote que valeria maior vantagem na luta pelo título. O inglês chegou a ameaçar, mas perdeu rendimento nas últimas voltas.
Buscando mais pontos, Felipe também foi ao combate. Quase passou Heidfeld, mas só conseguiu fazer isso levando vantagem, cortando uma curva. Deixou o alemão recuperar o lugar e teve a porta fechada até o fim do GP.
Após 53 voltas sem ter o mínimo de preocupações, com zero de ameaças, Vettel teve o grande trabalho do fim de semana coroado, com uma vitória merecida. Dessa vez, se chorou, foi de alegria, ao contrário de Fuji-2007, em uma prova com características semelhantes, que o germânico perdeu um pódio certo ao bater e se derramou em lágrimas de tristeza. Kovalainen e Kubica o acompanharam no pódio. Alonso manteve a quarta posição, e Webber completou a zona de pontuação.O hino da Alemanha voltou a ser tocado exatamente em Monza. Dobradinha Itália-Alemanha lembra alguém? Como Michael Schumacher fazia com a Ferrari, Sebastian quis reger o hino italiano, em homenagem a Toro Rosso.Agora, Hamilton tem 78 pontos e apenas um de vantagem sobre Massa na tabela de classificação. A luta para ser campeão fica ainda mais acirrada antes dos “embalos de domingo à noite”. A próxima etapa será disputada em Cingapura, no dia 28 de setembro, e será a primeira corrida noturna em quase 60 anos de Mundial.

saiba tudo o que aconteceu com os brasileiros em Pequim


Ouro de André Brasil faz país bater seu recorde de medalhas paraolímpicas, que vinha de Atenas, com 33 conquistas
Não importa o local. Pode ser o ginásio da Universidade de Pequim, o Cubo d’Água ou o Ninho do Pássaro, o verde-amarelo vem brilhando nestes Jogos Paraolímpicos de Pequim. E o resultado é que neste domingo, o Brasil chegou às 35 medalhas, batendo seu recorde em Paraolimpíadas, que era de 33, obtido nos Jogos de Atenas. Os responsáveis pela marca foram o supercampeão André Brasil, ouro nos 50m livre, categoria S10, que fez dobradinha no pódio com Phelipe Rodrigues, dono da medalha de prata. Agora, o Brasil tem 12 medalhas de ouro, nove de prata e 14 de bronze.
O show de André, porém, não se limitou apenas à final. Na manhã (em Pequim), o super nadador brasileiro já havia conseguido o recorde mundial da prova, que seria batido por ele novamente na final, quando cravou 23s61. A conquista é a quarta de André Brasil nestas Paraolimpíadas, ele que já havia levado o ouro nos 100m borboleta e 100m livre, além da prata nos 200m medley.
A festa brasileira no Cubo d’Água teve ainda a terceira medalha paraolímpica para Fabiana Sugimori, que ficou com o bronze. Nos 100m rasos, classe T46, Yohansson Nascimento garantiu a vaga na final com a segunda posição em sua bateria, ao fazer o tempo de 11s18. Por fim, Rildane Firmino terminou na sexta colocação nos 150m medley, classe SM4, e Adriano Lima chegou em quarto nos 400m livre, classe S6, com 4m48s32.

Dupla faz história no tênis de mesa

Se André Brasil vem dominando no Cubo, no ginásio da Universidade de Pequim quem já faz história é a dupla do Brasil no tênis de mesa, classe C3, Welder Knaf e Luiz Algacir Silva. Na semifinal, Welder e Luiz Algacir eliminaram os favoritos ao ouro, os chineses Panfeng Feng e Ping Zhao por três vitórias contra duas dos adversários e nesta segunda-feira decidem o título contra os franceses Florian Merrien e Jean-Philippe Robin. Mais cedo, o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final do torneio feminino, classe 6-10, com a derrota de Jane Karla Rodrigues e Carollina Maldonado para as francesas Thu Kamkasomphou e Audrey le Morvan por 3 a 0.
Rápido na água e na mesinha, o Brasil mostrou que também é veloz nas pistas do Ninho do Pássaro. Dono do recorde mundial, Odair Santos terminou com a medalha de bronze nos 10.000m, categoria T12. O verde-amarelo do país ficou na frente boa parte da prova, primeiro com Aurélio Santos e depois com Odair, que só deixou o posto faltando duas voltas para o fim, quando foi ultrapassado pelo queniano Henry Kiprono Kirwa (ouro) e pelo tunisiano Abderrahim Zhiou (prata).
Campeão dos 100m e 200m rasos, classe T11 (deficiência visual total), Lucas Prado fez o tempo de 51s84, indo para a semifinal da categoria, ao lado de Daniel Silva, que fez 52s47 após completar o percurso puxando seu guia pelo braço. No arremesso de peso, classes F35/36 teve Paulo Souza com a nona colocação, enquanto Edson Pinheiro ficou em sexto nos 200m rasos, categoria T38. Por fim, nos 800m rasos, classe T46, Emicarlos Souza e José Carlos Alecrim foram eliminados na primeira rodada.

Brasil luta pelo bronze no futebol de 7

Se no tênis de mesa, o Brasil conseguiu superar a favorita China, no futebol de 7, o país não conseguiu suplantar a força da potência da categoria, a Ucrânia. No campo de hóquei de grama de Pequim, a seleção verde-amarela foi goleada pelos ucranianos por 6 a 0. Com a derrota, o Brasil vai disputar a medalha de bronze, contra os iranianos, na próxima terça-feira.
No basquete para cadeirantes, o Brasil voltou a amargar uma derrota em Pequim. A seleção feminino perdeu a disputa pela nona posição para o México por 54 a 44 e sai da competição sem vitória.

Mogiano leva 2º ouro em Pequim


A família e os amigos de Dirceu José Pinto continuam em festa. O atleta do Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef) de Mogi das Cruzes conquistou sua segunda medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Desta vez, jogando ao lado do paranaense Eliseu Santos, o mogiano subiu ao lugar mais alto do pódio nas duplas da bocha adaptada e definitivamente cravou seu nome na história do paradesporto brasileiro, conquistando um feito inédito na modalidade.
A concentração para acompanhar o jogo de Dirceu começou nas primeiras horas da sexta-feira. Família, amigos e companheiros de esporte se reuniram na casa da irmã Rosângela Pinto para assistir e torcer por Dirceu no duelo final.
Todos ficaram atentos até o anúncio oficial da vitória brasileira, o que só aconteceu por volta das 4 horas. Após a confirmação de mais um ouro, o pai Carlos Souza Pinto, 57 anos, a mãe Maria José Pinto, 50, e os irmãos José, Durval, Rosângela, Fátima e Alcides nem conseguiram mais dormir de tanta felicidade.
"Não desgrudamos da televisão. Infelizmente o jogo não foi transmitido ao vivo, mas a Internet fez a alegria do povo. O Dirceu mereceu essas medalhas pelo esforço. Ele batalhou muito para dar a volta por cima e chegar ao topo do mundo", destacou o cunhado Vanderlei José de Morais, um dos responsáveis direto pelo apoio ao mogiano, já que há 14 anos acolhe Dirceu em sua casa.
Rosângela não encontrou palavras para descrever a emoção de ver o irmão no lugar mais alto do pódio. "A ficha ainda não caiu. Viemos de uma família humilde e conseguimos fazer um campeão num esporte desconhecido no Brasil. Agora posso respirar aliviada".
Os amigos do Tradef também estiveram na casa de Rosângela para reforçar a torcida pelo medalhista. A presidente Ieda Boucault esteve acompanhada da técnica de bocha adaptada Ana Carolina Lemos Alves e dos amigos da entidade.
Ieda contou que a festa para recepcionar o campeão já está toda prepara. Dirceu retorna da China no próximo dia 20. A família e os amigos irão recebê-lo no aeroporto. Por volta das 16 horas, o atleta será recebido no Clube Náutico Mogiano, local onde treina semanalmente, e seguirá numa carreata pelas ruas da Cidade em um caminhão do Corpo de Bombeiros. A parada final deve acontecer no Mogi Shopping.
No dia 23, às 8h30, o prefeito Junji Abe e o secretário de Esportes Pedro Giannotti Neto vão homenagear o medalhista na Prefeitura.

 
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