quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"Não mereço essa medalha", diz americano após desclassificação de rivais

O norte-americano Shawn Crawford ficou com a medalha de prata na prova masculina dos 200 m rasos dos Jogos Olímpicos de Pequim, com 19s96, nesta quarta-feira, após a desclassificação de seu compatriota Wallace Spearmon, que chegou na frente, mas pisou fora de sua raia durante a corrida, e de Churandy Martina, das Antilhas Holandesas, pelo mesmo motivo.
Após receber a notícia da primeira desclassificação --a de Spearmon--, Crawford afirmou que o adversário tinha sido melhor e merecia a medalha.
"Aparentemente, Wallace [Spearmon] pisou na linha da raia ao lado. Não vi, mas em meu coração, a medalha é dele. Me venceu e eu espero que os juizes voltem atrás em sua decisão. Não mereço essa medalha", disse o velocista norte-americano, que venceu a prova em Atenas-2004.
Em Pequim, o primeiro lugar ficou com o jamaicano Usain Bolt, que com o tempo de 19s30 superou por dois centésimos o antigo recorde mundial, estabelecido pelo norte-americano Michael Johnson nos Jogos de Atlanta-1996. A prata ficou Crawford e o bronze foi herdado por Walter Dix, dos EUA, com 19s98.

Pobre, China rural não vê nem pela TV as Olimpíadas


Existe uma China que mal está assistindo às Olimpíadas. No campo, o dinheiro de um crescimento de quase 10% anuais durante as últimas três décadas é uma lenda distante, muitas vezes contada pelo agricultor que migrou para as cidades nos últimos 25 anos - como fizeram mais de 250 milhões de pessoas, o que já é bem mais do que a população brasileira. Em algumas partes, o lado rural do país descobre com muitas horas de atraso o que a China Olímpica expõe ao resto do mundo em tempo real, em diversos ângulos.
"Aqui só pega um canal da província de Heibei, que não transmite os Jogos. Assistimos ao que aconteceu no dia no telejornal da noite", conta a menina Zhang Xia, brincando com a irmã na frente de um milharal, sem saber que o resto do país inteiro está comovido com a lesão do corredor Liu Xiang, ídolo local que não pôde lutar pelo bicampeonato olímpico nos 110 m com barreiras.
O local é a vila de Huai Bei, 70 quilômetros ao norte do centro de Pequim. A área é classificada mais exatamente como um qiong, denominação para os bairros miseráveis. As placas e os outdoors olímpicos desaparecem ao sair da auto-estrada, que segue até um trecho da turística Grande Muralha. Feito o desvio, o que surge diante dos olhos é o campo chinês, onde, pelas estatísticas, vivem ainda 58% da população, ou seja, 737 milhões de pessoas.
Nem sinal das maravilhas arquitetônicas de cimento, aço e vidro de Pequim. A rua é de terra e esburacada. Galinhas ciscam e patos caminham na frente das casas de alvenaria barata, divididas por hortas. Sob as árvores, camas esperam o descanso dos roceiros após o almoço. No mercado, camponeses estiram sobre jornais e lonas sua produção: pêssegos, ameixas, uvas, pimentas e tomates.
O nível de consumo beira a subsistência, mas alguns fazem outras funções para complementar o orçamento. Uns trabalham em lotações piratas, levando gente para subempregos na área urbanizada. Outros, como Wang Hai, estão em pequenos afazeres, como o de sapateiro. "Tenho que trabalhar durante o dia. Fica impossível assistir às competições. Quando termino, ligo para ver o que aconteceu", afirma Wang, consertando o solado de um tênis.
Segundo a ONU, 200 milhões de chineses vivem abaixo da linha de pobreza, ou seja, com menos de US$ 1 ao dia. Boa parte deles migrará para as cidades até 2020: o cálculo é que 400 milhões se desloquem do campo para as metrópoles, e 400 pequenas localidades estão programadas para virar pólos industriais, turísticos ou comerciais - o governo central não quer Pequim e Xangai mais super-povoadas do que já são, com medo de que aflorem tensões sociais e políticas.
Não deve ser o caso de Huai Bei, por sua proximidade com a capital chinesa e atual sede olímpica. Contudo, o qiong deve ser dissolvido nos próximos meses para dar lugar a um campus universitário. Saem os casebres, entram os prédios para formar profissionais dessa nova China.
O senhor Chen Weiyan, 81, está sentado na rua ao lado do cachorro. "Não sei nada dos Jogos. Escuto e vejo muito mal", se queixa. O vizinho cuida de um pomar vestindo uma camiseta com uma bola de futebol e a bandeira brasileira, mas pouco sabe das duas coisas (muito menos que o Brasil caiu por 3 a 0 para a Argentina).
No salão de beleza local, a TV passa um DVD de um dramalhão bem ao gosto das clientes. "Não entendo e não me interesso por esporte", corta a cabeleireira Chun Yun, atrás da cortina de plástico amarelada que serve de porta para seu estabelecimento. E volta para sua novela.
O sinal da rede estatal CCTV, com seus 16 canais abertos, não chega bem à região. A CCTV5, que tem só programação esportiva, nem pensar nas casas humildes. Os moradores mais abonados, com comércio à beira da rodovia para a Muralha, conseguem captar e acompanhar. Em um restaurante para viajantes, um aparelho de TV mostra ao vivo o que está acontecendo no Parque Olímpico, com prédios que parecem saídos de outro planeta e outro tempo para os habitantes daquele vilarejo. Entretanto, é o mesmo país, que assiste ao abismo entre a riqueza urbana e a pobreza rural aumentar cada vez mais.

Ex-treinador aponta genética como segredo da Jamaica no atletismo

Mentor de ex-recordista dos 200m explica descendência africana como possível fator de influência no desempenho dos caribenhos
A cultura atlética, os fatores sociais e econômicos não podem explicar tudo, porque a genética tem muita influência em determinadas conquistas, como vêm comprovando os jamaicanos no atletismo das Olimpíadas de Pequim.
Com seus 2,7 milhões de habitantes, os atletas jamaicanos gostam das corridas curtas de atletismo. Mas é preciso considerar seu passado e sua população composta principalmente por descendentes de escravos negros da África ocidental.
- Estes negros eram homens fortes com um pé adaptado a corridas na savana, um pé muito aberto. Somente os mais resistentes deles sobreviviam à travessia - diz Carlo Vittori, ex-treinador de atletismo.
No entanto, mais que na força dos músculos e na seleção natural, Carlo Vittori acredita na importância da educação e na "motivação psicológica que estimula os hormônios e, em particular a testosterona".
Vittori, de 78 anos, demonstrou sua tese com Pietro Mennea, o atleta do sul da Itália que ele transformou em recordista mundial dos 200m, com a marca de 19s72, referência durante 17 anos.

A cultura do atleta é respeitada a fundo nas competições reservadas às High Schools do ensino secundário, que cada ano enchem o estádio de Kingston em um grande evento nacional, segundo uma jornalista local.
- Desde os 13 ou 14 anos, detectamos os melhores e eles são selecionados. Que eu saiba, não existe nada comparável em todo o mundo - explica.
Para estes jovens, vencer nas pistas é a melhor maneira de mudar sua vida e a de suas famílias.
Os recentes estudos das Universidades de Glasgow e de West Indies de Mona (Jamaica), comparando atletas de diferentes origens geográficas, demonstraram a validade desta pista genética.

Em uma comparação com atletas australianos e jamaicanos, um número muito maior de jamaicanos apresentou uma substância, o actinen A, indispensável para a contração das fibras musculares rápidas da perna, segundo o professor Errol Morrison, presidente da Universidade de tecnologia onde estuda Asafa Powell.
Falecido ano passado, o grande Herb McKinley participou deste estudo. Ele pertenceu à equipe jamaicana que, em seu treinamento olímpico, impressionou o mundo inteiro nos Jogos de Londres de 1948 e depois nos de Helsinque.
Prova desta força genética jamaicana, Usain Bolt, que na quinta-feira completa 22 anos, ganhou nesta quarta a medalha de ouro dos 200 metros rasos nos Jogos de Pequim com o recorde mundial (19s30), e se tornou o homem mais veloz do mundo com vitórias nas duas provas mais rápidas do atletismo, depois de ter vencido também nos 100 metros.

Johnson: ‘Bolt é o Super-Homem 2’


Ex-recordista mundial e olímpico dos 200m classifica desempenho do jamaicano nas Olimpíadas de Pequim como ‘absolutamente fantástico’
Sobrenatural, aberração da natureza, lenda. Essas foram as definições dos velocistas Michael Johnson, Asafa Powell, Darvis Patton e Melanie Walker para o novo campeão olímpico e recordista mundial dos 100m e 200m rasos, Usain Bolt.
Após ver seus recordes alcançados há 12 anos, nas Olimpíadas de Atlanta, serem superados, um dos atletas mais famosos da história do atletismo, Michael Johnson, não parava de elogiar o novo fenômeno que se consagrou nas Olimpíadas de Pequim.
- Ele é o Super-Homem 2. Quando ele largou com aquela rapidez, não puder deixar de dizer: ‘Uau!’. Foi uma largada muito melhor do que a que ele fez nos 100m rasos e a curva que ele fez depois, então, foi absolutamente fantástica – disse Johnson, emocionado, em entrevista ao jornal americano “The New York Times”.
Ex-recordista dos 100m e compatriota de Bolt, Asafa Powell também reconheceu a superioridade do jamaicano.
- Ele é o melhor. Tenho certeza de que ainda poderia ter sido mais rápido. Ninguém pode superá-lo. Se eu tivesse ficado em segundo lugar nos 100m, já estaria muito feliz – afirmou Powell para a rede de televisão britânica “BBC” sobre a prova em que terminou na quinta colocação.

Ele é uma aberração da natureza - Patton" Último colocado na final dos 100m, o americano Darvis Patton foi um dos que mais idolatrou Bolt, após o jamaicano se tornar o primeiro atleta desde Carl Lewis, em Los Angeles-1984, a fazer uma dobradinha olímpica das duas provas mais rápidas dos Jogos.
- Ninguém consegue chegar nem perto dele. A dinâmica das corridas é ele na frente e todo mundo correndo atrás. Ele já é uma lenda do atletismo. O cara é um atleta fenomenal. É uma aberração da natureza – afirmou Patton.
Compatriota de Bolt e medalhista de ouro nos 400m com barreiras das Olimpíadas de Pequim, Melanie Walker fez questão de ressaltar que o primeiro atleta a quebrar os recordes mundiais dos 100m e dos 200m em somente uma edição dos Jogos era do seu país.
- Sinto-me feliz por saber que ele é da Jamaica e que é sobrenatural – declarou Walker.

Eliminada nos saltos ornamentais, Juliana Veloso culpa lesão no punho

A brasileira Juliana Veloso, que não conseguiu chegar às semifinais da plataforma de 10 m dos saltos ornamentais dos Jogos Olímpicos Pequim, ao terminar a fase classificatória em 23º lugar, nesta quarta-feira, afirmou depois da prova que problemas crônicos no punho direito vêm atrapalhando seu rendimento.
No último salto a ser realizado na prova, a atleta tinha que fazer uma parada de mão antes de realizar o movimento. "Se eu tivesse ficado três segundos naquela posição, teria me classificado. O problema é que não tenho equilíbrio por causa das lesões que tive no punho", explicou Juliana, lembrando que a pontuação cai quando a atleta não fica o tempo mínimo exigido na posição.
Segundo Juliana, as constantes lesões no punho aparecem sempre em competições importantes e nos meses mais frios do ano. "Em 2003, quebrei o pulso dias antes do Pan de Santo Domingo. Em 2005, antes do Mundial de Montreal. No ano passado, antes do Pan do Rio, e, neste ano, em junho, antes do circuito na Alemanha", disse a atleta.
Quando voltar para o Rio de Janeiro, Juliana tem uma cirurgia marcada para 3 de setembro. A atleta, que disputou sua terceira edição de Jogos Olímpicos (ficou na 16ª posição na plataforma em Atenas-2004), disse que não quer parar e promete mudanças para o próximo ciclo olímpico.
"Eu quero mais. Pretendo estar em Londres 2012, mas competindo no trampolim de 3 m. Posso ter muitos resultados nesta prova, já que o impacto com a água é menor. Assim, posso treinar mais", afirmou Juliana.

Jamaicana bate recorde olímpico e conquista o ouro nos 400m com barreiras


Melanie Walker disputa a medalha dourada até os últimos 50m com a americana Sheen Tosta, mas consegue vencer com folga no fim
A disputa entre Estados Unidos e Jamaica foi acirrada até a última barreira. Porém, a 50m da linha de chegada, Melanie Walker disparou para bater o recorde olímpico (52s64) e conquistar o ouro na prova dos 400m com barreiras das Olimpíadas de Pequim.
A americana Sheen Tosta correu bem e equilibrou a disputa com Walkers até os últimos metros. No entanto, não conseguiu bater o ritmo da jamaicana e ficou com a medalha de prata, com o tempo de 53s70.
Já o bronze foi para a britânica Tasha Danvers, que terminou o percurso em 53s84.

Final dos 400m com barreiras:
1ª - Melanie Walker (JAM) – 52s64
2ª - Sheena Tosta (EUA) – 53s70
3ª - Tasha Danvers (GBR) – 53s84
4ª - Anastasiya Rabchenyuk (UCR) – 53s96
5ª - Anna Jesien (POL) – 54s29
6ª - Ekaterina Bikert (RUS) – 54s96
7ª - Zuzana Hejnova (TCH) – 54s97
8ª - Tiffany Ross-Williams (EUA) – 57s55

Liu Xiang não vai acionar seguro de R$ 24 milhões por contusão


Seguradora afirma que continuará a apoiar chinês que perdeu a chance do bicampeonato olímpico nos Jogos de Pequim
Liu Xiang, que causou comoção na China ao abandonar a disputa dos 110m com barreiras, não vai pedir que seja paga a apólice de 100 milhões de yuans (R$ 24 milhões) da seguradora Ping An.
De acordo com a seguradora, a Administração Central para o Esporte e o próprio Liu Xiang não têm intenção de pedir o pagamento da apólice. A Administração acrescentou que neste momento o seu papel é "ajudar Liu Xiang a se recuperar da contusão".

Em outubro, a Ping An tinha oferecido ao campeão olímpico em Atenas 2004 um contrato com cobertura de um ano em caso de contusão, e uma apólice para toda equipe de atletismo.
A seguradora afirma que "continuará a apoiar" Liu e os outros atletas chineses com os quais tem contrato. A desistência de Liu, na segunda-feira, deixou em desespero os chineses, que viram desaparecer a melhor chance de medalha do país no atletismo.
Milhões de mensagens surgiram em poucas horas na internet, algumas das quais, sem qualquer prova, falavam de um "complô" dos patrocinadores para tirar Liu dos Jogos e mostrar que ele era um atleta "acabado".

Ana Marcela reclama da falta de união brasileira na maratona aquática


Atleta que ficou em quinto lugar nesta terça diz que o país poderia ter subido ao pódio se ela e Poliana Okimoto estivessem trabalhado em equipeUm dos lemas das Olimpíadas é a união. Mas nem sempre os atletas conseguem seguir esse espírito olímpico. A prova de maratona aquática dos Jogos de Pequim, por exemplo, terminou com um clima pesado entre as duas representantes brasileiras Ana Marcela e Poiliana Okimoto, quinto e sétimo lugares, respectivamente.
As duas brasileiras chegaram a brigar pela medalha de bronze, mas a forte rivalidade acabou atrapalhando o caminho de pelo menos uma delas ao pódio.
- Se a gente tivesse feito um jogo de equipe, teria sido muito melhor. Mas isso não acontece porque no Brasil é diferente. Na Grã-Bretanha eles querem sempre o melhor. No Brasil é cada um por si – reclamou Ana Marcela, que terminou em quinto. Já Poliana Okimoto saiu d’água sem dar declarações à imprensa.
As atletas britânicas Keri-Anne Payne e Cassandra Patten realmente trabalharam em equipe. Elas estiveram lado a lado durante toda a prova até cruzarem a linha de chegada, garantindo a prata e o bronze para o país. O ouro foi conquistado pela russa Larisa Ilchenko nas últimas braçadas.

De acordo com informações da Tv Globo, as britânicas não aprovaram a atitude das brasileiras e chegaram a dizer que "isso aqui é natação e não boxe".

Governo espanhol confirma aumento no número de vítimas.


Avião da companhia Spanair provocou incêndio no aeroporto de Barajas.O número de mortos no acidente com uma aeronave da companhia aérea Spanair, com 173 pessoas a bordo, chega a 100, de acordo com informações oficiais do governo espanhol.
O avião sofreu um acidente ao sair da pista no aeroporto de Barajas, em Madri, segundo informações do governo espanhol. O número de feridos é de 26, diz o governo.
Veja fotos do acidente
Serviços de emergência do país disseram à agência de notícias Reuters que o número de vítimas pode ultrapassar 150, já que são poucos os sobreviventes.
Segundo um comunicado da companhia Spanair, a aeronave tentava decolar no momento do acidente. A rede de TV CNN diz que o acidente aconteceu na segunda tentativa de decolar, já que uma primeira já havia sido abortada.
Está no aeroporto de Madrid? Conte ao VC no G1
Segundo o jornal espanhol "El Pais", o vôo 5022 (compartilhado com a companhia alemã Lufthansa), com destino a Las Palmas, nas Ilhas Canárias, saiu da pista e provocou um incêndio na área próxima ao aeroporto.
Em entrevista à Globo News, o cônsul do Brasil em Madri, Gelson Fonseca, disse não ter informações sobre a presença de brasileiros no avião que sofreu o acidente.
Testemunhas disseram à rede Telemadrid terem visto uma das turbinas pegando fogo quando o avião tentou decolar.
O jornal "El Pais" diz que o clima no terminal 4 do aeroporto, onde aconteceu o acidente, é tranquilo, mas o aeroporto decretou emergência e cancelou todos os pousos e decolagens do terminal, o que causou atrasos em vários vôos com destino à América Latina, segundo a CNN.
O número de pessoas na aeronave divulgado anteriormente era de 166, mas informações oficiais da companhia Spanair confirmaram que o vôo 5022 estava ocupado por 164 passageiros e nove tripulantes.

Bolt: ‘Não poderia haver presente melhor’


No dia em que completa 22 anos, velocista jamaicano se diz orgulhoso por ter batido o recorde mundial nos 200m rasos em PequimQuando garantiu a medalha de ouro e bateu o recorde mundial nos 200m rasos, o jamaicano Usain Bolt estava a pouco mais de uma hora do seu aniversário de 22 anos. Homenageado no Ninho do Pássaro com “Parabéns a você” no sistema de som, ele sabe que o melhor presente foi a marca histórica obtida nesta quarta-feira.
- Não pode haver presente melhor do que este. Eu sei que fiz história hoje. Queria muito fazer isso e estou aproveitando muito o momento. Eu me dei este presente e fiquei orgulhoso de mim – afirmou o jamaicano, que deixou os concorrentes para trás e ainda esticou o pescoço antes da linha de chegada para assegurar o recorde.
Pouco depois de Bolt, a também jamaicana Melaine Walker fez bonito no Ninho, quebrando o recorde olímpico nos 400m com obstáculos. O homem mais rápido do mundo não esconde de ninguém o segredo para a Jamaica brilhar tanto nas pistas.
- O segredo é o trabalho duro. Somos muito competitivos. Queremos ser os melhores, e é isso que fazemos: trabalho, trabalho, trabalho.

medalhas de Atletismo

País ouro, prata e bronze
1 Rússia 4 1 4 9
2 Estados Unidos 3 4 4 11
3 Quênia 2 4 2 8
4 Jamaica 2 3 0 5
5 Etiópia 2 1 0 3
6 Bielorrússia 1 2 3 6
7 Polônia 1 1 0 2
7 Reino Unido 1 1 0 2
9 Nova Zelândia 1 0 1 2
9 Ucrânia 1 0 1 2
11 Bahrein 1 0 0 1
11 Camarões 1 0 0 1
11 Eslovênia 1 0 0 1
11 Estônia 1 0 0 1
11 Panamá 1 0 0 1
11 Romênia 1 0 0 1
17 Cuba 0 2 1 3
18 Austrália 0 1 1 2
19 África do Sul 0 1 0 1
19 Equador 0 1 0 1
19 França 0 1 0 1
19 Trinidad e Tobago 0 1 0 1
19 Turquia 0 1 0 1
24 China 0 0 2 2
25 Canadá 0 0 1 1
25 Grécia 0 0 1 1
25 Lituânia 0 0 1 1
25 Marrocos 0 0 1 1

Alemão suspeita que Bolt use doping


Tobias Unger acha estranho falta de cansaço do jamaicano
O atleta alemão Tobias Unger acusou o jamaicano Usain Bolt, recordista mundial e medalha de ouro nos 100m dos Jogos de Pequim, de correr sob o efeito de doping.
- Nas eliminatórias, Bolt nem pensou em aquecer. Fez pequenos trotes, foi para a largada e conseguiu cem metros em 9,92 segundos. É suspeito também que ele não mostre cansaço após uma viagem longa ou um treino - comentou Unger em entrevista à revista "Sport Bild".
O alemão, que não passou da segunda fase na prova, acha que um dos maiores problemas da luta contra o doping é o fato de muitos países não terem uma agência reguladora - como é o caso da Jamaica, onde Bolt nasceu. Apenas 25 das 205 nações que estão em Pequim têm uma entidade com este papel.
- Eles fazem o que querem lá (na Jamaica) e nada acontece. Já eu tenho de registrar todas as entradas e saídas que faço em Pequim caso passe por um exame antidoping. Bolt possivelmente não saberia nem preencher o formulário de entrada e saída – acusou Unger.
O atleta acredita que o rígido sistema alemão - passou por dez exames só nesta temporada - é bom, afirmando que uma possibilidade de solucionar o problema seria proibir a participação daqueles países que não tiverem uma regulamentação antidoping.
Outra sugestão foi a de reduzir os prêmios em dinheiro entregues àqueles que batem recordes mundiais. Em relação à punição, Unger acha que os atletas deveriam pegar as mesmas penas que ladrões.

Bimba minimiza fracasso, valoriza quinto lugar conquistado e cobra os brasileiros


Velejador da classe RS:X fica fora do pódio das Olimpíadas, mais uma vez, por detalhes. Porém, comemora presença na lista dos melhoresRicardo Winicki, o Bimba, era uma das principais esperanças de medalha da vela brasileira nas Olimpíadas de Pequim. Até a penúltima regata da classe RS:X, ele mantinha chances, mas um 33º lugar lhe tirou, por um ponto, a chance de brigar pelo pódio. Fato minimizado pelo atleta.
- Chegar em quinto significa que você foi o quinto melhor do mundo. Isso é dificílimo. Muita gente queria estar aqui e não chegou. As meninas da ginástica, por exemplo, tiveram um ótimo resultado (oitavo), mas todos só querem saber de medalhas. O brasileiro tem que aprender a valorizar o esportista - comenta Bimba.
Essa é a segunda vez que o velejador brasileiro bate na trave. Em Atenas-2004, ele chegou à última prova com chances muito boas de medalha. Precisava terminar apenas na 16ª colocação para assegurar ao menos o bronze. Porém, ficou na 17ª posição e deu adeus ao sonho do pódio olímpico.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DOS BRASILEIROS EM PEQUIM
- (Entre Atenas e Pequim) tive quatro anos brilhantes. Consegui pódio em quase tudo que disputei, fui campeão mundial... Os Jogos Olímpicos são só mais um campeonato, mas é claro que todo mundo quer ganhar, é de quatro em quatro anos. Mas infelizmente não dá para ganhar tudo - acrescenta o atleta da RS:X.
Um dos pontos em que Bimba se apóia para justificar sua ausência das três primeiras colocações é com relação ao vento fraco na Baía de Qingdao.
- Eu fui muito bem nas regatas. Mas com o vento fraco, não. Sabia, lá no fundo, que essa seria a minha deficiência. Treinei bastante para superar isso, mas não rolou - finaliza Bimba.

Custo do negócio

Segundo o ministro, ele teve que mostrar ao presidente Lula “quanto custa o negócio” da licença-maternidade. Para ele, é fácil aprovar uma lei que traz benefício, mas é preciso que o ministério da Fazenda estipule o preço do benefício para os cofres públicos.

“O custo disso é de R$ 800 milhões por ano. E eu sou obrigado, como ministro da Fazenda a dizer ao presidente: 'Olha vai custar isso e portanto temos que ter verba no nosso orçamento para viabilizar”, afirmou Mantega.

Juros e inflação
Os juros só serão reduzidos depois que a inflação voltar a patamares próximos ao centro da meta, estabelecida pelo governo, que é de 4,5%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), comentou Mantega. Ele deixou claro que o Banco Central (BC) é autônomo para definir a política monetária. Até lá, não acredito na redução dos juros.
Segundo o ministro, neste ano a inflação deve ficar entre 6% e 6,5%. A meta de inflação fixada pelo governo para 2008 e o próximo é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Pré-sal
Mantega, afirmou que parte dos recursos gerados pela exploração de petróleo e gás da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, será aplicada no Fundo Soberano do Brasil (FSB).

Segundo ele, o objetivo é evitar uma entrada forte de dólares no País que leve a um desequilíbrio econômico capaz de gerar inflação e a chamada "doença holandesa" - uma teoria que prega que um aumento de receita decorrente da exportação de recursos naturais irá desindustrializar uma nação devido à valorização cambial, que torna o setor manufatureiro menos competitivo aos produtos externos.
Questionado sobre se os recursos do pré-sal levariam a uma eliminação do déficit fiscal, Mantega reiterou que prevê que o Brasil atinja o superávit nominal já em 2010, antes portanto que a exploração do pré-sal renda recursos ao País.
Perdão das dívidas
Ele também disse que a proposta de perdoar dívidas de até R$ 10 mil com a União deve ajudar os contribuintes. Para o ministro, é necessário o perdão para que os cidadãos com menor renda possam regularizar suas situações com o Estado.
Em relação aos grandes devedores, Matega disse que o governo será mais rigoroso e vai diminuir o tempo que os processos de dívida levam para serem processados. Segundo o ministro, o objetivo é diminuir o tempo de tramitação para cinco ou seis anos, dos atuais doze ou treze.

Guarra e Superação


Impressionante a garra da sul-africana Natalie du Toit, que mesmo sem uma das pernas ficou em 16º na maratona aquática

COI confirma doping de Blonska, prata na disputa do heptatlo


Atleta ucraniana perderá a medalha e corre o risco de ser excluída definitivamente do esporte, por já ter sido suspensa
AFP
A ucraniana Lyudmila Blonska, medalha de prata no heptatlo dos Jogos Olímpicos de Pequim, foi flagrada no exame antidoping por um esteróide anabolizante, confirmou nesta quarta-feira o Comitê Olímpico Internacional (COI).
A notícia havia sido divulgada mais cedo pelo site do jornal esportivo francês L'Equipe.
O COI precisou que a comissão executiva deve se reunir nas próximas horas para decidir sobre a desclassificação de Blonska, sua exclusão dos Jogos e a redistribuição da medalha, sem esperar pela contraprova.
A americana Hyleas Foutain e a russa Tatiana Chernova, terceira e quarta, deverão ser beneficiadas com a decisão.
A ciclista espanhola María Isabel Moreno (EPO), o atirador norte-coreano Kim-Jong-Su (beta bloqueador) e a ginasta vietnamita Do Thi Ngan Thuong (diurético) foram flagrados nos exames antidoping realizados na Olimpíada.
A atleta grega Fani Halkia, campeã olímpica dos 400 m com barreiras em Atenas-2004, não passou satisfatoriamente em um exame realizado antes do início dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Todos estes atletas foram afastados dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Blonska já fora suspensa por dois anos por ter sido flgrada em um exame antidoping com a mesma substância em 2003, e agora corre o risco de ser excluída definitivamente pela reincidência.
No ano passado, a britânica Kelly Sotherton, bronze no Mundial, jogara um manto de dúvidas sobre a ucraniana, que a superou em Osaka e ficou com a medalha de prata.
"Creio que puderam ver a reação dos outros atletas. Não apoiamos os fraudadores", disse a inglesa.
Depois de ter cumprido a suspensão, a ucraniana ganhou a prova de pentatlo do Mundial indoor de 2006. Nesta terça-feira, Blonska se classificou para a final de salto em distância, com o terceiro melhor salto da competição (6,76m).

Michael Johnson diz que Usain Bolt não deve bater seu recorde


Recordista mundial dos 200m exalta jamaicano e descarta doping, mas diz que ficará chocado se seu recorde for quebradoAo acordar nesta manhã em Pequim, Michael Johnson não deu um "beijo de tchau" em seu recorde mundial para os 200 metros rasos. O norte-americano aposentado desde 2000 falou nesta tarde que antecede a grande final da prova em Pequim que ficaria chocado caso Usain Bolt bata seu recorde mundial de 19,32s.
"Sua apresentação nos 100 metros foi a mais incrível que eu já vi um atleta fazer na minha vida, mas não acho que ele consegue ficar abaixo do meu tempo. Não dei um beijo de tchau no meu recorde. Eu ficarei chocado se ele conseguir", revelou o atleta norte-americano.
Palavra de fenômeno sobre fenômeno. Johnson foi o primeiro homem da história a vencer os 200 e 400 metros numa mesma Olimpíada. Foi também o único a conseguir vencer duas vezes consecutivas os 400 metros nos Jogos. Para completar sua ficha, o recorde mundial de Johnson nos 200m, obtido em Atlanta, 1996, jamais foi batido. O homem a chegar mais perto até hoje foi Tyson Gay, com 19,62. Ele também tem o recorde mundial dos 400 metros com 43,18s desde 1999.
Ninguém mais condecorado poderia opinar sobre o desempenho de Usain Bolt. "Apesar de ele ser originalmente dos 200 metros e ser rápido demais, eu não acredito que bata meu recorde, pois existem muitos outros fatores, como a curva e quanto tempo ele consegue manter a incrível velocidade que tem", disse.
Johnson é o primeiro a defender Bolt de acusações de doping que vem recebendo. "As pessoas querem explicar com doping o que ele faz. Pois eu tenho outra explicação: nunca vimos um atleta tão alto (1,96m) ser tão rápido. Ele não larga tão bem, mas, como ninguém na história do esporte, soube sincronizar a passada larga com a velocidade. Carl Lewis (1,88m) era assim também", disse o recordista.
"Em qualquer outro lugar do mundo, Bolt entraria na sala do técnico e ele diria. Com esta altura, você vai correr 400m. Saia daqui já. Mas ele insistiu e treinou muito e por isso é um fenômeno", analisou Johnson.

 
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