Foi com o salto que leva seu nome que Diego Hypólito conquistou a medalha de ouro na Superfinal da Copa do Mundo de ginástica, no último sábado. Porém, o movimento que abriu a série do brasileiro em Madri, chegou a ser motivo de briga entre o ginasta e seu técnico, Renato Araújo. O treinador quase abriu mão de acompanhar Diego na competição que encerrou a temporada.
Pouco antes da viagem para a Espanha, Renato e Diego divergiram sobre a série que seria utilizada na Superfinal. Diego queria, passada a perda da medalha nos Jogos de Pequim, apresentar um novo salto para aumentar o grau de dificuldade de sua exibição. Renato, porém, vetou o movimento e instaurou uma crise com seu comandado.
"Ficamos um dia sem conversar. Não ia viajar para a Espanha e comuniquei a Eliane Martins [supervisora da Confederação Brasileira de Ginástica] da minha decisão. Eu, como técnico, vi que [a série] não estava pronta. Esta é a minha função. Duas cabeças pensam melhor que uma e a decisão final tem de ser minha. Senão, perco autoridade", disse Renato em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
Segundo apurou a reportagem, Diego não queria utilizar o "Hypólito" para a abrir sua apresentação em Madri. A intenção do ginasta é lançar mão de um movimento que consistia em um primeiro mortal de 360 graus de costas aliado a um salto de 180º. Após tocar o solo, Diego ainda emendaria mais dois mortais de 360º e um de 180º. O resto da exibição seria idêntico ao de Pequim.
Depois de ameaçar não acompanhar Diego, Renato venceu a queda de braço. "Coversamos com calma e achamos melhor apresentar em Madri o que fizemos nas Olimpíadas, porque a prova que utilizei no segundo semestre estava muito crua, com falhas e precisava ser repensada", admitiu o ginasta.
Com uma apresentação quase sem erros, Diego conquistou o tricampeonato da Superfinal ao receber nota 16.125. Ficou bem à frente do medalhista de prata Kohei Uchimura, do Japão, que obteve 15.900. "Cheguei para ele após a conquista e disse: 'esta é a tua série!'. Ele concordou", finalizou Renato Araújo.
Porém, para o Mundial de 2009, em Londres, Diego pensa em descartar de vez o "Hypólito". O ginasta vai tirar um mês de férias e, depois disso, pretende trabalhar uma nova série. "Teremos que mudar muitas coisas por causa do novo código de pontuação", contou o ginasta.
Já Renato ainda considera a possibilidade de manter o salto que abriu a apresentação em Madri. "Montar a série é como um jogo de xadrez. E, para minha sorte, o Diego tem um leque muito grande de elementos. Se o 'Hypólito' continuar, a nota de partida poderá chegar em 16.90, a maior que já tivemos", disse Araújo.
"Ficamos um dia sem conversar. Não ia viajar para a Espanha e comuniquei a Eliane Martins [supervisora da Confederação Brasileira de Ginástica] da minha decisão. Eu, como técnico, vi que [a série] não estava pronta. Esta é a minha função. Duas cabeças pensam melhor que uma e a decisão final tem de ser minha. Senão, perco autoridade", disse Renato em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
Segundo apurou a reportagem, Diego não queria utilizar o "Hypólito" para a abrir sua apresentação em Madri. A intenção do ginasta é lançar mão de um movimento que consistia em um primeiro mortal de 360 graus de costas aliado a um salto de 180º. Após tocar o solo, Diego ainda emendaria mais dois mortais de 360º e um de 180º. O resto da exibição seria idêntico ao de Pequim.
Depois de ameaçar não acompanhar Diego, Renato venceu a queda de braço. "Coversamos com calma e achamos melhor apresentar em Madri o que fizemos nas Olimpíadas, porque a prova que utilizei no segundo semestre estava muito crua, com falhas e precisava ser repensada", admitiu o ginasta.
Com uma apresentação quase sem erros, Diego conquistou o tricampeonato da Superfinal ao receber nota 16.125. Ficou bem à frente do medalhista de prata Kohei Uchimura, do Japão, que obteve 15.900. "Cheguei para ele após a conquista e disse: 'esta é a tua série!'. Ele concordou", finalizou Renato Araújo.
Porém, para o Mundial de 2009, em Londres, Diego pensa em descartar de vez o "Hypólito". O ginasta vai tirar um mês de férias e, depois disso, pretende trabalhar uma nova série. "Teremos que mudar muitas coisas por causa do novo código de pontuação", contou o ginasta.
Já Renato ainda considera a possibilidade de manter o salto que abriu a apresentação em Madri. "Montar a série é como um jogo de xadrez. E, para minha sorte, o Diego tem um leque muito grande de elementos. Se o 'Hypólito' continuar, a nota de partida poderá chegar em 16.90, a maior que já tivemos", disse Araújo.


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