Mentor de ex-recordista dos 200m explica descendência africana como possível fator de influência no desempenho dos caribenhos
A cultura atlética, os fatores sociais e econômicos não podem explicar tudo, porque a genética tem muita influência em determinadas conquistas, como vêm comprovando os jamaicanos no atletismo das Olimpíadas de Pequim.
Com seus 2,7 milhões de habitantes, os atletas jamaicanos gostam das corridas curtas de atletismo. Mas é preciso considerar seu passado e sua população composta principalmente por descendentes de escravos negros da África ocidental.
- Estes negros eram homens fortes com um pé adaptado a corridas na savana, um pé muito aberto. Somente os mais resistentes deles sobreviviam à travessia - diz Carlo Vittori, ex-treinador de atletismo.
No entanto, mais que na força dos músculos e na seleção natural, Carlo Vittori acredita na importância da educação e na "motivação psicológica que estimula os hormônios e, em particular a testosterona".
Vittori, de 78 anos, demonstrou sua tese com Pietro Mennea, o atleta do sul da Itália que ele transformou em recordista mundial dos 200m, com a marca de 19s72, referência durante 17 anos.
A cultura do atleta é respeitada a fundo nas competições reservadas às High Schools do ensino secundário, que cada ano enchem o estádio de Kingston em um grande evento nacional, segundo uma jornalista local.
- Desde os 13 ou 14 anos, detectamos os melhores e eles são selecionados. Que eu saiba, não existe nada comparável em todo o mundo - explica.
Para estes jovens, vencer nas pistas é a melhor maneira de mudar sua vida e a de suas famílias.
Os recentes estudos das Universidades de Glasgow e de West Indies de Mona (Jamaica), comparando atletas de diferentes origens geográficas, demonstraram a validade desta pista genética.
Em uma comparação com atletas australianos e jamaicanos, um número muito maior de jamaicanos apresentou uma substância, o actinen A, indispensável para a contração das fibras musculares rápidas da perna, segundo o professor Errol Morrison, presidente da Universidade de tecnologia onde estuda Asafa Powell.
Falecido ano passado, o grande Herb McKinley participou deste estudo. Ele pertenceu à equipe jamaicana que, em seu treinamento olímpico, impressionou o mundo inteiro nos Jogos de Londres de 1948 e depois nos de Helsinque.
Prova desta força genética jamaicana, Usain Bolt, que na quinta-feira completa 22 anos, ganhou nesta quarta a medalha de ouro dos 200 metros rasos nos Jogos de Pequim com o recorde mundial (19s30), e se tornou o homem mais veloz do mundo com vitórias nas duas provas mais rápidas do atletismo, depois de ter vencido também nos 100 metros.
A cultura atlética, os fatores sociais e econômicos não podem explicar tudo, porque a genética tem muita influência em determinadas conquistas, como vêm comprovando os jamaicanos no atletismo das Olimpíadas de Pequim.
Com seus 2,7 milhões de habitantes, os atletas jamaicanos gostam das corridas curtas de atletismo. Mas é preciso considerar seu passado e sua população composta principalmente por descendentes de escravos negros da África ocidental.
- Estes negros eram homens fortes com um pé adaptado a corridas na savana, um pé muito aberto. Somente os mais resistentes deles sobreviviam à travessia - diz Carlo Vittori, ex-treinador de atletismo.
No entanto, mais que na força dos músculos e na seleção natural, Carlo Vittori acredita na importância da educação e na "motivação psicológica que estimula os hormônios e, em particular a testosterona".
Vittori, de 78 anos, demonstrou sua tese com Pietro Mennea, o atleta do sul da Itália que ele transformou em recordista mundial dos 200m, com a marca de 19s72, referência durante 17 anos.
A cultura do atleta é respeitada a fundo nas competições reservadas às High Schools do ensino secundário, que cada ano enchem o estádio de Kingston em um grande evento nacional, segundo uma jornalista local.
- Desde os 13 ou 14 anos, detectamos os melhores e eles são selecionados. Que eu saiba, não existe nada comparável em todo o mundo - explica.
Para estes jovens, vencer nas pistas é a melhor maneira de mudar sua vida e a de suas famílias.
Os recentes estudos das Universidades de Glasgow e de West Indies de Mona (Jamaica), comparando atletas de diferentes origens geográficas, demonstraram a validade desta pista genética.
Em uma comparação com atletas australianos e jamaicanos, um número muito maior de jamaicanos apresentou uma substância, o actinen A, indispensável para a contração das fibras musculares rápidas da perna, segundo o professor Errol Morrison, presidente da Universidade de tecnologia onde estuda Asafa Powell.
Falecido ano passado, o grande Herb McKinley participou deste estudo. Ele pertenceu à equipe jamaicana que, em seu treinamento olímpico, impressionou o mundo inteiro nos Jogos de Londres de 1948 e depois nos de Helsinque.
Prova desta força genética jamaicana, Usain Bolt, que na quinta-feira completa 22 anos, ganhou nesta quarta a medalha de ouro dos 200 metros rasos nos Jogos de Pequim com o recorde mundial (19s30), e se tornou o homem mais veloz do mundo com vitórias nas duas provas mais rápidas do atletismo, depois de ter vencido também nos 100 metros.

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