Edinanci Silva se despediu dos Jogos Olímpicos de Pequim nesta quinta-feira com sua melhor campanha após quatro participações. O adeus, porém, veio sem a tão sonhada medalha. A brasileira chegou pela primeira vez à disputa pelo bronze, mas foi derrotada pela sul-coreana Gyeongmi Jeong e terminou em quinto lugar.A exemplo de seus outros combates, Edinanci começou a luta com uma postura ofensiva. Após dois minutos, a sul-coreana aplicou bom golpe, defendido pela paraibana. Logo em seguida, porém, a rival teve sucesso, obteve o yuko e imobilizou a brasileira para conseguir a vitória.
"Eu entrei com a vontade e a tática. Mas ela entrou com a vontade e o antídoto. Ela conhece o meu estilo, sabia que se fizesse uma luta comum poderia forçar punições. Mas o problema é que ela não veio assim. E me surpreendeu. Não esperava aquele golpe. Cheguei bem e por um vacilo deixei a medalha escapar. Não saio com raiva da minha adversária. Saio triste por não ter feito o que queria", lamentou a atleta após a derrota.
Edinanci tem uma das mais sofridas histórias entre as atletas que defendem o país nas Olimpíadas. Em 1996, ela passou pelo pior momento de sua vida às vésperas de disputar a sua primeira Olimpíada.
Muito forte e com traços masculinos, a judoca teve problemas de formação e desenvolveu características de ambos os sexos em seu corpo. Meses antes de ir para Atlanta-1996, ela teve de se submeter a uma cirurgia para retirar as características masculinas. Logo depois, foi obrigada a passar por um exame de feminilidade para ser aceita em Atlanta-1996.
"Eu entrei com a vontade e a tática. Mas ela entrou com a vontade e o antídoto. Ela conhece o meu estilo, sabia que se fizesse uma luta comum poderia forçar punições. Mas o problema é que ela não veio assim. E me surpreendeu. Não esperava aquele golpe. Cheguei bem e por um vacilo deixei a medalha escapar. Não saio com raiva da minha adversária. Saio triste por não ter feito o que queria", lamentou a atleta após a derrota.
Edinanci tem uma das mais sofridas histórias entre as atletas que defendem o país nas Olimpíadas. Em 1996, ela passou pelo pior momento de sua vida às vésperas de disputar a sua primeira Olimpíada.
Muito forte e com traços masculinos, a judoca teve problemas de formação e desenvolveu características de ambos os sexos em seu corpo. Meses antes de ir para Atlanta-1996, ela teve de se submeter a uma cirurgia para retirar as características masculinas. Logo depois, foi obrigada a passar por um exame de feminilidade para ser aceita em Atlanta-1996.


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