quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Custo do negócio

Segundo o ministro, ele teve que mostrar ao presidente Lula “quanto custa o negócio” da licença-maternidade. Para ele, é fácil aprovar uma lei que traz benefício, mas é preciso que o ministério da Fazenda estipule o preço do benefício para os cofres públicos.

“O custo disso é de R$ 800 milhões por ano. E eu sou obrigado, como ministro da Fazenda a dizer ao presidente: 'Olha vai custar isso e portanto temos que ter verba no nosso orçamento para viabilizar”, afirmou Mantega.

Juros e inflação
Os juros só serão reduzidos depois que a inflação voltar a patamares próximos ao centro da meta, estabelecida pelo governo, que é de 4,5%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), comentou Mantega. Ele deixou claro que o Banco Central (BC) é autônomo para definir a política monetária. Até lá, não acredito na redução dos juros.
Segundo o ministro, neste ano a inflação deve ficar entre 6% e 6,5%. A meta de inflação fixada pelo governo para 2008 e o próximo é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Pré-sal
Mantega, afirmou que parte dos recursos gerados pela exploração de petróleo e gás da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, será aplicada no Fundo Soberano do Brasil (FSB).

Segundo ele, o objetivo é evitar uma entrada forte de dólares no País que leve a um desequilíbrio econômico capaz de gerar inflação e a chamada "doença holandesa" - uma teoria que prega que um aumento de receita decorrente da exportação de recursos naturais irá desindustrializar uma nação devido à valorização cambial, que torna o setor manufatureiro menos competitivo aos produtos externos.
Questionado sobre se os recursos do pré-sal levariam a uma eliminação do déficit fiscal, Mantega reiterou que prevê que o Brasil atinja o superávit nominal já em 2010, antes portanto que a exploração do pré-sal renda recursos ao País.
Perdão das dívidas
Ele também disse que a proposta de perdoar dívidas de até R$ 10 mil com a União deve ajudar os contribuintes. Para o ministro, é necessário o perdão para que os cidadãos com menor renda possam regularizar suas situações com o Estado.
Em relação aos grandes devedores, Matega disse que o governo será mais rigoroso e vai diminuir o tempo que os processos de dívida levam para serem processados. Segundo o ministro, o objetivo é diminuir o tempo de tramitação para cinco ou seis anos, dos atuais doze ou treze.

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