quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Bimba minimiza fracasso, valoriza quinto lugar conquistado e cobra os brasileiros


Velejador da classe RS:X fica fora do pódio das Olimpíadas, mais uma vez, por detalhes. Porém, comemora presença na lista dos melhoresRicardo Winicki, o Bimba, era uma das principais esperanças de medalha da vela brasileira nas Olimpíadas de Pequim. Até a penúltima regata da classe RS:X, ele mantinha chances, mas um 33º lugar lhe tirou, por um ponto, a chance de brigar pelo pódio. Fato minimizado pelo atleta.
- Chegar em quinto significa que você foi o quinto melhor do mundo. Isso é dificílimo. Muita gente queria estar aqui e não chegou. As meninas da ginástica, por exemplo, tiveram um ótimo resultado (oitavo), mas todos só querem saber de medalhas. O brasileiro tem que aprender a valorizar o esportista - comenta Bimba.
Essa é a segunda vez que o velejador brasileiro bate na trave. Em Atenas-2004, ele chegou à última prova com chances muito boas de medalha. Precisava terminar apenas na 16ª colocação para assegurar ao menos o bronze. Porém, ficou na 17ª posição e deu adeus ao sonho do pódio olímpico.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DOS BRASILEIROS EM PEQUIM
- (Entre Atenas e Pequim) tive quatro anos brilhantes. Consegui pódio em quase tudo que disputei, fui campeão mundial... Os Jogos Olímpicos são só mais um campeonato, mas é claro que todo mundo quer ganhar, é de quatro em quatro anos. Mas infelizmente não dá para ganhar tudo - acrescenta o atleta da RS:X.
Um dos pontos em que Bimba se apóia para justificar sua ausência das três primeiras colocações é com relação ao vento fraco na Baía de Qingdao.
- Eu fui muito bem nas regatas. Mas com o vento fraco, não. Sabia, lá no fundo, que essa seria a minha deficiência. Treinei bastante para superar isso, mas não rolou - finaliza Bimba.

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